SP: Itesp apoia a produção de alimentos orgânicos na comunidade quilombola Cafundó

SP: Itesp apoia a produção de alimentos orgânicos na comunidade quilombola Cafundó

Comunidade é uma das 36 identificadas e reconhecidas pelo Governo de SP e que recebe assistência técnica e extensão rural.

A comunidade Quilombola Cafundó, que atualmente conta com 32 famílias e 104 pessoas, localizada no município de Salto de Pirapora, na região de Sorocaba, está ganhando destaque pela produção de alimentos orgânicos. A comunidade é uma das 36 identificadas e reconhecidas pelo Governo de São Paulo e que recebe assistência técnica e extensão rural da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), órgão vinculado à Secretaria da Justiça e Cidadania.

Os alimentos orgânicos são aqueles cultivados de maneira sustentável mediante a agricultura biológica (ou orgânica). Esse sistema não utiliza agrotóxicos, adubos químicos, aditivos sintéticos, antibióticos, hormônios, nem técnicas de engenharia alimentar. Em outras palavras, os alimentos orgânicos são aqueles que estão isentos de produtos químicos e insumos artificiais.

Os agricultores, através da OCS (Organismo de Controle Social) “Curima no Turivimba”, que neste momento conta com a participação de 12 agricultores orgânicos, comercializam os alimentos produzidos na comunidade e entregam para consumidores das cidades do entorno, mercados institucionais, empresas do ramo alimentício e para o Instituto Terra Viva, responsável pela logística para as vendas ao Instituto Chão, que comercializa orgânicos em São Paulo.

Demanda

Segundo o diretor-adjunto de Políticas de Desenvolvimento da Fundação Itesp, Ivan Cintra Lima, nos últimos meses os agricultores notaram um significativo aumento da demanda por alimentos orgânicos, principalmente em grandes centros urbanos, o que impulsionou a venda de cestas com legumes, verduras, frutas e ervas aromáticas, entregues semanalmente a consumidores de Sorocaba e região.

“Percebe-se também um crescente interesse de moradores da comunidade em trabalhar com a agricultura orgânica como fonte de renda e autonomia, com o aumento do número de agricultores integrantes da OCS. Vale ressaltar a considerável participação das mulheres da comunidade, que são maioria dos integrantes da OCS, e de jovens filhos dos agricultores, garantindo assim a sucessão, a preocupação com o meio ambiente e com bem-estar social da comunidade”, disse.

Reconhecimento orgânico

Para o reconhecimento dos alimentos orgânicos produzidos pela OCS, a Superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de São Paulo – MAPA, órgão responsável pelo credenciamento das OCS’s no Estado de São Paulo, exige o cumprimento de alguns requisitos como reuniões e visitas periódicas entre os agricultores para assegurar a rastreabilidade e qualidade dos alimentos orgânicos, através do controle social e do cumprimento da legislação do sistema orgânico de produção regulamentado pelo MAPA.

A Fundação Itesp oferece apoio na estruturação da OCS, na articulação, logística, vendas institucionais e suporte técnico na produção.

Produtora em destaque

Um dos destaques na comunidade Cafundó é a produtora rural Lucimara Rosa de Aguiar. Ela participou da comercialização de cestas básicas do Governo de SP, conduzida pela Fundação Itesp, que doou 10 mil cestas básicas para atendimento à população em estado de vulnerabilidade social em função da pandemia.

Ela produziu e distribuiu 198 cestas com hortaliças e frutas orgânicas para a Comunidade Indígena de Tapiraí, para o Centro de Integração da Cidadania (CIC) de Bom Jesus de Pirapora, para comunidades Ciganas de Sorocaba e Itapetininga, e para os quilombos Brotas, em Itatiba, e Do Carmo, em São Roque.

Comunidade Cafundó

O quilombo do Cafundó, em Salto de Pirapora, é um território formado por descendentes de homens e mulheres escravizados num dado período de nossa história. A comunidade foi reconhecida pelo Governo do Estado, por meio da Fundação Itesp, em 1999, hoje conta com 32 famílias e 104 pessoas.

O trabalho na terra e pela terra, além do dialeto africano, ainda falado entre os seus, são algumas das peculiaridades desta comunidade. Hoje, a agricultura é trabalhada de forma dinâmica na comunidade que já recebeu a certificação orgânica de seus produtos que estão nas escolas, nas feiras e nos mercados.

Com o reconhecimento, a comunidade passou a contar com a assistência técnica e extensão rural da Fundação Itesp, aplicada por um corpo técnico multidisciplinar que identifica os pontos fortes, fomenta o desenvolvimento a partir das inclinações e habilidades naturais e os anseios daqueles que compõe o território.

Fonte: Governo de São Paulo

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