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Campeões da década: o histórico título da Chapecoense na Sul-Americana

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Ano de 2016 ficou marcado pelo trágico acidente com a delegação do time catarinense, que foi decretado campeão da competição continental

Com os principais campeonatos de futebol brasileiros e mundiais paralisados por conta da pandemia do Covid-19 (coronavírus), seguimos relembrando os clubes brazucas que conquistaram títulos internacionais na última década. Dessa vez, a lembrança é inesquecível. Em 2016, após o trágico acidente com a aeronave que levava a delegação da Chapecoense para a grande final da Sul-Americana, o time catarinense acabou sendo declarado campeão pela Conmebol após ato de fair play do Atlético Nacional, da Colômbia.

Início com a força de casa

A primeira partida começou com derrota por 1 a 0 diante do Cuiabá, na Arena Pantanal. Mas, na volta, o time então comandado por Caio Júnior reverteu a desvantagem e se classificou com o triunfo por 3 a 1. Bruno Rangel marcou duas vezes, e Lucas Gomes fez o terceiro na Arena Condá.

Oitavas: paredão no gol

Com a vaga garantida, a Chape enfrentou o tradicional Independiente, da Argentina, e segurou a pressão no jogo de ida fora de casa: 0 a 0. A volta foi eletrizante na Arena Condá, com Danilo sendo destaque no gol, garantindo um novo empate sem gols e levando a decisão para os pênaltis. O paredão brasileiro defendeu quatro cobranças, de Benítez, Rigoni, Sánchez Miño e Tagliafico, e levou o Verdão do Oeste às quartas de final.

Nova classificação em Chapecó

A tensão voltou a tomar conta nas quartas de final, quando os catarinenses perderam o primeiro jogo por 1 a 0 para o Junior Barranquilla, da Colômbia, fora de casa. Mas, na partida de volta, sob forte chuva em Chapecó (SC), os brasileiros aplicaram 3 a 0 e saíram com a classificação. Gols de Ananias, Gil e Willian Thiego.

A emocionante classificação na fase semifinal

Era apenas a segunda participação da história da Chapecoense em uma Sul-Americana. E o time do interior de Santa Catarina já se orgulhava de chegar à uma semifinal. O primeiro confronto com o San Lorenzo foi na Argentina, com o placar empatado em 1 a 1. Na volta, os brasileiros fizeram história diante do time do Papa Francisco. Após 90 minutos de muito equilíbrio, Danilo fez um verdadeiro milagre aos 48 minutos do segundo tempo e garantiu a classificação da Chape.

Homenagem com título

A final inédita, infelizmente, nunca foi disputada em virtude do trágico acidente aéreo que vitimou jogadores, membros da comissão técnica, dirigentes, jornalistas e tripulação, totalizando 71 pessoas. A decisão aconteceria contra outro tradicional time da América do Sul, o Atlético Nacional, da Colômbia. Mesmo sem a disputa, os colombianos tiveram um gesto nobre de abdicar da taça e o título foi dado à Chapecoense.

Foto: Nelson Almeida/AFP
Fonte: CBF
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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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