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Cuidado com o Veneno!

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A diferença entre o soro (cura) e o veneno é a dose (fórmula). E nesta série semanal, abordarei as diferenças essenciais sobre quinina, cloroquina, e hidroxicloroquina, respectivamente, a partir da primeira.

A quinina era um composto químico, um alcaloide nitrogenado farmacologicamente ativo e encontrado em uma angiosperma do gênero  Cinchona. Esta é conhecida como cinchona, pertence à família das Rubiáceas e parente do café.

No século XVII, em 1638, a esposa do vice-rei espanhol no Peru, a condessa de Chinchón, estava muito febril. Então, um índio a ofereceu uma beberagem com o nome de quinaquina, a qual reduziu a febre e curou a mulher adoentada. Padres jesuítas da missão espanhola descobriram o feito e levaram o pó da casca daquela árvore, na intenção de vendê-lo como medicamento, chamado “pó dos jesuítas”. Logo em seguida, o pesquisador Carl Linnaeus definiu o nome do vegetal como Cinchona em homenagem à condessa.

Naquela época, europeus misturavam o pó moído da casca seca, misturando-o com vinho para torná-lo melhor degustável, quando tratavam algum adulto febril. Assim, na Europa, graças ao gosto desagradável, era complicada a medicação por ela, já que pessoas saudáveis não queriam tomá-la como forma de precaução. Esse problema foi relatado também a alguns indígenas que não sabiam sequer o que era remédio, nas regiões coloniais.

Quase 200 anos depois, Pierre Joseph Pelletier e Joseph Caventou conseguiram isolar a quinina, sendo pioneira no tratamento da malária (antimalárica) e descoberta mais fortuita do século 17; enquanto que os portugueses usavam primeiramente outro produto, a Kina-Kina, para depois usar aquela substância amplamente, inclusive em suas colônias.

A quinina era o produto mais vantajoso, de forma econômica na época; ganhou tanta popularidade na Itália que, nos anos entre 1901 e 1910, ela tornou-se medida de saúde pública. Desde então, era o único fármaco para tratamento contra a malária até 1920, quando descobriram-se novos produtos como a cloroquina, que foi popularizada na década de 40.

Entre as décadas de 1920 e 1940, plantações cultivadas por países europeus em regiões no mundo serviram de fonte de conflitos bélicos e disputa de terras até a Segunda Guerra  Mundial! Quando holandeses e japoneses competiam por plantios nas regiões da Oceania e Ásia.

Da década de 30 à de 50 no século XX, várias outros compostos foram testados para substituí-la: atebrina (metoquina), plasmoquina (plasmochina), cloroquina, amodioquina, primaquina, pirimetamina, quinino-strovarsol, paludrine e proguanil. Sendo que no pós-guerra, cloroquina, quinina e paludrine eram as substâncias mais usadas ao combate da malária e a primeira tinha menos efeitos colaterais.

Uma das desvantagens da quinina no tratamento de malária era apenas diminuir os sintomas, reduzindo um pouco a mortalidade, não curava a moléstia e ainda não impedia novas infecções em adultos. Já em crianças e recém nascidos, era usada uma substância derivada dela, que tinha o nome de euquinina, a qual protegia-os de novas infecções. Apesar disso, geneticamente dentro de ambiente celular, a quinina inibe uma polimerase (proteína específica relacionada ao DNA) do protozoário (malária) interferindo na tradução e na transcrição do material genético dele.

Além disso, a quinina gera outros efeitos horríveis à saúde humana, durante seu uso médico em mais de 180 pacientes de análise e pesquisa, foram relacionados ao sistema imunológico do indivíduo (76%) e a sua alta toxicidade (60%), em uma variação de pessoas medicadas por quinina com idades entre recém nascido e 84 anos. Dentre várias consequências negativas até então listadas na bibliografia científica, destacam-se as definidas abaixo:

1) insuficiência respiratória, uma reação que lembra a do vírus chinês.

2) rabdomiólise, a destruição do músculo esquelético.

3) neutropenia, diminuição dos neutrófilos no sangue.

4) coagulação intravascular disseminada ou coagulação dentro dos vasos sanguíneos.

5) cianose acral dolosa (síndrome do dedo azul causado por problemas crônicos no pâncreas), em 66,66% do grupo focal da pesquisa.

6) toxicidade hepática, relacionada ao sistema sanguíneo.

7) hipotensão arterial

8) microangiopatia, problemas em vasos sanguíneos relacionados ao cérebro humano.

9) trombocitopenia, que significa redução de plaquetas no sangue, sendo a quinina sua segunda maior causa, podendo causar até hemorragia vaginal e danificar 91% de pessoas durante a administração da substância. Caso ocorra nova dose, uma segunda, pode haver morte.

10) danos renais graves, de todos os indivíduos com esses problemas, 81% precisaram de transplante do órgão e 3% morreram por causa da quinina.

11) desordem orgânica severa sob indução da droga, a visão geral da soma de todas as consequências por aqui listadas.

12) destrói hemoglobina (anemia hemolitica), a quinina é a principal causadora de problemas crônicos no sangue.

13) cardiopatia

14) anomalia cinchonismo, que é a intoxicação neurológica, cardiovascular, gastrointestinal, hipoglicemia e hipersensibilidade química no corpo humano.

15) Reações cultâneas sistemáticas

16) Calafrios, outra reação parecido com a do vírus chinês.

17) febre, mais uma reação parecido com a do vírus chinês

18) Síndrome Hemolítico-Urêmica (conjunto de sintomas negativos causados por anemia hemolítica microangiopática, trombocitopenia e lesão renal aguda).

Essa substância, em versão livre, para tratamento de malária ainda pode prejudicar o sistema reprodutivo em humanos. Enquanto que na mulher, ela pulveriza os oócitos, os folículos ovarianos (só 38,5% deles com viabilidade reprodutiva), podendo causar uma menopausa precoce e talvez esterilidade para sempre; ressalvando que em gestações, a quinina pode afetar o cérebro e o fígado do feto. No homem,  causa danos à espermatogênese, deturpando a morfologia do espermatozoide relacionada à locomoção (somente 12,87% deles com integridade); por motivo de produção constante dessas células germinativas masculinas, a situação de esterilidade ainda pode ser revertida. Inclusive tais problemas podem ser repassados às gerações seguintes em ambos os casos.   

Atualmente, a quinina é encontrada em água tônica.

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