Hidroxicloroquina e azitromicina no tratamento contra a COVID-19

Hidroxicloroquina e azitromicina no tratamento contra a COVID-19

Com a emergência da COVID-19 causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), toda a comunidade científica passou a correr contra o tempo na busca de medicamentos que sejam eficazes no tratamento da doença.

Pesquisas recentes têm relatado a eficiência de medicamentos contra o novo coronavírus, porém muitos destes testes ainda estão em fase inicial, chamados de testes in vitro. Testes desta natureza são feitos dentro de tubos de ensaio (por isso o nome in vitro) em ambientes de laboratório fechados e controlados.

Medicamentos como o remdesivir (antiviral utilizado no tratamento de MERS e ebola), a cloroquina (utilizada no tratamento da malária) e a azitromicina (antibiótico) têm mostrado eficiência em diversas pesquisas realizadas in vitro contra o SARS-CoV-2.

A hidroxicloroquina (droga similar à cloroquina) também apresentou reação antiviral contra o SARS-CoV-2 em testes in vitro. As vantagens desse medicamento em relação à cloroquina é que pode ser aplicado por longos períodos, com doses diárias mais altas, e possui um menor risco de interações medicamentosas (reações adversas com outros medicamentos usados pelo paciente).

Um grupo de pesquisadores franceses com vasta experiência no uso de hidroxicloroquina no tratamento de doenças, como a Febre Q (causada pela bactéria Coxiela burnetii) e a doença de Whipple (causada pela bactéria Tropheryma whipplei), realizaram testes clínicos com hidroxicloroquina com o objetivo de avaliar o efeito desse medicamento em pacientes com o novo coronavírus.

A pesquisa foi realizada com autorização do Ministério da Saúde (França) e coordenado pelo Instituto Hospital Universitário de Infecção de Méditerranée, em Marselha (França). Os cientistas compararam dois grupos de pacientes: (I) pacientes infectados (apresentando sintomas ou não), medicados com a hidroxicloroquina, e (II) pacientes infectados que não receberam hidroxicloroquina (chamado de grupo controle).

No total, foram 42 pacientes estudados, sendo que 26 receberam hidroxicloroquina por 14 dias, e 16 pacientes que formaram o grupo controle (sem hidroxicloroquina). Os pacientes de ambos os grupos passaram diariamente por avaliações clínicas e deles foram coletadas amostras nasofaríngeas (obtidas por esfregaço das mucosas nasais com cotonetes inseridos em suas narinas) para a avaliar a quantidade de moléculas virais no corpo.

O uso de azitromicina também foi testado com hidroxicloroquina, dependendo do estado de saúde do paciente. Esta segunda pesquisa se manteve apenas com 20 pacientes aptos a realizar todo o tratamento, pois os outros seis tiveram o tratamento interrompido por causas diversas.

Os resultados demonstraram redução significativa na quantidade viral até o sexto dia de tratamento com hidroxicloroquina em comparação com a do grupo controle. Além disso, a azitromicina adicionada junto ao tratamento com hidroxicloroquina aumentou consideravelmente sua eficiência na eliminação do vírus.

A pesquisa conclui que o uso da hidroxicloroquina está associado à diminuição e até mesmo ao desaparecimento do vírus SARS-CoV-2 em pacientes contaminados, e que o efeito desse medicamento é ainda melhor com a aplicação simultânea da azitromicina no tratamento da COVID-19. 

Fonte canalciencia.ibict.br

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