Sancionada inclusão do diplomata Osvaldo Aranha no Livro dos Heróis da Pátria

Sancionada inclusão do diplomata Osvaldo Aranha no Livro dos Heróis da Pátria

Foi sancionada na última sexta-feira (17) a lei que inclui o diplomata e político Osvaldo Aranha no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria (Lei 13991/20). Com isso, ele passa a figurar ao lado nomes como Tiradentes, Santos Dumont, Machado de Assis, Zumbi dos Palmares, Anita Garibaldi e Zuzu Angel. O livro fica guardado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na praça dos Três Poderes, em Brasília.

A iniciativa, que partiu do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), foi aprovada pela Câmara em novembro de 2018 e pelo Senado em fevereiro.

Em 1947, Osvaldo Aranha chefiou a delegação brasileira na recém-criada Organização das Nações Unidas (ONU). Foi ele quem inaugurou a tradição, mantida até hoje, de ser um brasileiro o primeiro orador da reunião anual da ONU. Aranha também foi o presidente da Segunda Assembleia Geral, que votou o plano de partilha da Palestina, que resultou na criação futura do Estado de Israel. Por isso, é muito reconhecido até hoje por judeus e sionistas em todo o mundo devido a essa atuação.

Ministro de Relações Exteriores entre 1938 e 1944, exerceu um papel fundamental para que o Brasil rompesse naquela ocasião com a Alemanha nazista e se juntasse às Forças Aliadas, que combatiam o projeto de hegemonia mundial capitaneado por Adolf Hitler à frente do Estado alemão. Durante os diferentes períodos em que Vargas exerceu a presidência da República, Aranha ocupou também outros cargos, como os de ministro da Justiça e da Fazenda.

Osvaldo Aranha foi ainda chefe da embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, entre 1933 e 1937, período em que conseguiu vantagens políticas e econômicas que estimularam a indústria nacional.

O diplomata nasceu em Alegrete (RS) em 1894 e faleceu no Rio de Janeiro em 1960.

Regras

Só podem ser inscritos no Livro de Heróis da Pátria nomes de brasileiros ou de grupos de brasileiros que tenham oferecido a vida à Pátria, para sua defesa e construção, com excepcional dedicação e heroísmo. A homenagem só poderá ser concedida mediante lei e após 10 anos da morte do laureado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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