Dando continuidade a série: “50 máquinas que mudaram o rumo da história”. Vamos falar sobre a Lâmpada Incandescente Tungsram.

A lâmpada incandescente foi um verdadeiro divisor de água na sociedade, pois trouxe iluminação e segurança para os lares e locais de trabalho, pois a eletricidade não era combustível como o querosene nem explosiva como o gás. A lâmpada foi comercializada com sucesso por Tomas Edison (1847-1931) em 1880, e foi aperfeiçoada pelo trabalho paralelo de cientistas húngaros e norte-americanos durante a virada para o século XX.

Registro de uma lâmpada de 67 anos

Em 2008, a Sra. Elizabeth Acheson, da fazenda Acheson, em Westport, doou à sociedade histórica local uma lâmpada que havia sido instalada na varanda da fazenda em 1922, quando a energia elétrica chegou à cidade, e que continuou em uso até 1989. A lâmpada sexagenária era uma Mazda, produzida pela General Electric (GE), com um filamento de tungstênio de seis espirais.

Contexto Histórico

A invenção da lâmpada é atribuída a Tomas Edison devido ao seu sucesso na comercialização. Mas muito antes do sucesso de sua comercialização, o cientista britânico Humphry Davy (1778-1829) demonstrou pela primeira vez o princípio da lâmpada elétrica em 1802, e foram precisos 80 anos de avanços tecnológicos e na ciência dos materiais para que sua invenção se tornasse comercialmente viável.

A lâmpada de Edison usava um filamento carbonizado e tinha uma vida útil média de 40 horas – 66 anos e 363 dias a menos do que a Mazda da Sra. Acheson.

O maior problema dos primeiros modelos de lâmpada elétrica era a durabilidade do filamento.

Inventores fizeram experiências com uma série de substâncias diferentes, como o carbono e diversos tipos de metais, incluindo a platina, mas aquele que se mostrou mais eficaz foi o tungstênio.

A Mazda de tungstênio foi produzida pela primeira vez em 1909 pela Shelby Electric Co.e posteriormente pela GE; entretanto, ela não foi a primeira lâmpada de tungstênio, que nos foi trazida pelo trabalho do húngaro Aleksandar Just (1872-1937) e pelo croata Franjo Hanaman (1878-1941). A lâmpada Tungsram (uma contração dos nomes dos dois metais utilizados no filamento: tungstênio e volfrâmio) foi colocada à venda na Europa em 1904. Embora mais luminoso e duradouro do que outros filamentos, ele seria aperfeiçoado em 1909 por William Coolidge (1873-1975), diretor de pesquisa da G.E., graças à sua invenção do “tungstênio dúctil”.

Referência Bibliográfica
CHALINA, Eric. 50 Máquinas que mudaram o Rumo da História. Tradução de Fabiano Morais. Rio de Janeiro. Sextante. 2014.  

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