Esportes

Torcedores de CSA e CRB revelam os preparativos e relembram histórias do clássico da Série B

Desde a preparação para o duelo, até histórias do passado, os entrevistados ressaltaram o amor de cada torcedor pelo seu time.

O clássico entre CSA e CRB, neste domingo (30), pela Série B do Campeonato Brasileiro, será diferente de todos os outros. Quando os times entrarem em campo às 19h, no Estádio Rei Pelé, as arquibancadas estarão vazias. Os torcedores de ambas as equipes terão que acompanhar a partida pelas televisão ou no rádio, pelas medidas de segurança contra a pandemia da covid-19. Em entrevista ao site da CBF, dois torcedores, um de cada clube, relataram como é acompanhar os seus clubes de longe do campo.

Com mais de 100 anos de rivalidade, o confronto já foi disputado quase 500 vezes. Frequentador assíduo desde pequeno de um pedaço dessa história, Raphael Guimarães, torcedor do CRB, garante que existe uma mística dentro de um estádio de futebol. O torcedor do Galo falou que é complicado ficar longe do seu time. Para ele, um apaixonado de verdade não deixa de acompanhar e continua apoiando do jeito que der.

“Eu não sei onde vou assistir, talvez em casa ou em um bar, mas algum que respeite as novas regras por conta do coronavírus. Vou combinar com meus amigos e outros torcedores, para acharmos a melhor maneira de ver o jogo. Mas, mesmo em casa, a gente manda aquela energia positiva, torce, vibra e a paixão não diminui”, contou o torcedor.

Raphael (a esquerda) junto com amigos torcendo pelo GaloRaphael (a esquerda) junto com amigos torcendo pelo Galo
Créditos: Arquivo Pessoal

Os preparativos que antecedem um clássico costumam se tornar um ritual. Para Eliezer Setton, torcedor do CSA, o dia do Clássico das Multidões é o momento para situações habituais acontecerem. O caminho seria feito com amigos, o radinho de pilha estaria no pé do ouvido e, na arquibancada, ele se sentiria parte do time. Distante do Rei Pelé, o azulino lamentou não poder estar ao lado do seu time neste clássico.

“Um clássico sempre é um jogo especial. A adrenalina é maravilhosa. Vou assistir em casa e pela televisão. O torcedor faz a diferença no estádio e isso nos dá saudade. A sensação é de que nas 38 rodadas o nosso time está jogando fora de casa”, disse Eliezer.

Eliezer (a direita) no seu local favorito nos estádios, perto do campoEliezer (a direita) no seu local favorito nos estádios, perto do campo
Créditos: Arquivo Pessoal

Histórias de CSA x CRB

Figurinhas certas nos setores das arquibancadas dos estádios alagoanos, Eliezer e Raphael viveram histórias inusitadas nos duelos entre CSA e CRB. O azulino frequenta os jogos desde criança, quando seu pai o levava. Eliezer é claro quando diz que não abre mão de estar perto do alambrado para acompanhar uma partida. Esta sua mania lhe rendeu ótimas histórias, entre elas a do massagista que defendeu um gol em um Clássico das Multidões, em 1976.

“Eu estava no meu lugar de sempre e não tenho muita memória daquele dia. Mas lembro que o massagista, Castanha, entrou em campo e tirou uma bola que seria gol do CRB. Eu estava perto do túnel que dava acesso aos vestiários das duas equipes. A minha única recordação daquele jogo foi a incrível cena de Castanha correndo desesperado para fugir dos jogadores do CRB que vinham atrás dele”, relembrou Eliezer aos risos.

A lembrança do lado regatiano é mais recente e vem de 2016. Na final do estadual daquele ano, CSA e CRB estavam mais uma vez disputando a taça. Na arquibancada do Rei Pelé estava Raphael, na esperança do título, já que o Alvirrubro vinha de um retrospecto ruim no rival. Raphael quase perdeu a voz clamando por Neto Baiano, e o atacante acabou decidindo o título. Ele não sabe se Neto ouviu mesmo seus gritos de incentivo, mas o momento ficou marcado em sua memória.

“Com certeza, os clássicos me trazem boas recordações. Naquele ano, eles tinham a certeza que seriam campeões, estavam melhores. No entanto, vencemos os dois jogos. Na arquibancada a gente só gritava ‘Faz o gol, Neto!’, e creio que ele tenha ouvido, pois logo marcou. Ele anotou um no primeiro confronto, e no segundo fez o do título no final da partida”, concluiu Raphael.

Foto: Divulgação/CSA
Fonte: CBF

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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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