Opinião

Algo está sendo destruído, nefastamente

Pode parecer algo teratológico o que vamos observar nesse texto, mas infelizmente é a mais pura verdade. Algo importante está sendo destruído no Brasil, algo que é sagrado religiosamente, algo fundamental sociologicamente, algo que é da natureza do ser humano e que por uma agenda globalista, por uma determinação nefasta de tomada de poder, estão matando – a Família Brasileira.

Hoje 15 de maio é o Dia Internacional da Família, a célula mater da sociedade, a principal célula social do ser humano, um indivíduo sem família, era considerado um pária no passado. A família criada ainda nos primórdios dos tempos, mesmo que de uma forma um tanto quanto coletiva, foi se moldando, foi se modificando e se tornando a base de toda a sociedade.

No passado, as famílias eram a principal referência de uma sociedade. Durante toda a história, ser e pertencer a uma família era ter uma identidade, inclusive as mais importantes davam nome a lugares e muitos indivíduos vão ser conhecidos por serem pertencentes a essas localidades, o que lhes conferia algum status.

Se caminharmos para o passado judaico, as doze tribos eram como famílias, tanto que no passado remoto, era algo proibitivo o casamento entre membros de tribos diferentes, tamanha era a questão familiar, no meu modo de ver. Moisés recebe de Deus no Deserto do Sinai, as Tábuas das Leis e na sua quarta lei ou Mandamento está expresso – Honrarás PAI E MÃE -, as duas primordiais células da Célula Família, porém hoje, vemos estarrecidos a destruição dessa prerrogativa.

Não obstante, vemos hoje cada dia mais a destruição dessa célula como forma de captar o jovem para o Lado Negro da Força. Destruindo a família destrói-se valores e conceitos que seriam a base desse indivíduo. No discurso de posse de Ricardo Vélez Rodríguez como ministro da Educação, ele aponta a “tresloucada onda globalista, tomando carona no pensamento gramsciano” como sendo a responsável por destruir valores culturais em que no seu modo de ver, estavam as nossas tradições mais caras: a família, a igreja, a escola, o estado e a pátria.

Marx em seu famigerado Manifesto do Partido Comunista de 1848, em seu capítulo segundo expressa perfeitamente o que o seu Comunismo pensa da Família, como segue a citação retirada do mesmo manifesto:

“Abolição [ Aufhebung ] da família! Até os mais radicais surgem diante dessa infame proposta dos comunistas.

Em que fundamento está a família atual, a família burguesa? Em capital, em ganho privado. Em sua forma completamente desenvolvida, essa família existe apenas entre a burguesia. Mas esse estado de coisas encontra seu complemento na ausência prática da família entre os proletários e na prostituição pública.

A família burguesa desaparecerá normalmente quando seu complemento desaparecer, e ambos desaparecerão com o desaparecimento do capital.

Você nos cobra por querer parar a exploração de crianças por seus pais? A este crime nos declaramos culpados.

Mas você diz que destruímos as relações mais consagradas, quando substituímos a educação doméstica por social.

E a sua educação! Isso também não é social e é determinado pelas condições sociais sob as quais você educa, pela intervenção direta ou indireta da sociedade, por meio de escolas, etc. Os comunistas não inventaram a intervenção da sociedade na educação; eles apenas procuram alterar o caráter dessa intervenção e resgatar a educação da influência da classe dominante.

A armadilha burguesa sobre a família e a educação, sobre a consagrada relação entre pais e filhos, torna-se ainda mais repugnante, quanto mais pela ação da indústria moderna, todos os laços familiares entre os proletários são rompidos, e seus filhos transformados em simples artigos de comércio e instrumentos de trabalho.”Transcrito do Manifesto do Partido Comunista – de Marx e Engels – de 1848 Cap. 2º

É exatamente o que vemos ocorrer hoje no Brasil, levou-se a mulher a sua busca pela emancipação, nada contra temos, acho mesmo que o papel da mulher é primordial e fundamental no processo de crescimento da sociedade, em igualdade com o homem outra questão que refuto como prioritária a ser combatida no Brasil – formar esse ideal de igualdade entre a mulher e o homem no trabalho –, pois dessa forma passamos a ter agentes maiores do crescimento da nação. Mas é inegável que no passado mais recente, o exemplo de família tradicional, onde o homem normalmente supria a família com seu trabalho e cabia a mulher prover tudo dentro da casa, algo que algumas pessoas podem entender como machismo, eu vejo como modelo clássico de família.

