Estresse, depressão e ansiedade de brasileiros durante a pandemia da COVID-19

Estresse, depressão e ansiedade de brasileiros durante a pandemia da COVID-19

Com a expansão da COVID-19, muitos brasileiros, assim como a população de muitos países, têm passado por mudanças radicais de vida, como deixar a rotina de trabalho, de atividades escolares e de lazer para ficar em isolamento social em casa. Medidas para conter a transmissão do novo coronavírus (SARS-COV-2) são necessárias, porém o cuidado com a saúde mental também é uma relevante preocupação para aqueles que estão em isolamento.

Nesse tipo de realidade, é preciso entender como a pandemia tem atingido a saúde mental da população, pois tal conhecimento deve ser aplicado por profissionais e gestores públicos, a fim de assegurar a eficácia do uso de recursos financeiros para atender a população que venha a desenvolver ou agravar doenças mentais comuns (tais como estresse, depressão e ansiedade).

Foi com essa ideia que o cientista brasileiro Alberto Filgueiras, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em cooperação com o cientista Matthew Stults-Kolehmainen, da Universidade de Yale, Estados Unidos, fizeram uma pesquisa com objetivo de entender como a pandemia pode mudar a saúde mental de pessoas sob regime de isolamento.

A pesquisa reuniu informações de 1.468 voluntários brasileiros no período de 18 a 22 de março de 2020. Participantes que já apresentavam ou apresentam doenças mentais foram excluídos do total, restando 1.460 pessoas envolvidas na pesquisa.

A avaliação dos participantes foi realizada a distância com uso de ferramentas online, tendo sido analisados os níveis de estresse psicológico, depressão e estado de ansiedade de cada um.

Ao mesmo tempo, os voluntários responderam a um questionário sociodemográfico sobre fatores relevantes como idade, sexo, nível escolar, convívio com crianças em casa, pertencimento a algum grupo de risco da COVID-19, entre outros. Todas as informações foram processadas por análises estatísticas.

Os resultados da pesquisa revelaram que alguns hábitos de vida, assim como os fatores sociodemográficos podem ser positivos, enquanto outros podem ser negativos no desenvolvimento de doenças mentais como estresse, depressão e ansiedade.

Fatores como pertencer ao sexo masculino, ter uma dieta equilibrada, fazer algum tipo de atividade física, possuir um acompanhamento psicoterápico on-line, ter filhos em casa e possuir maior escolaridade foram positivos, diminuindo o risco para o desenvolvimento e agravamento de doenças.

Por outro lado, os fatores de maior risco mentais durante a quarentena foram: ser jovem, pertencer ao sexo feminino, morar com pessoas idosas, precisar sair de casa para trabalhar e possuir qualquer fator de risco para a COVID-19 (diabetes, por exemplo).

Por fim, os pesquisadores concluem que a saúde mental pode variar de acordo com atributos demográficos, obrigações e comportamentos de saúde. Identificar aqueles que são mais vulneráveis ​​ajuda a dar atenção prioritária a quem mais precisa, além de auxiliar os profissionais de saúde no desenvolvimento de estratégias de apoio a essas pessoas.

Fonte canalciencia.ibict.br

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