Pela primeira vez mulheres assumem o comando no Corpo de Bombeiros RJ

Pela primeira vez mulheres assumem o comando no Corpo de Bombeiros RJ

O governador em exercício Cláudio Castro recebeu em seu gabinete três oficiais bombeiras, que assumem pela primeira vez grupamentos operacionais. O encontro acontece no primeiro dia do Outubro Rosa, quando o Estado lança uma série de ações de combate aos cânceres de mama e de colo de útero. 

– Essa é primeira vez que o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro terá mulheres oficiais combatentes à frente desses grupamentos operacionais. É uma honra trabalhar com as oficiais. Precisamos valorizar cada vez mais o trabalho das mulheres em diferentes áreas – disse Cláudio Castro.

As tenentes-coronéis Silvia Santana, Fabiana Cruz e Viviane Lenida vão comandar os quartéis de Vila Isabel, Jacarepaguá e Humaitá, respectivamente. Elas foram nomeadas pelo secretário de Estado de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Leandro Monteiro. 

– Essas militares se destacam pela excelência e pela competência. Elas serão responsáveis pelas operações de três importantes unidades da capital fluminense. Me sinto honrado de poder reconhecer e valorizar esses talentos – afirmou o coronel Leandro Monteiro.

As oficiais já estão acostumadas a quebrar paradigmas. As três entraram juntas na corporação, em 2001, na primeira turma feminina de oficiais do Corpo de Bombeiros. Também participou do encontro a major Rachel Lopes, a primeira mulher comandante piloto de aeronaves dos bombeiros. Hoje, atua ao lado de duas mulheres pilotos. 

Silvia Santana

Formada em Direito e mestranda em Segurança e Defesa Civil, a tenente-coronel Silvia Santana, de 37 anos, tem experiência nas áreas operacional e administrativa. Trabalhou por vários anos no socorro do quartel de Vila Isabel – unidade que agora passa a assumir – combatendo incêndios e integrando operações de busca e salvamento. Teve passagens pelo Hospital Central Aristarcho Pessoa e pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Até 2020, era diretora do Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais da Secretaria de Estado de Defesa Civil. Recebeu duas medalhas na corporação, uma delas por bons serviços prestados.

“É uma honra fazer parte deste momento histórico. O Corpo de Bombeiros do Rio está em constante evolução, sempre com o objetivo de prestar serviços de excelência para a população.”

Fabiana Cruz

A tenente-coronel Fabiana, 42 anos, já teve a experiência de comandar uma unidade: o destacamento de Ilha Grande, quartel subordinado ao grupamento operacional de Angra dos Reis. Ao longo de quase 20 anos na corporação, também atuou na Diretoria Geral de Apoio Logístico e foi ouvidora-geral da Secretaria de Estado de Defesa Civil. Tem duas condecorações concedidas pela corporação.

“Comandar um grupamento é a coroação de toda a minha dedicação ao CBMERJ ao longo de 20 anos. Agradeço a confiança. Trabalharei para superar as expectativas.”

Viviane Lenida

A tenente-coronel Lenida, de 37 anos, serviu por vários anos no quartel de Nova Iguaçu e no Quartel Central da corporação, no Centro do Rio, em missões de salvamento e combate a incêndios. Bacharel em Direito e pós-graduanda em Controle Externo pelo TCE-RJ, já atuou na Policlínica de Nova Iguaçu, na Secretaria de Comissão de Promoções do CBMERJ, na Subchefia Administrativa do Estado-Maior-Geral, na Chefia de Gabinete e na Assessoria de Controle Interno da Secretaria de Estado de Defesa Civil. Também colaborou com a Corregedoria Geral Unificada da antiga Secretaria de Estado de Segurança. Detém as medalhas Avante Bombeiro e Bons Serviços Prestados. 

“Conquistamos nosso espaço. A competência de ninguém jamais será definida por seu gênero. As mulheres têm liberdade de escolher seu papel na sociedade.”

Rachel Lopes Formada

Como piloto de helicóptero em 2013, a major Rachel Lopes iniciou suas atividades no Grupamento de Operações Aéreas como copiloto. Em 2018, tornou-se a primeira mulher comandante de aeronaves do CBMERJ. Atualmente, realiza voos em operações de evacuação aeromédica, transporte inter-hospitalar, transporte de órgãos vitais e tecidos para doação além de combate a incêndio florestal.

Fonte: Governo do Rio de Janeiro

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