Páscoa: A História em seu Significado

Páscoa: A História em seu Significado
A Páscoa

Nos é entendido como Páscoa a festividade religiosa conferida a ressurreição de Jesus Cristo ocorrida três dias após sua crucificação. Ela ocorre logo após a Quaresma e dura por todo o Tríduo Pascal (conjunto de três dias santos, Quinta, Sexta e Sábado seguindo a ordem anterior a ressurreição). Nestes dias, o cristão geralmente se afasta em reflexões, meditações e orações sobre o testamento e o sacrifício de Cristo, é um momento especial onde a reclusão em si o colocará mais perto do entendimento sobre a vida e sacrifício.  

Em 325 d.C. ocorrera o primeiro Concílio de Niceia presidido pelo Imperador Romano Constantino I aos moldes do senado romano. Nele fora tradado vários assuntos referente aos cristãos, entre eles a criação da data da Páscoa. Ficou estabelecido que a comemoração aconteceria no primeiro domingo depois da lua cheia após o início do “equinócio vernal” (20 de março), de modo que a data varia entre os dias 22 de março a 25 de abril.  

 Mas apesar da maioria dos países celebrar este momento a seu modo muito semelhante uns aos outros, países como por exemplo os de língua inglesa ou os demais nórdicos utilizam-se por uma denominação diferente sobre a Páscoa, que seria a “Easter Day”. A origem etimológica da palavra Easter vem da deusa anglo-saxã Eostre ou Ostara, ela é a deusa do amor e do renascimento na mitologia nórdica. Uma curiosidade é que sua celebração se passava no dia 30 de março, e parte desta festividade era a de colorir ovos.

A igreja aproveitando-se destas semelhanças incorpora esta mitologia ao feriado cristão da ressureição de Cristo, mas o nome acaba se mantendo, não somente ele, mas também alguns de seus costumes como o dos ovos de páscoa. O Presidente norte americano nesta data costuma brincar com as crianças no jardim da casa branca em busca de ovos coloridos escondidos, este é um exemplo forte da permanência da antiga tradição nórdica e até mesmo os países latinos acabaram por absorver os conceitos dos ovos de chocolate e o próprio coelho da páscoa.    

O princípio da Páscoa no Judaísmo

 A Páscoa cristã está fortemente ligada a Páscoa Judaica, mas para os judeus a celebração é bem diferente. A festividade Pessach (Significa passar por cima ou para o alto), também conhecida como “Festa da Libertação” celebra a libertação dos hebreus da escravidão no Egito e segundo sua tradição a primeira celebração se passou quando Deus enviou as Dez pragas do Egito sobre o povo egípcio. Hoje este momento serve para conectar o povo judeu a sua história secular, a ocasião é bastante familiar e gira envolta de um especial jantar chamado Sêder de Pessach.

As primeiras festividades da Páscoa entre os Cristãos

Não há registro efetivo sobre as primeiras festividades dos cristãos referentes a ressureição de Cristo antes do Concilio de Niceia, imagina-se que os cristãos primitivos e os judeu-cristãos celebravam a Páscoa Judaica como a ressureição de Jesus, porém de forma intima e privada ao núcleo familiar. Na metade do século II d.C. as primeiras evidências começam a surgir em uma homilia pascal atribuída a Melito de Sardes, bispo da cidade de Sardes (hoje próximo a Turquia) que foi uma autoridade da igreja primitiva. Em sua homilia, Melito apresente o evento como já consolidado aos cristãos, ou seja, já não era naquele momento uma novidade.

Muitos aspectos foram deixados para trás, e tantos outros foram sendo absorvidos até o que celebramos hoje, e mesmo assim famílias a entendem de formas diferentes. Como você, leitor, está passando sua Páscoa?

Referências:
Dicionário internacional de teologia do Antigo Testamento, pág. 1.223. Editora Vida Nova. Edição: 1998.
https://www.ecclesia.com.br/biblioteca/pais_da_igreja/melitao_de_sardes_antologia.html
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