“Não é uma política de isolamento nem é uma política de flexibilização. Isso é uma análise de cada local”, disse o Ministro da Saúde, Nelson Teich, durante coletiva de imprensa no palácio do Planalto.

O ministro da Saúde, Nelson Teich, apresentou nesta segunda-feira (11), estratégia de enfrentamento ao coronavírus. A ideia é que seja avaliado o nível de risco local para definição de medidas de distanciamento social. “É uma metodologia para entender qual a melhor forma de cuidar das pessoas e proteger a sociedade”.

Teich destacou que é uma ferramenta de suporte aos estados e municípios e não uma imposição aos governos locais. “Não é uma política de isolamento nem é uma política de flexibilização. Isso é uma análise de cada local. A partir dessa análise a gente define quais as ações que consideramos ideais. Isso é diretriz. As decisões cabem aos estados e municípios. O que o Ministério da Saúde faz é disponibilizar uma linha de raciocínio, o que ele considera uma linha de avaliação adequada”, afirmou.

São avaliadas: capacidade instalada, o perfil epidemiológico do local, velocidade de crescimento da doença e ocupação, além da mobilidade urbana. A partir daí, são definidos os níveis de distanciamento social que passam do muito baixo, baixo, moderado, alto até o muito alto. A partir de então, poderão ser tomadas medidas que passam do distanciamento seletivo até restrição total.

O detalhamento da estratégia está previsto para ser divulgado na quarta-feira (13). 

Abordagem da doença

O ministro defendeu ainda a necessidade de se identificar e começar o tratamento da Covid-19 o quanto antes, para tentar evitar que o agravamento da doença.

“É possível que a gente trabalhando, abordando a doença em um momento mais precoce, que a gente reduza a evolução para fase mais crítica. Com isso, não só a gente salva mais gente, mas também a gente consiga diminuir a necessidade de UTIs, ventilação mecânica. O que seria um grande alívio para o sistema e ao mesmo tempo você aumenta sua capacidade de cuidar”, avaliou Teich.   

Balanço

De janeiro até agora, o Ministério da Saúde repassou aos estados e municípios R$ 38 bilhões de reais. Desse total, R$ 5,3 bilhões foram especificamente para reforçar o atendimento por conta do coronavírus.

A pasta também disponibilizou 4,8 milhões de testes rápidos, habilitou 3350 leitos, distribuiu 83 milhões de itens de proteção individual e 557 respiradores. A previsão é que ainda esse mês é que quatro empresas nacionais que estão fabricando respiradores entreguem 2600 unidades.

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Fonte gov.br

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