Como fica a saúde mental de equipes médicas que trabalham durante a pandemia da Covid-19?

Como fica a saúde mental de equipes médicas que trabalham durante a pandemia da Covid-19?

A facilidade de contaminação do novo coronavírus (SARS-CoV-2) fez aumentar em hospitais o número de pacientes com sintomas da COVID-19 ― em enfermarias, clínicas e unidades de tratamento intensivo (UTIs). Proporcionalmente ao aumento dos casos de infecções, houve a necessidade de ampliação da quantidade de equipes médicas (médicos, enfermeiros, etc.), além do aumento da carga horária de trabalho destas.

Por trás do grande profissionalismo das equipes médicas que atuam no combate ao novo coronavírus, existe a preocupação em relação à saúde mental desses profissionais. Trabalhar sob condições de extremo estresse pode, pois, aumentar o estado de ansiedade e afetar a qualidade do sono, que é indicador de saúde física e mental para uma equipe médica.

Pessoas que dormem bem possuem melhor rendimento no trabalho, cuidam melhor dos pacientes e correm menos risco de se contaminar, pois mantêm a imunidade alta. Uma das estratégias utilizadas para manter a qualidade do sono de equipes médicas que trabalham sob estresse e pressão em grandes pandemias é a assistência social. Essa assistência leva ao trabalhador a sensação de estar sendo cuidado e apoiado, causando efeito positivo na saúde psicológica.

Foi baseado nisso que pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade Wuhan, na China, realizaram uma pesquisa com 180 participantes, incluindo médicos e enfermeiros pertencentes a equipes que trabalham diretamente com pessoas infectadas pelo novo coronavírus nos departamentos de medicina respiratória, clínicas de febre e UTIs. O estudo foi realizado entre os meses de janeiro e fevereiro de 2020, utilizando questionários de dados sociais e demográficos (idade, sexo, escolaridade e estado civil) dos participantes.

Níveis de ansiedade, autoeficácia (julgamento pessoal sobre a habilidade de completar uma tarefa), estresse, qualidade do sono e assistência social (apoio social e emocional de amigos e familiares) foram obtidos por meio de questionários clínicos. Estes foram preenchidos anonimamente.

Os resultados mostraram que o apoio social afetou indiretamente a qualidade do sono de médicos e enfermeiros. Ou seja, as equipes apresentaram menores níveis de estresse e ansiedade quando amigos ou familiares ofereceram apoio emocional e se mostraram empáticos, melhorando, assim, a qualidade do sono.

A combinação de ansiedade, estresse e autoeficácia desses profissionais interfere na qualidade do sono. Pessoas ansiosas demoram mais para adormecer e costumam acordar durante a noite. O estresse pode interferir na qualidade do sono, porque pessoas estressadas costumam aumentar o estado de vigilância em relação ao ambiente e, com isso, têm a qualidade do sono reduzida. Em relação à autoeficácia, pessoas com alta autoeficácia, ou seja, produtivas e positivas em relação a si mesmas, possuem melhor qualidade do sono do que pessoas cuja autoeficácia é baixa.

Esse estudo fornece importantes resultados para a adoção de medidas, por exemplo, a inserção do acompanhamento psicoterápico para melhorar o apoio social das equipes médicas que trabalham durante a pandemia da COVID-19.

Fonte canalciencia.ibict.br

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