No mesmo capítulo Marx fala da mulher:

“Mas vocês comunistas introduziriam a comunidade de mulheres, gritariam a burguesia em coro.

O burguês vê sua esposa um mero instrumento de produção. Ele ouve que os instrumentos de produção devem ser explorados em comum e, naturalmente, não pode chegar a outra conclusão de que o fato de ser comum a todos também cairá para as mulheres.

Ele nem suspeita que o objetivo real seja acabar com o status das mulheres como meros instrumentos de produção.

De resto, nada é mais ridículo do que a indignação virtuosa de nossa burguesia na comunidade de mulheres que, elas fingem, deve ser aberta e oficialmente estabelecida pelos comunistas. Os comunistas não precisam introduzir a comunidade de mulheres; existe quase desde tempos imemoriais.

Nossa burguesia, não contente em ter à disposição esposas e filhas de seus proletários, sem falar em prostitutas comuns, sente o maior prazer em seduzir as esposas.

O casamento burguês é, na realidade, um sistema de esposas em comum e, portanto, no máximo, com o qual os comunistas podem ser reprovados é que desejam introduzir, em substituição a uma comunidade de mulheres abertamente hipocritamente oculta, legalmente oculta. Quanto ao resto, é evidente que a abolição do atual sistema de produção deve trazer consigo a abolição da comunidade de mulheres oriundas desse sistema, isto é, da prostituição pública e privada.”Transcrito do Manifesto do Partido Comunista – de Marx e Engels – de 1848 Cap. 2º

Para nossa conclusão, vamos ao famigerado Decálogo de Lênin que tem no seu primeiro ponto – Corrompa a Juventude e dê-lhe liberdade sexual. Corromper essa juventude é, no princípio básico, separá-la da família, torná-la um “ser da sociedade” e não “da família”. Basta para isso ver as prerrogativas de ideias lançadas por filósofos, psicólogos e outros ditos estudiosos da sociedade onde muitos colocam que a criança não pertence à família, mas, a Sociedade.

Nefastamente colocam movimentos perigosos como a Ideologia de Gênero, a liberdade sexual, e o pior de tudo, em lei, o famigerado Estatuto da Criança e do Adolescente, onde pais podem ser acusados de maus tratos ou de irresponsabilidade, por corrigirem seus filhos, e em alguns casos, que a meu ver, deveria se usar a Pedagogia da Havaiana, não o espancamento, pois isso, na minha visão, é um crime, do mais forte contra o mais fraco, mas, uma boa palmada bem dada, faz com que aquele que a levou lembre bem do erro cometido. Claro que existem exceções como em tudo, e muitos pais exageram na dose do remédio e acabam espancando, machucando a criança, a estes defendo a Cadeia.

O que vemos é que por conta dessa visão comunista, globalista, que infecta o planeta e que no Brasil, por força do domínio do poder pelas alas esquerdistas que se aboletaram do poder e “gafanhotamente” destruíram nossas colheitas culturais, buscam penalizar a família com a sua degradação e destruição, como forma de serem o exemplo, o amalgama da sociedade, que veria apenas nos exemplos do Grande Partido, algo a ser seguido. Vimos isso no PCURSS, Partido Nazista, PCC, e em todos os exemplos de comunismo que tivemos no mundo.

Para terminar, rogo a Sagrada Família que proteja a todas as famílias do Brasil e do mundo, contra essa onda vermelha que quer empretecer com o luto social nossa mais sagrada Célula Base da Sociedade – A Família Tradicional.

Feliz Dia Internacional da Família

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Luiz Gustavo Chrispino

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades sócio-políticas e econômicas da região.
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