Fifa proíbe Santos de registrar jogadores por dívida em contratação

Fifa proíbe Santos de registrar jogadores por dívida em contratação

Clube não quitou pendência com time chileno na compra de Soteldo.

O Santos está proibido de registrar jogadores nas próximas três janelas de transferências – ou seja, até o fim do ano que vem. O clube foi punido pela Fifa em razão de uma dívida com o Huachipato, do Chile, pela contratação do atacante Yeferson Soteldo, no ano passado.

Na ocasião, o clube adquiriu 50% dos direitos econômicos do venezuelano, que, em fevereiro, renovou contrato até dezembro de 2023. Segundo o balanço financeiro de 2019, divulgado pelo Peixe, a pendência, no fim do ano, era de R$ 13,157 milhões. De lá para cá, esse montante já sofreu o impacto de juros, multa e da alta do dólar.

É a segunda punição do gênero que o Santos recebe em 2020. Em junho, a entidade máxima do futebol proibiu o Alvinegro de contratar atletas devido a uma dívida com o Hamburgo, da Alemanha, referente a 2017, quando o clube brasileiro trouxe o zagueiro Cléber Reis.

No fim de 2019, de acordo com o balanço financeiro, o Peixe devia R$ 18,249 milhões ao time alemão. Esse valor já estava reajustado em relação a 2018, quando a dívida estava em R$ 15,536 milhões. Com juros e multa, o montante a ser pago atualmente supera os R$ 20 milhões.

O Santos se manifestou nesta quinta (17), em nota oficial. O clube explica que as punições serão retiradas após o pagamento aos respectivos clubes. Sobre o caso Soteldo, o Alvinegro argumenta que “estava em tratativas avançadas de acordo com o executante”, diz que foi “surpreendido com a execução no Tribunal da Fifa” e que “trabalha arduamente em busca das devidas soluções”.

À respeito da pendência por Cléber, o Peixe relata que ela “está sendo tratada desde 2018, devido a pesadas multas e juros” e que “trabalha para o devido pagamento e espera solução definitiva”. Com vínculo até o fim do ano que vem, o zagueiro está atualmente emprestado à Ponte Preta.

Agência Brasil fez contato com o advogado Eduardo Carlezzo, que representa o Huachipato no caso envolvendo Soteldo, mas ele ainda não respondeu até o fechamento desta edição.

Foto: Ivan Storti/Santos
Fonte: Agência Brasil

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