Vacina de DNA protege macacos contra o novo coronavírus

Vacina de DNA protege macacos contra o novo coronavírus

A pandemia da COVID-19 tornou a criação de uma vacina contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2) prioridade global. Com o avanço de estudos sobre o SARS-CoV-2, novos modelos de vacina já estão em fase de ensaios pré-clínicos. Em outras palavras, estão sendo testadas em cobaias antes de serem liberadas para uso em seres humanos. Pesquisadores de Universidades dos Estados Unidos publicaram recentemente um estudo sobre testes de vacinas de DNA em macacos-rhesus, parentes próximos dos seres humanos.

Vacinas de DNA são moléculas de ácido nucleico (DNA) que contém informação para produção de uma molécula normalmente produzida pelo vírus. Contudo, ao ser introduzida no corpo do indivíduo, a vacina induz que seu próprio organismo produza a proteína que vai “treinar” o sistema imunológico a reconhecer ― e combater melhor ― as infecções pelo vírus. As vantagens dessa abordagem são a estabilidade da vacina (demora mais tempo para estragar, facilitando a sua distribuição pelo mundo) e a facilidade de produzi-la em larga escala.

Os cientistas testaram seis variantes de vacina contra o SARS-CoV-2 em macacos-rhesus, mantendo um grupo de macacos sem vacinação, para que fosse possível comparação entre os grupos. Os animais que foram vacinados receberam uma dose inicial da vacina na primeira semana; e uma segunda dose três semanas depois. Durante a quinta semana do estudo, os pesquisadores realizaram testes para observar se os primatas apresentavam anticorpos e células de memória (responsáveis por produzir anticorpos) específicos ao combate do SARS-CoV-2. Foi observado que os animais que receberam as doses de vacinação apresentavam concentrações muito mais altas de ambos. Além disso, a maneira como os organismos dos macacos reagiram à vacina foi semelhante ao observado em seres humanos que haviam se recuperado da COVID-19 e apresentavam resistência ao vírus.

Na sexta semana de estudo, o vírus SARS-CoV-2 foi inoculado nos macacos, de modo a testar o efeito protetor das diferentes vacinas. A cada dia depois dessa infecção, os pesquisadores monitoraram a presença de multiplicação de vírus no corpo dos hospedeiros. A vacina produzida com o DNA que expressava a proteína S do novo coronavírus (um dos alvos mais utilizados nas pesquisas para produção de vacinas contra o SARS-CoV-2) em sua integridade foi a mais bem-sucedida. Macacos que receberam ambas as doses dessa vacina apresentaram evidências de replicação viral em seus corpos muito inferior ao observado nos primatas não vacinados, além de exibirem sintomas mais leves de doença quando expostos ao novo coronavírus.

Mesmo com os resultados promissores, os cientistas ressaltam a necessidade de se realizar mais testes, incluindo animais mais velhos ou com imunidade comprometida, já que humanos com essas características costumam sofrer de sintomas mais severos da COVID-19.

Fonte canalciencia.ibict.br

Contar hoje com uma mídia isenta, ética e informativa é a busca de todo leitor.

Somos o DUNA PRESS JORNAL.

Uma Agência de Notícia On-Line, trabalhando com informações gerais que podem ser lidas por toda a família, em uma abordagem que prima pela ética e pelo respeito ao leitor. 

Clique aqui e torne-se um assinante de nosso jornal.

Divulgue sua Empresa, Serviços ou produtos clicando aqui.

Print Friendly, PDF & Email