E o Vento Levou: Um clássico imperdível e necessário

E o Vento Levou: Um clássico imperdível e necessário

“Houve uma terra de cavaleiros e campos de algodão denominada ‘O Velho Sul’. Neste mundo, o galanteio fez sua última mesura. Aqui foram vistos pela última vez: cavaleiros e suas damas… Senhores e escravos. Procure-os apenas nos livros, pois não passam de um sonho a ser relembrado. Uma civilização que o vento levou”. (frase de abertura do filme)

 O titulo original “Gone with the Wind” é, sem dúvida, um dos maiores sucessos de Hollywood. Financeiramente, artisticamente e socialmente é uma obra que marcou a indústria cinematográfica. Em valores corrigidos, a obra superaria hoje os 3 bilhões e 700 milhões de dólares, uma soma que ainda segue bastante alta.

Artisticamente a superprodução impacta pelo figurino rico em detalhes, cenários construídos com esmero, elenco de primeira linha e trilha sonora em harmonia com todo o drama e conflitos que a produção evoca.

Socialmente ela foi a responsável por marcar o seu tempo, quando a lei que segregava negros em espações públicos, impondo um racismo legitimado e endossado pelo estado (leis de Jim Crow), levando a brilhante atriz Hattie  McDaniel a ser a primeira negra a ganhar um Oscar como melhor atriz coadjuvante.

O livro da escritora americana Margaret Mitchell, publicada pela primeira vez em 1936, não poderia ter encontrado melhores mãos para ser transposto para a sétima arte… que trilha, Max Steiner, trilha sonora (contudo Friedhofer, Deutsch e Heinz Roemheld também ajudaram e algumas partes foram extraídas de partituras da biblioteca da MGM), roteiro adaptado por Sidney Howard, embora muitos tenham se empenhado em trabalhar nos rascunhos entregues por Howard, inclusive o próprio diretor, e claro, Victor Fleming, diretor que abandonou O Mágico de Oz a convite da MGM e que deu o norte definitivo ao filme que já havia tido outros diretores que ajudaram no trabalho de direção como Sam Wood, que substituiu Fleming por umas semanas enquanto este estava esgotado.

A produção foi um esforço HERCÚLEO e um desafio estrondoso desde a primeira semana de gravações. Pode-se dizer que a produção não permitia que o tédio tomasse conta dos bastidores, devido a tantas idas e vindas daqueles que trabalhavam por trás das câmeras.

Para aqueles que acreditam nos devaneios promovidos pela censura esquerdista, pode parecer este filme racista, mas isso está longe de ser verdade. O papel que deu o Oscar a Hattie McDaniel, Mammy, é quem aconselha e freia os ímpetos de Scarlett (Vivien Leigh). Mammy é irônica, doce, forte e contundente, ademais, em nada a produção endossa o racismo de sua época, ao contrário, deu palco e luz para brilhar uma atriz relegada em muitas produções a papeis que não faziam jus a seu talento e carisma.

Em suas 4 horas de duração, o filme vai além do estereótipo e da superficialidade. Retrata dramas envolvendo amor e superação com maestria e consegue captar a atenção, mesmo hoje, do público. Um clássico é uma obra que não se esgota em seu potencial de dialogar com novas gerações, sendo esteticamente e conteudisticamente um convite para a reflexão e divertimento.

Sobre a polêmica envolvendo a retirada deste filme da plataforma da HBO Max nos Estados Unidos, coloco aqui o link do artigo publicado pelo Jornal da Cidade Online, onde analisamos a discriminação promovida pela esquerda.

https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/21092/e-o-vento-levou-a-esquerda-e-sua-cultura-de-odio-e-discriminacao


Contar hoje com uma mídia isenta, ética e informativa é a busca de todo leitor. Somos o DUNA PRESS JORNAL. Uma Agência de Notícia On-Line, trabalhando com informações gerais que podem ser lidas por toda a família, em uma abordagem que prima pela ética e pelo respeito ao leitor. Clique aqui e torne-se um assinante de nosso jornal.

Print Friendly, PDF & Email