O uso de anticoagulante pode reduzir mortes em casos graves de COVID-19?

O uso de anticoagulante pode reduzir mortes em casos graves de COVID-19?

A doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) é preocupante e pode levar algumas das pessoas infectadas a internação em estado grave e até mesmo a morte.

Para reduzir o avanço da doença nos pulmões, o uso de heparina (substância anticoagulante natural do sangue) em pacientes diagnosticados com sintomas graves da COVID-19 foi recomendado por consenso entre alguns especialistas para diminuir o risco da coagulação disseminada do sangue intravascular, o que pode causar tromboembolismo venoso.

Ou seja, a formação de coágulos – sangue aglomerado em forma sólida – dentro da veia, e que acabam atingindo os pulmões, bloqueando o suprimento de sangue, dificultando a respiração, e produzindo até morte súbita ou danos ao coração.

No entanto a eficácia e a utilização da heparina como anticoagulante no tratamento da COVID-19 precisam ser validadas. Foi pensando nisso que a equipe de cientistas da Universidade de Ciência e Tecnologia de Wuhan, na China, epicentro desta pandemia global, analisou o histórico dos casos de coagulação, medicamentos utilizados e resultados obtidos em pacientes diagnosticados com COVID-19 grave no hospital local de Tongji.

As mortalidades ocorridas em 28 dias entre pacientes usuários e não usuários de heparina foram comparadas, inclusive em relação aos diferentes riscos individuais de coagulopatias, isto é, de distúrbios decorrentes da coagulação sanguínea.

Nesse estudo, foram avaliados 449 pacientes com COVID-19 grave, onde 99 deles receberam heparina por 7 dias ou mais. Foram avaliados diversos parâmetros, como idade, substâncias relacionadas a possíveis coagulopatias, como nível de plaquetas, dímero D e protrombina (elementos relacionados ao processo de coagulação do sangue).

Os resultados mostraram que a mortalidade entre pacientes que receberam heparina foi menor do que os pacientes que não receberam a substância, cujos parâmetros variaram entre 32,8% a 40,0% entre os tratados contra 52,4% a 64,2% entre os não tratados com heparina.

A terapia anticoagulante principalmente com HBPM pode estar associada a uma melhoria do quadro clínico de pacientes graves com COVID-19, sobretudo, quanto aos parâmetros criteriosos selecionados. Taxas mais elevadas do dímero D, por exemplo, demonstram marcadamente um quadro mais positivo aos pacientes.

Ainda que o tratamento não signifique a cura direta para a COVID-19, ele representa uma ferramenta no combate a efeitos indiretos da doença, como no caso de pacientes propensos a coagulopatias. A partir destes resultados e evidências clínicas, anticoagulantes passaram a ser ministrados também a alguns grupos de pacientes de COVID-19 em hospitais brasileiros, de acordo com protocolos específicos estabelecidos pelos próprios médicos pesquisadores em atividade no Brasil.

Fonte canalciencia.ibict.br

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