Menos de uma semana após ser deflagrada, a Operação Verde Brasil 2 conta com diversas bases estabelecidas na Amazônia Legal. Trata-se de pontos de irradiação para emprego de tropas e meios no combate a delitos ambientais em pontos críticos e estratégicos.

Desmatamento ilegal, focos de incêndio, garimpo irregular, comércio ilegal de espécies animais, caça e pesca predatórias são apenas alguns exemplos de crimes combatidos pelas Forças Armadas em conjunto com órgãos de controle ambiental e de segurança pública. Com caráter preventivo e repressivo, a missão é coordenada pela Vice-Presidência da República.

Como ocorreu na primeira Operação Verde Brasil, deflagrada em 2019, o Centro de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, que coordena as atividades de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) dessas missões, ativou três comandos conjuntos. São eles: Comando Conjunto Príncipe da Beira (CCj PB), para atuar na área englobada pelos estados do Acre, Rondônia e Sul do Estado do Amazonas; Comando Conjunto Barão de Melgaço (CCj BM), que atua em Mato Grosso; e Comando Conjunto Marechal Soares de Andrea (CCj MSA), que cobre a área englobada pelo Estado do Pará.

A princípio, esses Comandos atuam na Floresta Nacional de Jacundá, em Rondônia, na Estação Ecológica Estadual da região do Rio Rinuro, em Mato Grosso, e no Assentamento Federal Vila União, no Pará.

E é para maior efetividade das ações que os Comandos Conjuntos instalam bases operacionais. A diferença, neste ano, é que algumas bases, ao contrário do que ocorrei na operação anterior, não ocupam posições permanentes. Assim, tornam-se mais dinâmicas, funcionando apenas por determinado tempo para dar suporte logístico, até a concretização das ações.

O Comando Conjunto Príncipe da Beira atua a partir da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, na capital de Rondônia, e opera com bases na região da Usina Hidrelétrica de Samuel, no mesmo Estado, na Gleba Afluente, no Acre, e na localidade de Boca do Acre, no Amazonas.

As primeiras ações desse Comando ocorrem na Reserva Estadual Jacundá, em Rondônia. A área de preservação é formada por 95 mil hectares de floresta e tem sido alvo de desmatamento e apresentado focos de incêndio. Ao realizarem patrulhamento motorizado e reconhecimento aéreo da floresta interditaram madeireiras e apreenderam grande quantidade de madeira ilegal.

No Pará, o Comando Conjunto Marechal Soares de Andrea trabalha, inicialmente, com bases instaladas em organizações militares nos municípios de Marabá, Altamira, Itaituba, Belém e em Novo Progresso, na Serra do Cachimbo.

Na área coberta pelo CCj MSA, nos primeiros dias de operação, foram apreendidos diversos maquinários usados para extração ilegal de minério de manganês na região do Rio Preto, em Marabá.

Já a 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, que sedia o Comando Conjunto Barão de Melgaço, na capital mato-grossense, estabeleceu uma base inicial no município de Sorriso, no mesmo Estado.

A operação em Mato Grosso começou a 90 Km dessa base, no município de Nova Ubiratã, onde fica a Estação Ecológica do Rio Ronuro, unidade de conservação com 131.795 hectares, criada em 1998. O resultado foi a apreensão de 3 mil metros cúbicos de madeira ilegal. A previsão é serem estabelecidas ainda mais quatro bases, distribuídas nos municípios de Rondonópolis, Primavera do Leste, Sinop e Comodoro.

O comandante do Comando Conjunto Barão de Melgaço, General de Brigada Reinaldo Salgado Beato, destacou a importância da Operação. “Aproveitando-se da expertise de cada um, procuraremos atingir nosso objetivo final de contribuir com a proteção e a preservação ambiental no Mato Grosso e, como consequência, com o aumento da percepção positiva do País nos cenários nacional e internacional, em termos de meio ambiente”, disse o General.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa

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