A filosofia etimologicamente nos fala sobre o amor de um homem ao conhecimento, ou seja, a afeição que este indivíduo tem para aprender sempre mais, principalmente sobre si mesmo. Entretanto, esta origem provida dos Gregos sofreu fortes mutações ao longo dos séculos, ao ponto de hoje ela ser facilmente multi-interpretrada pelas pessoas.

É natural que pelo passar do tempo novos campos de conhecimento fossem criados, de modo que a filosofia de outrora se fragmentaria para certos campos, como por exemplo: Matemática, Física, Biologia ou Psicologia.

É preciso fazer notar que a busca por estes conhecimentos naquela época possuía uma necessidade mais latente que hoje em dia, que era a de conhecer o homem e a natureza em volta deste. Hoje esta busca, para maioria, já foi findada, restando apenas um “além” conhecer que sempre falta a nós seres humanos.

Mas o que restou a filosofia agora?

Aqui entra o problema inicial, o da “multi-interpretação”. O período da idade média colocou toda a atenção filosófica nas questões teológicas do mundo cristão. A teologia em si entraria como mais uma separação derivada da filosofia por assim dizer. Seguindo sozinha, a filosofia então passa a centrar somente a uma questão: o homem.

Sobre os seres humanos, é de se admitir que nós somos uma vastidão de estudo tão grande como é a matemática para um matemático ou a biologia para um biólogo. No século XIX a última separação se sucede com a criação da psicologia, porém, a filosofia aqui já estava ligada de forma transcendental as questões do homem.

Neste período grandes gênios da humanidade ligados a filosofia já haviam pisado nesta terra, como por exemplo: Kant, Schopenhauer ou Friedrich Nietzsche, isto me referindo somente aos mais conhecidos na história contemporânea, pois há centenas de intelectuais que ousaram questionar e se aprofundar nas questões de nosso interior.

Hoje a filosofia tem ainda forte identidade com a busca grega pelo conhecimento, aqueles homens invadiam com ousadia o desconhecido para trazer à tona um debate avançado para até o mais conhecedor das ciências da época, ainda hoje não é diferente. A leitura destes clássicos é difícil e requer muito esforço e estudo do leitor, e claro, reflexão, que é a chave para todas as portas.

Ao longo desta serie iremos trazer autores que nos ajudaram a responder não somente a questão do “O que é a Filosofia”, mas também “O que é o Filosofo”.

Ajude-nos a levar o jornalismo independente a todas as partes!

Graças ao apoio de leitores como você, é possível realizar um excelente trabalho jornalístico de pesquisa e investigação, oferecendo um serviço sério de alta qualidade com imprensa livre e jornalismo independente.

Em uma época em que notícias falsas e distorcidas estão em todas partes, seu apoio é vital para o bom desenvolvimento da informação.

Entre no link abaixo e nos ajude a continuar o nosso trabalho com informações gerais que podem ser lidos por toda a família em uma abordagem que prima pela ética e pelo respeito ao leitor.

Assine abaixo!

Print Friendly, PDF & Email

Facebook Comments