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Campeões da década: Flamengo solta o grito de bicampeão da Libertadores após 38 anos

Relembre a campanha sólida do time brasileiro em 2019, que derrotou o River Plate-ARG nos minutos finais em Lima e faturou o título da competição continental

Com os principais campeonatos de futebol brasileiros e mundiais paralisados por conta da pandemia do Covid-19 (coronavírus), seguimos relembrando os clubes brazucas que conquistaram títulos internacionais na última década. Dessa vez, a lembrança não está tão distante. Afinal, a emocionante conquista do Flamengo na Libertadores da América foi há pouco tempo, no dia 23 de novembro de 2019.

Foram 38 anos de espera para o torcedor rubro-negro voltar a soltar o grito de campeão na competição continental. Na primeira final única realizada pela Conmebol, o time brasileiro venceu o River Plate-ARG por 2 a 1, de virada, e faturou o título. Além disso, se credenciou para a disputa da Recopa 2020, onde bateu o Independiente del Valle-EQU e conquistou mais um caneco.

Enquanto relembra a campanha rubro-negra na Libertadores 2019, não se esqueça de conferir todos os passos para continuar na luta contra o coronavírus.

Primeira fase: classificação com sustos

Pelo Grupo D, o Flamengo enfrentou LDU-EQU, Peñarol-URU e San José-BOL para passar pela primeira fase. A largada foi com vitória sobre o time boliviano, fora de casa, e emplacou o segundo triunfo diante da LDU, no Maracanã.

A vaga nas oitavas estaria praticamente garantida com vitórias nos dois confrontos seguintes, ambos no Rio de Janeiro. No entanto, passou susto ao perder por 1 a 0 para o Peñarol e a missão ficou mais complicada. Depois, conseguiu golear o San José por 6 a 1, mas perdeu por 2 a 1 para a LDU na última rodada. Resultado: classificação na liderança da chave com três vitórias, um empate e duas derrotas.

Oitavas de muitas emoções

Empolgados com a estreia de Jorge Jesus no comando, os rubro-negros viram o Emelec-EQU jogar um balde de água fria no primeiro jogo do português. Fora de casa, o Fla perdeu por 2 a 0. Além da desvantagem, a equipe brasileira ainda perdeu Diego, lesionado. No entanto, o confronto da volta foi marcado por muita emoção e festa da torcida no Maracanã lotado. Gabigol marcou duas vezes e levou a decisão para os pênaltis, onde Diego Alves brilhou e pegou uma das cobranças.

Quartas: dupla de artilheiros em ação 

Passados os sustos das outras fases, o Flamengo teve dias mais tranquilos nas quartas de final, diante do Internacional. No Rio de Janeiro, Bruno Henrique marcou dois gols no final do segundo tempo e fez os cariocas vencerem por 2 a 0. Na volta, em Porto Alegre, o Rubro-Negro voltou a jogar melhor e se impôs diante do adversário, que até saiu na frente com Rodrigo Lindoso, mas Gabigol deixou tudo igual e escreveu um novo capítulo para a história. O Flamengo voltava às semifinais da competição após 35 anos.

Classificação para a final com muita festa

A fase semifinal preparou outro duelo entre brasileiros. E, mais uma vez, o Flamengo enfrentou um rival gaúcho. Fora de casa, Bruno Henrique abriu o placar, e Pepê empatou para o Grêmio: 1 a 1. Já a volta, no Maracanã, foi completamente diferente. Novamente com casa cheia e clima de festa, o Rubro-Negro aplicou 5 a 0 nos tricolores e se credenciou à final da competição. Os gols foram de Gabigol (duas vezes), Bruno Henrique, Rodrigo Caio e Pablo Marí.

Após décadas na fila, Flamengo volta a ser campeão da Libertadores

Na primeira final única organizada pela Conmebol, o Flamengo foi a Lima, no Peru, para enfrentar o tradicional River Plate, da Argentina. Apesar de começar no ataque, o time brasileiro não conseguiu assustar e viu os adversários saírem na frente no Monumental aos 14 minutos ainda do primeiro tempo, com Borré.

O Flamengo voltou melhor para o segundo tempo, mas encontrou os argentinos jogando de forma bem recuada. Quando tudo parecia perdido, Gabigol apareceu nos minutos finais para cravar seu nome na história do clube. Aos 43 minutos, Bruno Henrique arrancou, passou para Arrascaeta cruzar para o camisa 9 empatar o jogo. Logo depois, aos 46, foi a vez de Diego fazer excelente lançamento para o artilheiro ganhar de Pinola e soltar a bomba de pé esquerdo: 2 a 1.

Após a conquista de 1981, o Flamengo voltou a pintar a América do Sul de vermelho e preto com uma campanha inesquecível. Além dos números dentro de campo, o time brasileiro terminou com Gabigol na artilharia (nove gols) e com Bruno Henrique eleito o craque da competição.

Relembre a trajetória do título jogo a jogo:

Fase de grupos:
San José-BOL 0 x 1 Flamengo
Flamengo 3 x 1 LDU-EQU
Flamengo 0 x 1 Peñarol-URU
Flamengo 6 x 1 San José-BOL
LDU-EQU 2 x 1 Flamengo
Peñarol-URU 0 x 0 Flamengo

Oitavas de final:
Emelec-EQU 2 x 0 Flamengo
Flamengo 2 (4) x (2) 0 Emelec-EQU

Quartas de final:
Flamengo 2 x 0 Internacional
Internacional 1 x 1 Flamengo

Semifinal:
Grêmio 1 x 1 Flamengo
Flamengo 5 x 0 Grêmio

Final:
Flamengo 2 x 1 River Plate-ARG

Foto: Alexandre Vidal/Flamengo
Fonte: CBF
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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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