Paraná: Ponte de Guaratuba é alternativa sustentável para trânsito no Litoral

Paraná: Ponte de Guaratuba é alternativa sustentável para trânsito no Litoral
O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) divulgou nesta segunda-feira (19) as notas das empresas que participam do processo licitatório que vai contratar o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da Ponte de Guaratuba. A Engemin, de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, recebeu nota 96,44 e a ECR Engenharia, do estado de São Paulo, 94,82. Este resultado levou em consideração tanto a nota técnica quanto o preço ofertado. Curitiba, 19/03/2018., Foto: Arnaldo Alves/ANPr

Governo do Estado iniciou processo de Manifestação de Interesse para contratar novos estudos ambientais e o anteprojeto engenharia da nova ligação entre Matinhos e Guaratuba. A ponte de 800 metros facilita o tráfego e da mais segurança para a circulação de veículos.

A construção de uma ponte ligando Matinhos a Guaratuba é a alternativa mais sustentável para suportar o volume de trânsito e dar mais segurança a quem circula entre as duas cidades. Um dos efeitos é a desativação das balsas utilizadas pela travessia, reduzindo riscos hoje existentes.

O secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, ressalta a necessidade de oferecer novas condições para o trânsito de cargas perigosas e ressalta que o sistema atual já oferece dois grandes impactos ambientais. “A emissão atmosférica da própria balsa e dos carros parados já gera um impacto. Outro problema é o risco de derramamento de combustível, que é maior conforme o tamanho das embarcações e o volume de trânsito pelo mar”, disse.

Nunes sustenta que a ponte pode evitar danos ambientais e que o trabalho de viabilização das obras une técnicos das secretarias estaduais do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (SEDEST) e da Infraestrutura e Logística (SEIL), que têm trabalhado fortemente para assegurar a construção da ponte com todos os cuidados necessários ao meio ambiente.

Com a finalização dos Estudos de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental (EVTEA), em 2019, foram propostas alternativas para o traçado da ponte. Segundo Márcio Nunes, o traçado deverá ser definido com base na alternativa que cause menos impacto ambiental, o que pode incluir, por exemplo, a construção de um túnel no trecho final.

A extensão da ponte está estimada em pouco mais de 800 metros, com início na região da Prainha, no lado Norte da travessia, e término no lado Sul, na Praia de Caieiras, no perímetro urbano de Guaratuba. O túnel, com 260 metros de extensão, ligaria o trecho final até uma área próxima às instalações de manutenção do ferry-boat.

INTERESSE – O Governo do Estado publicou neste mês um novo aviso de Manifestação de Interesse, convocando empresas especializadas para a elaboração conjunta de novos estudos ambientais e do anteprojeto da Ponte de Guaratuba. O processo fica aberto até o próximo dia 23 de outubro.

Entre as exigências para participar do certame está a apresentação de uma relação de trabalhos similares já desenvolvidos. Os documentos devem ser entregues ao Departamento de Estrada de Rodagem (DER/PR), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística, que está à frente do processo.

A opção por contratar um consórcio de empresas único para a elaboração dos estudos ambientais e dos projetos de engenharia garante maior entrosamento entre as diferentes equipes. O objetivo é de obter a melhor solução, tanto do ponto de vista ambiental, quanto técnico e econômico.

O secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, diz que a construção da ponte na baía de Guaratuba é um importante marco para a modernização do Litoral paranaense. “Há décadas se discutia a construção da ponte, mas só agora estamos conseguindo avançar com esse empreendimento”, destacou.

VAZAMENTO – Na última quinta-feira, uma mancha, aparentemente de óleo diesel, foi vista na Baía de Guaratuba. Técnicos do Instituto Água e Terra (IAT) vistoriaram o local e informaram que o produto foi dispersado pela maré e que o incidente não ocasionou a mortandade de peixes e impactos significativos. Casos como este, contudo, podem apresentar maior gravidade.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

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