Mesmo objetivo, mas novo plano para o Brasil

Mesmo objetivo, mas novo plano para o Brasil

Depois de vencer a edição de 2019 da Copa do Mundo Masculina de Voleibol da FIVB, o Brasil entrou em 2020 com um plano para ter sucesso nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Com os Jogos adiados para 2021 devido à pandemia de coronavírus, no entanto, o técnico Renan Dal Zotto e sua equipe estão atualmente trabalhando para ajustar esse plano ao cenário atual. Mas o objetivo ainda é o mesmo.

Depois de assumir o cargo em 2017, após 16 anos de sucesso sob o comando do ex-técnico Bernardo Rezende, Renan e sua equipe desenvolveram um plano de quatro anos para abordar as Olimpíadas de Tóquio, que estava prestes a entrar em sua fase final nesta temporada.
Com as Olimpíadas iniciadas em 15 meses e a Liga das Nações de Voleibol de 2020, adiada, os brasileiros estão coletando o máximo de informações possível para ajustar seus preparativos.  

“Nós realmente valorizamos nosso planejamento e agora temos que ajustá-lo sem muita certeza, o que obviamente não é ótimo, mas isso é verdade para o mundo inteiro agora”, explicou o treinador. “Já estamos trabalhando nos planos B e C, então estamos prontos para qualquer cenário que enfrentarmos daqui para frente. Quando a situação estiver sob controle e nosso cronograma estiver mais definido, poderemos determinar se teremos competições suficientes nos próximos meses ou se precisamos adicionar algumas correspondências de exibição a ela.”

A linha do tempo expandida também pode impactar a lista de brasileiros a chegar à capital japonesa no próximo verão. Após o triunfo da Copa do Mundo, Renan não tinha mais que um par de perguntas a responder sobre os 12 jogadores que representariam o país nos Jogos. A situação agora mudou.

Com uma temporada inteira de clubes pela frente e 15 meses até os Jogos, o treinador tem a mente aberta para testar mais jogadores antes da lista final ser decidida.

“Está tudo aberto novamente”, refletiu. “É um longo período de tempo e tudo pode acontecer. Já vi várias vezes situações em que jogadores mais jovens conquistaram seu lugar nos meses que antecederam importantes torneios. Só posso levar 12 jogadores para Tóquio e quero garantir que a decisão seja justa e que tenha jogadores que possam nos ajudar quando necessário.”

Os Jogos de Tóquio serão os primeiros de Renan como treinador, mas o veterano de 59 anos tem muita experiência olímpica em seu currículo. Como jogador, Renan competiu em três edições dos Jogos, conquistando a medalha de prata em Los Angeles em 1984.

Ele também esteve nas Olimpíadas como analista de TV e foi diretor da equipe nacional da Federação Brasileira durante os Jogos Rio 2016, sua última posição antes de assumir o cargo de treinador. 

Indo para a sexta edição dos Jogos, o veterano admite que não tem uma receita para o evento, mas tem uma boa idéia do que será importante para o Brasil em sua busca por medalhas de ouro consecutivas.

“Tenho certeza que ninguém tem essa fórmula e é isso que faz das Olimpíadas um evento mágico”, reagiu Renan. “Uma coisa que acredito ser essencial é desenvolver um plano para minimizar as chances de cometer erros, principalmente se o seu objetivo é competir por medalhas. Trabalhamos há alguns anos e nossa equipe, formada por profissionais experientes, está levando em consideração todos os detalhes para determinar qual o melhor caminho a seguir.” 

Foto: Dilvugação/FIVB
Fonte: FIVB
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