Semeadura direta é ferramenta eficaz para a restauração ecológica em SP

Semeadura direta é ferramenta eficaz para a restauração ecológica em SP

Prática tem sido utilizada em vários países para preservação ambiental em ecossistemas nos mais diversos tipos de propriedade.

O Governo de São Paulo está no caminho de implementar o Programa de Regularização Ambiental (PRA), previsto na Lei Federal n° 12.651/2012, que permitirá regularizar os passivos relacionados à adequação ambiental das propriedades rurais. Os produtores poderão optar pela técnica com melhor relação custo-benefício para atingir e manter os indicadores de restauração previstos na legislação, entre as quais se destaca a semeadura direta por meio da “muvuca de sementes”.

Com resultados interessantes do ponto de vista de custo-efetividade, a semeadura direta tem sido utilizada em vários países com a finalidade de promover a restauração ambiental de ecossistemas nos mais diversos tipos de propriedade. Essa escolha, no entanto, dependerá das condições da vegetação já existente, do total da área a restaurar, das condições ambientais no entorno da propriedade, do orçamento disponível, entre outros fatores.

Como o próprio termo “muvuca” sugere, trata-se de uma mistura de sementes que, no caso da restauração, se refere a espécies nativas, representativas do bioma do qual são originárias, e diferentes para cada região. Para que nasçam dentro de uma sucessão ecológica (pioneiras, secundárias iniciais e primárias, por exemplo), elas são misturadas com um material amorfo (serragem, areia) que irá permitir que sejam espalhadas de maneira a terem um desenvolvimento estratificado.

“Existem cerca de 300 mil imóveis rurais que passarão por procedimentos de adequação ambiental no Estado de São Paulo, os quais poderão incluir a restauração ambiental, compensação e consolidação de uso, distribuídos entre os biomas Mata Atlântica e Cerrado”, explica Carolina Matos, diretora-técnica do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado.

A gestora explica que as áreas a restaurar compõem Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais que, uma vez restauradas, contribuirão para a melhoria da qualidade ambiental e para a ampliação dos serviços ecossistêmicos, como a produção de água, por exemplo, prestados pelas propriedades rurais. “Toda essa restauração certamente contribuirá com uma significativa melhoria na qualidade ambiental no estado”, afirma a diretora.

Orientação

A técnica da semeadura direta por meio de “muvuca” de sementes está sendo apresentada por meio de uma série de vídeos semanais no CanaTube, na plataforma YouTube, uma colaboração entre a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), Agroicone/Iniciativa Caminhos da Semente e Solidaridad, visando a apresentar o método e abordar as principais dúvidas quanto à sua implementação (preparo da área, plantio, manutenção, custos, sementes, entre outros assuntos relevantes para o tema). A série de vídeos pode ser acessada pela internet.

A restauração por meio da semeadura direta com muvuca de sementes é apoiada pelo Protocolo Agroambiental Etanol Mais Verde, iniciativa que promove, há 13 anos, o desenvolvimento sustentável do setor sucroenergético paulista e que atualmente é coordenada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, com a participação da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e da Orplana.

Fonte: Governo de São Paulo

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