Precisamos exercitar a fé

Precisamos exercitar a fé

Diante de uma situação impossível, o desespero e a dor parecem ser os reais companheiros que temos. O mundo parece que deseja sufocar qualquer gota de esperança que ainda insistimos em nos agarrar. Somos racionais, isso foi o que nos permitiu sair do status de simples hominídeos com um pouco mais de coordenação motora e inteligência para reais agentes transformadores da natureza e de nossa própria estória.

Parece que ao longo de nossa evolução, em meio a tanta ciência que desenvolvemos, ainda insistimos em crer numa ciência que não domamos, em uma magia que de tão maravilhosa que é, tanto assusta como encanta: A fé. Não importa se cremos ou não em Deus, pois, quando o mal nos abate e nos desafia, acabamos aceitando a ideia, na verdade a abraçamos, que deve haver um Deus acima de nós, poderoso o suficiente para mudar a situação que nos aflige e que a fé é a chave que abre a comunicação com este SER que a maioria de nós, muito ouviu falar, pouco buscou compreender e quase sempre relegou ao canto mais obscuro e sem significado de nossa existência.

Agora, diante de tanta negatividade e medo que nos traz as pandemias atuais: a pandemia do Coronavirus, a pandemia do medo e da histeria e a pior de todas é a pandemia da desesperança, a total falta de expectativa em dias melhores e em um recomeço, cabe ver o mundo pelos olhos de Deus.

Por tudo que foi dito, cremos que o filme dirigido por Roxann Dawson e distribuído pela 20th Century Fox, com roteiro de Grant Nieporte, baseado no romance cristão The Impossible, serve como um antidoto ao desespero. O filme Superação – O Milagre da Fé relata eventos verídicos escritos por Joyce Smith com Ginger Kolbaba.

Estrelado por nomes conhecidos da sétima arte como Chrissy Metz (Joyce Smith), Josh Lucas (Brian Smith, marido de Joyce), Topher Grace (pastor Jason Noble), Mike Colter (Tommy Shine) e Dennis Haysbert (Dr. Garrett), o filme acompanha uma mãe cujo filho cai nas aguas congeladas de uma lago onde brincava com os amigos. A mãe cristã, diante do corpo inerte do filho colocado numa maca de hospital, cai em profunda tristeza, os médicos a esperam lá fora e ouvem seu pranto, toda a equipe fez o que pôde pelo garoto, porém, essa certeza não torna mais fácil o momento que vivenciam.

A criança foi resgatada, trazida ao hospital, passou por todos os procedimentos que a ciência medica tem a oferecer e, agora, ela está morta. A mãe segue com seu lamento e este vira uma oração sincera e pura de alguém que sabe que tudo para Deus é possível e clama, chora, grita e implora que o filho reviva.

A fé agiu, Deus ouviu e o filho retorna a vida embora dado como um vegetal por toda a vida pelos profissionais que o acompanham. O filme narra o desafio de manter a fé por parte da mãe, do pai, do bombeiro que resgatou o garoto, antes um cético, agora se depara com o dilema de saber que a voz de Deus o guiou para achar o garoto dentro do lago gelado, e do pastor do menino.

Atuações adequadas à veia dramática que a produção impõe como também uma atitude que transparece pureza quando o dialogo pede a ingenuidade e anseio daqueles que permanecem fortes pela fé.

O final é típico de produções do gênero, mas a direção, elenco e a fotografia do filme o tornam um deleite, embora o drama e conflito do bombeiro Tommy Shine, o ator  Mike Colter conhecido pelo seu papel como Luke Cage na série Jessica Jones e Luke Cage da Netflix, deveria ter sido melhor explorado, pois, potencial o ator possui para tal e também daria uma profundidade ao tema da descoberta da fé e da crença em Deus.  

Este filme é um convite para deixarmos a razão um pouco de lado e convidarmos a fé para passar esta quarentena junto conosco e, assim, quem sabe, Deus venha junto e nos mostre o poder de vencer o impossível.

Print Friendly, PDF & Email