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Ursula Haverbeck: A ‘vovó nazista’ alemã que foi presa por negar o Holocausto

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A “avó nazista” Ursula Haverbeck foi condenada por incitação a um tribunal na cidade de Verden, no norte de 2017, e começou a cumprir sua sentença em 2018.

Ursula Haverbeck, na época com 89 anos, perdeu em 3 de agosto de 2018, um desafio perante a mais alta corte do país, que reafirmou que as garantias constitucionais de liberdade de expressão não cobrem a negação do Holocausto.

Ela já havia sido condenada em várias ocasiões à cadeia por negar o genocídio nazista, uma vez declarando na televisão que “o Holocausto é a maior e mais sustentada mentira da história”.

Haverbeck iniciou sua última prisão em maio de 2018, por insistir que o assassinato em massa na Alemanha nazista de milhões de judeus e outros era “apenas uma crença” e que Auschwitz “não foi comprovado historicamente” como sendo um campo de extermínio.

“A disseminação de alegações que são comprovadamente falsas e de afirmações deliberadamente falsas” não foi coberta pela liberdade de expressão, o tribunal decidiu, acrescentando que a negação do Holocausto “quebra os limites do debate público pacífico e representa uma perturbação da paz pública”.

Haverbeck, que já foi presidente de um centro de treinamento de extrema direita fechado em 2008 por espalhar propaganda nazista, foi condenada em outubro do ano passado por oito acusações de incitação e sentenciado a dois anos atrás das grades. Haverbeck afirmou repetidamente que o campo de extermínio de Auschwitz era apenas um campo de trabalho.

É comum na Alemanha que as pessoas sejam libertadas após cumprir dois terços da sentença.

A lei alemã torna ilegal negar o genocídio cometido pelo regime de Adolf Hitler, que apenas no campo de Auschwitz-Birkenau na Polônia ocupada matou 1,1 milhão de vidas, a maioria de judeus europeus.

A negação do holocausto é ilegal na Alemanha desde 1985 e acarreta uma sentença de prisão de até cinco anos. Símbolos nazistas, como suásticas, também são ilegais.

Sua sentença de prisão original foi de apenas oito meses de prisão, mas foi aumentada depois que ela distribuiu um panfleto no julgamento intitulado “Somente a verdade o libertará” ao juiz, promotores e repórteres da mídia.

Seu marido, Werner Georg Havebeck, era um dos principais oficiais do Partido Nazista e era aluno de Rudolf Hess. A derrota dos nazistas não fez nada para acalmar seu fervor pela ideologia nazista e, em 1963, ele fundou uma organização neonazista junto com sua esposa.

Werner morreu em 1999 e sua organização neonazista foi forçada a fechar pelas autoridades alemãs em 2008, mas Ursula continuou fielmente seu trabalho.

Fontes: The Yeshiva World

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Joice Maria Ferreira

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre as atualidades sócio-políticas e econômicas da região.
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