Capes apoiará novos pesquisadores para estudos avançados na Alemanha

Capes apoiará novos pesquisadores para estudos avançados na Alemanha

Candidatos foram selecionados para realizar pós-doutorado e pesquisas de ponta.

Quinze pesquisadores de todas as áreas do conhecimento receberão apoio da CAPES para pesquisar na Alemanha. Os cientistas foram selecionados pelo Programa Bolsas para Pesquisa CAPES/Humboldt, que divulgou em 02 de julho o resultado da 16º chamada de inscrições, ligada ao edital nº 36/2017. A iniciativa é uma parceria com a Fundação Alexander von Humboldt (AvH), sediada no país europeu. O programa oferta bolsas para estudantes de pós-doutorado e pesquisadores experientes.

Neste edital a CAPES negociou e o instituto alemão decidiu pagar cinco bolsas integralmente, além do percentual previsto no acordo para as outras dez bolsas. Se os bolsistas precisarem permanecer no Brasil executando atividades on-line, devido à pandemia, a Humboldt custeará os auxílios desses pesquisadores. “Nos sentimos fortemente comprometidos com nosso programa conjunto de bolsas e, diante da circunstância relacionada à pandemia, assumimos temporariamente um compromisso mais forte”, afirmou, em uma carta, Steffen Mehlich, chefe do Departamento de Bolsas da Fundação Humbodlt.

A cooperação entre a CAPES e a AvH se iniciou em 2012. Nas quatro chamadas do edital mais recente, nº 36/2017, houve 78 bolsistas aprovados. Em novembro, os candidatos à última chamada do edital conhecerão os resultados. Recentemente, uma atual bolsista do programa recebeu o Prêmio Para Mulheres na Ciência.

Os seis doutores recentes aprovados vão cursar pós-doutorado por um período que pode ser de até 24 meses, sendo no mínimo um semestre, com bolsa de € 2,6 mil. Já os nove pesquisadores experientes terão de seis a 18 meses, no valor de € 3,1 mil mensais. Passagens aéreas, auxílio-instalação e seguro-saúde para os pesquisadores ficam por conta da CAPES. Por outro lado, o custeio das bolsas será uma soma das duas instituições, sendo a CAPES responsável por 80% do valor.

Na seleção de projetos houve três etapas: verificação da consistência dos documentos, análise de mérito em conformidade com as normas e avaliação dos projetos pré-selecionados pelo Comitê Conjunto de Seleção CAPES/Humboldt, que é formado por consultores de ambas as instituições e se reúne duas vezes por ano para avaliar os aspectos científicos e acadêmicos das pospostas. No encontro mais recente, ocorrido em novembro de 2019, a CAPES renovou a parceria com a instituição alemã.

Experiência de ex-bolsistas
Três ex-bolsistas da Fundação Humboldt se tornaram cientistas embaixadores da instituição e atuam na divulgação das iniciativas alemãs de apoio a cientistas de alto nível. Eles destacam a importância do programa CAPES/Humboldt, dão sugestões para aspirantes a bolsistas e contam sua experiência de relação com a AvH.

“O Brasil é o único país no mundo em que a Fundação Humboldt fez um acordo com o Ministério da Educação para ampliar o número de bolsas concedidas”, diz Conrado Hübner, professor de Direito Constitucional da USP e bolsista de 2011 a 2012.

Para conseguir uma bolsa, o principal é estar acima da média. “A AvH preza pela excelência acadêmica, e não o projeto a ser desenvolvido. É preciso caprichar na construção de um bom currículo acadêmico desde o ingresso na universidade”, sugere Monica de Freitas, professora da UFRJ e pesquisadora de Biologia Estrutural. Monica esteve na Alemanha como bolsista Humboldt de 2008 a 2010.

Uma das preocupações da AvH é manter o vínculo com os ex-bolsistas, afirma Leonardo Menezes, professor de Física da UFPE. “Existe um programa de acompanhamento de egressos que apoia um projeto nos seus primeiros anos de pesquisa no Brasil”, destaca o especialista em nanofotônica.

Fundação Humboldt
Criada em 1953, a Fundação Alexander von Humboldt fornece apoio financeiro individual a pesquisadores de alto desempenho com o objetivo de formar uma rede mundial de excelência. Mais de 500 brasileiros já receberam bolsas ou prêmios da von Humboldt ao longo da história. Em 2013, a fundação incluiu o Brasil no programa Chanceler Alemão de formação de lideranças, juntamente com a Índia.

O nome da instituição homenageia Alexander von Humboldt, cientista e explorador frequentemente citado como fundador de disciplinas como geografia física, climatologia e oceanografia. De 1799 a 1804, Humboldt percorreu a América do Sul em uma das expedições mais importantes da história da ciência.

Confira o resultado da 16º chamada de inscrições.

Fonte: gov.br / Imagem em destaque: Mec

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