Opinião

Então… Zumbi tinha escravos? Ainda Bem!

Como sempre, vemos que aquilo que dispomos a publicar e que confronta movimentos sócio políticos geram ecos e ruídos. Em 13 de maio publiquei um texto que acabou gerando uma pseudo reportagem de uma jornalista da Folha que forçosamente (tentou, mas acabou escrevendo o que ela queria que eu afirmasse) buscou direcionar minha fala para o que ela queria propor na matéria a ser publicada por ela, contestando a figura mítica de Zumbi escrito por mim e publicado no site da Fundação Palmares. Se há pessoas que acreditam piamente nisso, eu ainda não estou totalmente convencido.

Mas como sempre falo, nada que numa internet bem procurada não nos forneça dados. Com isso, segue um outro texto meu, também publicado na Fundação Palmares sobre essa personagem real mitológica (para agradar a crentes e descrentes).

O bom da Internet é o fato de encontramos quase tudo que procuramos. Observei que a algum tempo atrás foi publicado um texto do jornalista e escritor Leandro Narloch, autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, na Veja, onde ele colocava como título – ZUMBI TINHA ESCRAVOS. E DAÍ?  Isso me levou a pensar algumas coisas. A primeira coisa vem do texto que publiquei no dia 13 de maio passado, onde questionava a figura de Zumbi como ícone do Movimento Negro, inclusive questionando essa ideia de Consciência Negra.

No momento em que eu, um mero mortal professor de História e Jornalista toca na ferida do dito movimento, e ainda afirma que seu nascimento e envolvimento tem a ver com a nefasta ideologia esquerdista com pitadas de Marxismo Cultural e Gramscismo, choveu críticas ao referido texto, inclusive com relação a dados de fontes primárias, ou seja documental, não apresentadas.

Essa visão Positivista baseada na teoria historiográfica, inspirada nas ideias do conde de Saint Simon deixa de lado o pensamento lógico e vívido de quem passou pela experiencia histórica e tece com isso a sua opinião de livre pensador. Assim, em meu texto expressei tal visão de que o movimento negro se iniciava no final dos anos 70 com forte influência de esquerda, o que gerou inclusive comentário da jornalista responsável pelo caderno Ilustrada da Folha de São Paulo que tal afirmativa era minha e não baseada em FONTES ESCRITAS. Esquecendo que viver 62 anos e ter a experimentação de ter passado por esta fase, inclusive in loco, visto que, na data em questão, eu morava na Vila Mariana em São Paulo e acompanhei o caso pelo Estadão, e depois também pelas repercussões que causou tal manifestação, valeria tanto quanto um documento, pois, sou uma fonte primária viva.

Observando o livro de Narloch, acima citado, bem como os dados bibliográficos por mim apresentados em meu texto do dia 13 de maio, documentos estes que foram deixados de lado pela Jornalista Clara Balbi do acima citado caderno jornalístico, que, Gentilmente, atendi em conversa por telefone, mas que acaba sendo usada pelo Blog Esquerdista Vermelho que reproduz partes daquilo que foi por mim falado a referida jornalista, como forma de denegrir minha pessoa como se fosse um mero professorzinho escolar, sem bases de pesquisa.

Ao Blog deixo apenas meu repúdio por tentar minimizar a mais rica classe profissional do país, a de Professor Escolar, onde surge e nasce a base da educação, a mesma que ,nos anos de Lama da Esquerda no poder, levaram nosso país ao fim da lista do Pisa com as falácias da Pátria Educadora e pedagogia Freiriana.

A falta de documentos primários como explicado foi exatamente pelo tempo que tive para formalizar tal texto, e posso concluir pela lógica que me é peculiar como ser pensante – Cogito, Ergo Sum – e sustentar a afirmativa que lancei no referido texto que tal movimento nasce e se desenvolve com essa égide esquerdista. E, dar a Cesar o que é de Cesar, existem muitas cabeças pensantes deste outro lado citado do muro, porém, sabemos que o meu povo negro, meu por fazer parte dele, é sim, pela conjuntura social, suprimido de sua real importância na cultura nacional, porém, esquecido por todos que essa Cultura Nacional formada por Dança, Música, Hábito, Costumes, Palavras, Religiosidade, etc., etc. etc. tem muito de sua força e forma oriunda do povo negro, tanto africano, quanto o que se miscigenou e formou essa parcela gigantesca do povo brasileiro, do qual sou um dos milhões de representante – o Povo Mulato, não Pardo, pois,  Pardo pra mim é cor de papel para multi utilidades -, fez e faz a diferença. Tal preconceito mostrado por tal blog, parece que professor só tem valor se for de esquerda, ou universitário. Esquecendo que a cultura e as primeiras lições são passadas pelos pais, os primeiros professores.

