ANÁLISE: Por que Vettel é essencial para o sucesso da Aston Martin na F1

ANÁLISE: Por que Vettel é essencial para o sucesso da Aston Martin na F1

Sebastian Vettel assinou com a Racing Point para 2021. O que isso significa?

Desde que a saída de Sebastian Vettel da Ferrari foi confirmada em maio, o tetracampeão da Fórmula 1 se manteve tranquilo sobre seu futuro.

O desejo dos fãs da F1 e, naturalmente, da imprensa, de saber sobre seus próximos passos sempre foi correspondido com compostura da parte de Vettel. Ele sempre deixou claro que não era uma decisão a ser tomada rapidamente.

Lance Stroll, Racing Point, Sebastian Vettel, Ferrari

Na Aston Martin, Vettel será muito mais do que isso. Ele deve ser o líder desde o início, ajudando o jovem Lance Stroll a seguir com a boa fase iniciada em 2020. Por mais experiente que Pérez possa ser, ele não esteve em operações capazes de lutar por campeonatos nos últimos 10 anos. Vettel sim. E essa contribuição tem um valor enorme.

Todos esses são motivos por trás de Vettel buscar esse próximo passo na F1. Ele será mais valioso e central no projeto da Aston Martin na F1 em comparação ao seu papel atual na Ferrari. Ele não vai apenas ser quisto. Ele será necessário.

Aos 33, Vettel ainda está longe de uma idade para aposentar-se. Apesar de ter sugerido anteriormente que poderia tirar um ano sabático em 2021 ou se aposentar completamente, isso era algo que poucos defendiam para ele.

Por mais difícil que seu último ano na Ferrari tem se mostrado, ele deu poucos sinais de jogar a toalha com a equipe de Maranello. É um atestado de seu caráter, que o levou a ser muito elogiado por Lewis Hamilton, que defendeu que o rival merecia seguir na F1.

Não é apenas o apelo de construir um projeto novo na F1 que intrigou Vettel. É também a chance de trazer sucesso para uma marca como a Aston Martin, que tem uma rica herança no esporte a motor. Vettel é viciado na história da indústria e dos carros, mesmo com ele desviando de uma pergunta na Hungria sobre seu carro favorito do espião James Bond, então a chance de fazer parte da Aston Martin de Stroll se mostrou muito atrativa.

Há também um ganho a curto prazo para Vettel. Em vez de seguir com uma Ferrari que vem sofrendo na temporada 2020, se unir à Aston Martin pode significar um passo adiante em termos de performance pura, já que a equipe está duas posições e 21 pontos acima no Mundial de Construtores.

A “Mercedes rosa” pode ser controversa, mas não tem como negar que é um carro rápido, e com a manutenção dela para 2021, Vettel terá a chance de andar com o RP20. Sabendo que ele tem apenas mais nove corridas com a problemática Ferrari SF1000, Vettel terá uma paz maior para concluir o ano.

Por mais que se unir à Aston Martin seja uma questão de pensar a longo prazo, com o sucesso real longe de vir antes do novo regulamento, o mesmo teria sido real caso ficasse na Ferrari. Então nesse caso a perda não é enorme.

As coisas parecem ser mais simples para Vettel na Aston Martin. A política interna não será a mesma. Ele é amigo do chefe da equipe, Otmar Szafnauer há anos, e seu relacionamento com Lawrence Stroll mostra que Vettel não terá o mesmo número de diretores para responder como ele tem na Ferrari atualmente.

Apesar de ter benefícios naturais ao correr para grandes organizações como a Ferrari, a Aston Martin oferecerá ao alemão uma estrutura mais simples de trabalho. Isso pode ser visto como um alívio após cinco anos na panela de pressão que é Maranello.

É uma boa notícia também a permanência de um dos maiores e mais influentes nomes do grid. Vettel é um dos diretores da Associação de Pilotos de Grande Prêmio, e é um dos membros mais comprometidos do grid em assuntos importantes. Nas manifestações recentes antirracismo, ele tem sido um dos mais vocais defendendo a manutenção do momento. Não ter um piloto com sua experiência e influência seria uma grande perda para toda a F1.

Agora, Vettel tem a chance de ir de cabeça a uma nova equipe e um novo projeto a partir de 2021. Suas passagens pela Red Bull e pela Ferrari mostram o quanto ele se entrega a cada equipe, a cada corrida. A Aston Martin não será nada diferente.

“Eu ainda tenho muito amor pela Fórmula 1 e minha única motivação é correr na frente do grid. Fazer isso com a Aston Martin será um grande privilégio”.

Fonte: Fórmula 1

Imagem em destaque: express.co.uk, The checkred flag e twitter

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