Imunomodulação: possível tratamento para a COVID-19?

Imunomodulação: possível tratamento para a COVID-19?

A COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), é responsável pela crise global de saúde mais importante desde a gripe espanhola em 1918. No entanto, a severidade da doença varia consideravelmente de pessoa para pessoa. Por exemplo, muitos desenvolvem sintomas semelhantes a uma gripe leve, enquanto alguns apresentam forte crise respiratória que pode levar à morte.

O estudo do SARS-CoV-2 e da COVID-19 tem ajudado a entender melhor quais são os mecanismos que levam essa infecção viral a causar tantos danos no sistema respiratório de certos pacientes. Particularmente, a doença parece ser mais agressiva em idosos, ou pessoas com doenças como diabetes, obesidade, problemas renais, pulmonares ou cardíacos.

Análises feitas por pesquisadores europeus e australianos a partir de pesquisas realizadas com coronavírus, incluindo o SARS-CoV-2, sugerem algumas respostas para a agressividade do vírus a essa parcela da população. Uma explicação é que essas pessoas têm o sistema imune mais comprometido, o que permite que o vírus se multiplique em excesso durante uma infecção inicial, levando a uma resposta imune exagerada que causa inflamação e danos graves ao pulmão dos pacientes.

Nesse sentido, os cientistas propuseram maneiras possíveis de se regular a intensidade do sistema imunológico de pessoas para abrandar os efeitos da doença (o nome disso é imunomodulação). Os pesquisadores explicam que algumas vacinas desenvolvidas com espécies de bactérias enfraquecidas podem estimular o sistema imune inato (responsável pela primeira linha de defesa do corpo) a ter melhores respostas e agilizar a eliminação do vírus. Essa ideia baseou-se na observação de que países que adotaram vacinas obrigatórias como a da tuberculose conseguiram reduzir a mortalidade infantil. Dados de experimentos em laboratório também sugerem que certas vacinas podem ter efeitos duradouros no sistema imunológico não específico (inato) de seres humanos, permitindo que a imunização contra um tipo de doença ajude a melhorar a resistência contra outras.

Segundo os pesquisadores, vacinas como a BCG (usada para tuberculose) podem estimular o corpo de pacientes a combater melhor o novo coronavírus e reduzir os sintomas da COVID-19, e já existem pesquisas nessa linha sendo conduzidas neste momento. Contudo, eles alertam para as possibilidades negativas dessa abordagem. Em pessoas com sistemas imunes mais fragilizados (como idosos ou diabéticos), o estímulo dado pela vacinação pode não ser suficiente para garantir a eliminação total do vírus. Além disso, a permanência do vírus no corpo pode desencadear uma resposta imune forte demais, provocando inflamações danosas ao sistema respiratório que podem levar à morte. Nesses casos, seria preciso utilizar medicamentos inibidores da resposta inflamatória, ajudando o organismo a atuar na medida certa para combater o vírus.

Embora essas pesquisas ainda sejam preliminares, novos resultados de estudos com esse tipo de tratamento e novas descobertas sobre o modo de funcionamento do novo coronavírus podem abrir caminho para terapias inovadoras, tanto para a COVID-19 como para futuras doenças.

Fonte canalciencia.ibict.br

Contar hoje com uma mídia isenta, ética e informativa é a busca de todo leitor.

Somos o DUNA PRESS JORNAL.

Uma Agência de Notícia On-Line, trabalhando com informações gerais que podem ser lidas por toda a família, em uma abordagem que prima pela ética e pelo respeito ao leitor. 

Clique aqui e torne-se um assinante de nosso jornal.

Divulgue sua Empresa, Serviços ou produtos clicando aqui.

Print Friendly, PDF & Email