29 de julho 1846 – Nasce a Redentora

29 de julho 1846 – Nasce a Redentora

29 de julho de 1846 – Rio de Janeiro, Palácio de São Cristóvão. Às seis horas da manhã, a Imperatriz Teresa Cristina entrava em trabalho de parto. Estava para nascer aquela que seria eternizada na história do Brasil por dar fim ao trabalho escravo no país.

O início da vida da princesa não foi nada fácil, inúmeras febres preocupavam a todos principalmente o imperador, que meses mais cedo havia perdido seu primogênito ainda muito pequeno.

Como herdeira do trono, a ela foi garantida a melhor das educações. Pedro II fez questão de que ela e sua irmã a princesa Dona Leopoldina, recebessem a mesma educação dada aos homens. Conforme o tempo passava, a preocupação do Imperador era de arranjar um casamento para as filhas. Após negociações, Luís Filipe Maria Gastão de Orleans – Conde D’Eu, desposou a Princesa Isabel e Luis Augusto de Saxe Goburgo, casou-se com Princesa Leopoldina.

Tanto na vida pública como na vida privada, Isabel enfrentou problemas, no seu casamento o fantasma da infertilidade a assombrava, sofreu abortos espontâneos e após várias tentativas de engravidar, unindo a fé e a ciência, ela teve o seu primeiro herdeiro – Pedro de Alcântara, seguido pelos príncipes Luís Maria e Antônio.

Na vida pública, enfrentava a resistência de políticos e de parte da elite do império, pois para estes era simplesmente inconcebível que uma mulher governasse, ainda mais estando casada com um estrangeiro, críticas estas que foram superadas por ela. Em duas de suas três regências foram aprovadas duas das leis em combate a escravidão: A Lei do Ventre Livre em 28 de setembro de 1871 e a Lei Áurea em 13 de maio de 1888.

No campo abolicionista, Isabel “comprou a briga” contra a escravidão, tendo ela mesma financiado quilombos, alforrias e abrigado escravos fugitivos dentro de sua própria casa. Ao assinar a Lei Áurea, ouviu do barão de Cotegipe que aquilo poderia ser o fim do trono, pois a abolição despertara a revolta de fazendeiros, senhores de escravos. Isabel então disse: “Mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para acabar com a escravidão no Brasil.”, tal profecia se cumpriria e as consequências do ato foi um dos braços do golpe militar de 15 de novembro de 1889 conhecido como Proclamação da República. Isabel faleceria no exílio, em 14 de novembro de 1921 sem poder retornar a sua tão amada pátria.

Ainda hoje, essa mulher de fibra, de fé e de misericórdia, vive na memória dos brasileiros – a Redentora de um povo – jamais terá seu legado apagado da história, jamais será “cancelado” seus atos e estessão eternos e permanecerão intactos.

FONTE: A HISTÓRIA DA PRINCESA ISABEL – LIBERDADE, AMOR E EXÍLIO (REGINA ECHEVERRIA)

IMAGEM DESTAQUE: A PRINCESA ISABEL SEGURA EM SEUS BRAÇOS O PRIMOGÊNITO DOM PEDRO DE ALCÂNTARA. ACERVO: MUSEU IMPERIAL/IBRAM/ MINC

COLORIZAÇÃO DA IMAGEM: CHIRSTIANNE WITTEL

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