Covid-19: Corrida pela vacina está se intensificando

Covid-19: Corrida pela vacina está se intensificando
Volunteer scientists process samples taken from people tested for the novel coronavirus, at a laboratory recently dedicated for the processing of COVID-19 samples by Medicines Discovery Catapult, at The Lighthouse Lab at Alderley Park in Cheshire, northern England, on April 22, 2020. - The laboratory is one of a number of new facilities opened in recent days for the testing of samples taken from people displaying symptoms of the novel coronavirus. (Photo by Paul ELLIS / AFP)

A corrida para descobrir uma vacina contra o novo coronavírus está se intensificando com os primeiros ensaios clínicos realizados na Alemanha e no Reino Unido.

Na Alemanha, a autoridade federal responsável pela certificação de vacinas na quarta-feira deu luz verde aos ensaios clínicos em seres humanos realizados pelo laboratório alemão BioNTech, com sede em Mainz, em conexão com a gigante americana Pfizer.

Esta autoridade alega ter dado luz verde após uma “avaliação cuidadosa da relação risco / benefício potencial” do produto testado.

Primeira dose

Estes ensaios clínicos serão realizados inicialmente em 200 voluntários saudáveis ​​com idades entre 18 e 55 anos. Uma segunda fase deve envolver voluntários com um perfil de risco, de acordo com o IPE.

Eles devem consistir em “determinar a tolerância geral da vacina testada e sua capacidade de propor uma resposta imune contra o agente patogênico”, um vírus de RNA que tem a particularidade de sofrer mutações.

Os testes também estão programados para começar na Grã-Bretanha na quinta-feira, com uma primeira dose administrada a seres humanos como parte de um projeto pilotado pela Universidade de Oxford, sob a égide do governo.

Em sua primeira fase, envolverão 510 voluntários com idades entre 18 e 55 anos. Metade deles receberá a nova vacina em potencial, os outros uma vacina de controle.

Um milhão de doses será produzido até setembro em paralelo com outras pesquisas, para que, se for bem-sucedida, a vacina estará prontamente disponível. Suas chances de sucesso são avaliadas por seus designers em 80%.

Na Alemanha, o IPE não especifica quando exatamente os testes serão iniciados. Ugur Sahin, CEO da BioNTech, assegurou recentemente que será “no final de abril” com os dados iniciais disponíveis “no final de junho ou no início de julho”.

Este laboratório, especializado em tratamentos contra o câncer, e a Pfizer agora pretendem obter a luz verde das autoridades sanitárias americanas para lançar ensaios nos Estados Unidos, que se tornaram o epicentro da pandemia.

Outros laboratórios também devem lançar testes na Alemanha nos próximos meses, diz o IPE.

Nesse estágio, não há tratamento ou vacina contra o Covid-19, que matou mais de 120.000 pessoas em todo o mundo e infectou cerca de dois milhões.

Encontrar uma vacina é a única maneira possível de voltar à “normalidade” no mundo, alertou na semana passada o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, pedindo nesta área que acelere os projetos em desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, o desconfinamento progressivo começou em vários países. Na Alemanha, onde algumas empresas reabriram, o uso de uma máscara será obrigatório na próxima semana em todos os 16 estados.

Luta impiedosa

Atualmente, cinco projetos estão em fase de testes em humanos, segundo as autoridades alemãs.

Os primeiros ensaios clínicos foram anunciados em meados de março por desenvolvedores chineses e americanos.

Em 16 de março, Pequim aprovou o primeiro teste de uma vacina desenvolvida pela Academia de Ciências Médicas Militares e pela empresa de biotecnologia listada em Hong Kong, CanSino Bio.

No mesmo dia, a empresa americana Moderna, produtora de medicamentos, havia assegurado o início de testes no homem, em parceria com os institutos federais de saúde.

A busca frenética por uma vacina contra esse vírus que derrubou a economia global gera uma luta impiedosa entre certos países.

O governo alemão teve que intervir para parar em tentativas extremas, pilotadas pela Casa Branca, para assumir o laboratório farmacêutico alemão CureVac.

Além disso, toda a Europa está enfraquecida pela epidemia, que está construindo suas salvaguardas diante dos planos de aquisição de empresas estratégicas por grupos estrangeiros em busca de bons negócios.

A Comissão Européia instou recentemente os 27 países da UE a “se protegerem” dessa ameaça.

Fonte The Time Of Israel
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