Cabe aqui mostrar dentro a lógica da escrita, parte do texto de Narloch onde reforça o que falei e não por conclusão, mas por dados de pesquisa, que minha fala assim como o que escrevi tem bases firmes e fortes, já a de historiadora citada no referido artigo da jornalista, que disse ter ouvido vários historiadores mas apresenta apenas uma, é contestada pelo livro de Nardoch, diga de passagem um sucesso de venda e de crítica, recheado de fontes e que cita:

“Não dá para ter certeza de que a vida no quilombo era assim mesmo, mas os vestígios e o pensamento da época levam a crer que sim. Apesar disso, Zumbi ganhou (um retrato muito diferente por historiadores marxistas das décadas de 1950 a 1980. Décio Freitas, Joel Rufino dos Santos e Clóvis Moura fizeram do líder negro do século 17 um representante comunista que dirigia uma sociedade igualitária. Para eles, enquanto fora do quilombo predominava a monocultura de cana-de-açúcar para exportação, faltava comida e havia classes sociais oprimidas e opressoras (tudo de ruim), em Palmares não existiam desníveis sociais, plantavam-se alimentos diversos e por isso havia abundância de comida (tudo de bom). “Nesta bibliografia de viés marxista há um esforço em caracterizar Palmares como a primeira luta de classes na História do Brasil”, afirma a historiadora Andressa Barbosa dos Reis em um estudo de 2004.

A imaginação sobre Zumbi foi mais criativa na obra do jornalista gaúcho Décio Freitas, amigo de Leonel Brizola e do ex-presidente João Goulart. No livro Palmares: A Guerra dos Escravos, Décio afirma ter encontrado cartas mostrando que o herói cresceu num convento de Alagoas, onde recebeu o nome de Francisco e aprendeu a falar latim e português. Aos 15 anos, atendendo ao chamado do seu povo, teria partido para o quilombo. As cartas sobre a infância de Zumbi teriam sido enviadas pelo padre Antônio Melo, da vila alagoana de Porto Calvo, para

um padre de Portugal, onde Décio as teria encontrado. Ele nunca mostrou as mensagens para os historiadores que insistiram em ver o material. A mesma suspeita recai sobre outro livro seu, O Maior Crime da Terra. O historiador Cláudio Pereira Elmir procurou por cinco anos algum vestígio dos registros policiais que Décio cita. Não encontrou nenhum. “Tenho razões para acreditar que ele inventou as fontes e que pode ter feito o mesmo em outras obras”, disse-me Cláudio no fim de 2008. O nome de Francisco, pura cascata de Décio Freitas, consta até hoje no Livro dos Heróis da Pátria da Presidência da República. Também se deve à historiografia marxista o fato de Zumbi ser muito mais importante hoje em dia do que Ganga Zumba, seu antecessor.

Enquanto o primeiro ficou para a história como herói da resistência do quilombo, seu tio faz o papel de traidor.”

Tais dados oriundos de pesquisa profunda do Jornalista e Escritor, demonstra que não apenas eu, como outros, desconfiam desse personagem que foi, sim, moldado a força de política por deputada já citada em meu texto anterior, tentando formalizar um ícone para o Movimento Negro, um herói questionável, que no meu entender denigre a real luta do povo negro que busca, fora da política mostrar seu real valor, mas que a massa marxista politica ligada ao movimento, quer usar para seus fins politiqueiros e esquerdizantes de uma consciência inconsciente e manipulável.

Visto que, infelizmente, não só o povo negro, como o branco, carece de voz no país, esmagada por séculos de dominação política, onde este povo, que deveria ser o real detentor do poder democrático, tem hoje na sua constituição a deturpação desse poder, quando se lê no art 3º, IV – “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”, cria-se nichos de cor, sexualidade, idade etc., deixando o escopo maior – O POVO BRASILEIRO – de lado. Em seu artigo 4º Parágrafo único. “A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.”, já se vislumbra ai o cenário da criação da PATRIA GRANDE tão endeusada por Fidel Castro e fincada no ideal da União das Repúblicas Socialistas da América Latina – URSAL, e, presa e atrelada, não a seu real direito de poder, mas usurpado desse totalmente no Artigo 1º Parágrafo único. “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. Isso não é democracia, mas, supressão de direitos, dados a tais representantes que montaram e formalizaram tal Carta Magna, mostrando que no país, infelizmente, desde a colônia o povo tem seus poderes tomados por esses representantes.

Zumbi tinha escravos, E Daí? Antes do presidente, alguém já tinha afiançado tal interrogativa, mas, encerro meu texto, infelizmente, como a afirmativa, de um ex presidente que a usou para mostrar que sua ideia de Estado e de poder tem de suplantar o bem estar do povo, para perpetuar a sanha de poder da Esquerda… AINDA BEM, que hoje temos a liberdade de nos expressar e responder à altura, à esses anos de lama, que passamos no amado Brasil, e, em dependendo de mim e de muitos outros brasileiros de verdade, a Cultura Brasileira, a verdadeira Cultura Nacional, miscigenada pelas culturas indígena, branca e negra, na sua real proporção e divisão, sem dar mais crédito para A ou B, mas dando a realidade dos fatos, prevalecerá, e a função da Fundação Palmares, irá elevar a parcela da cultura negra a seu real patamar, não para fins politiqueiros e separatistas.

Luiz Gustavo dos Santos Chrispino

Mulato, Brasileiro, Jornalista e Professor Escolar, com muito Orgulho

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Luiz Gustavo Chrispino

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades sócio-políticas e econômicas da região.
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