Oxford publica estudo dos fatores de risco em idosos em comparação entre Noruega e Brasil

Oxford publica estudo dos fatores de risco em idosos em comparação entre Noruega e Brasil

Idosos igualmente ativos na Noruega e no Brasil. Ambas as nacionalidades apresentaram importantes fatores de risco cardiometabólicos. No entanto, quando considerados um baixo nível de escolaridade, os idosos brasileiros apresentaram mais fatores de risco cardiometabólicos do que os noruegueses.

As doenças não transmissíveis são as principais causas de morte em todo o mundo e em países de alta renda, como a Noruega. Entender se os programas políticos afetam a saúde dos idosos, especialmente considerando diferentes realidades, é crucial. Foram direcionados aos fatores de risco cardiometabólico associados ao nível educacional em idosos da Noruega e do Brasil.Métodos

Um total de 555 idosos recrutados em Trondheim, Noruega (n = 310, idade 70,7 ± 0,8 anos, índice de massa corporal (IMC) 26,2 ± 3,9 kg/m2) e de Ribeirão Preto, Brasil (n = 245, idade 64,1 ± 8,1 anos, IMC 28,2 ± 5,5 kg/m2). Todas as análises foram ajustadas por idade e sexo, considerando o país como variável independente. O nível de significância considerado foi P < 0,05.Resultados

O povo brasileiro apresentou maior incidência de sobrepeso e maior circunferência da cintura (CC) em relação ao norueguês (28,2 ± 5,5 kg/m2 e 97,0 ± 14,7 cm contra 26,4 ± 3,9 kg/m2 e 92,1 ± 11,2 cm, respectivamente). Quando classificados por escolaridade, os brasileiros apresentaram valores mais elevados para IMC, CC e triglicérides (TG) do que os noruegueses com o mesmo nível de escolaridade (ensino superior incompleto), enquanto os noruegueses apresentaram valores mais elevados para pressão arterial sistólica (SBP), colesterol total (TC), lipoproteína de alta densidade (HDL)-colesterol, LDL-colesterol e força de colesterol.Conclusões

Ambas as nacionalidades apresentaram importantes fatores de risco cardiometabólicos. No entanto, quando considerados um baixo nível de escolaridade, os idosos brasileiros apresentaram mais fatores de risco cardiometabólicos do que os noruegueses.

Os idosos na Noruega são mais magros que os idosos no Brasil, e também têm melhor força de aderência e menos triglicérides no sangue. A maioria dos idosos em ambos os países relata estar fisicamente ativo pelo menos dois dias por semana. Os idosos noruegueses em geral têm níveis de colesterol e pressão arterial mais elevados do que os brasileiros, mas a proporção de quem usa medicação para pressão arterial é mais do que o dobro entre os idosos brasileiros. De acordo com o estudo, uma proporção igualmente alta em ambos os países tem a síndrome metabólica, que é um acúmulo de fatores de risco para doenças cardiovasculares.

As diferenças no IMC e na circunferência da cintura parecem ser explicadas pelo fato de que os idosos na Noruega têm um nível de escolaridade maior do que os idosos no Brasil. Não houve diferença quando repetimos as análises sem incluir os brasileiros que não tinham ensino médio. Estão incluídos no estudo 310 participantes do estudo Geração 100 e 255 idosos de Ribeirão Preto no Brasil. 80% são mulheres.

Fonte: NTNU-Oxford

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