Pesquisa do IBGE mostra aumento da obesidade entre adultos

Pesquisa do IBGE mostra aumento da obesidade entre adultos

A proporção de obesos na população com 20 anos ou mais de idade mais que dobrou no país entre 2003 e 2019, passando de 12,2% para 26,8%. Nesse período, a obesidade feminina subiu de 14,5% para 30,2% , enquanto a obesidade masculina passou de 9,6% para 22,8%.

Os dados são do segundo volume da Pesquisa Nacional de Saúde 2019, divulgada nesta quarta-feira (21), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A amostragem da pesquisa envolveu 108 mil domicílios no Brasil.

Outro dado mostra que, em 2019, uma em cada quatro pessoas de 18 anos ou mais anos de idade no Brasil estava obesa, o equivalente a 41 milhões de pessoas. Já o excesso de peso atingia 60,3% da população de 18 anos ou mais de idade, o que corresponde a 96 milhões de pessoas, sendo 62,6% das mulheres e 57,5% dos homens.

A prevalência de excesso de peso aumenta com a idade e ultrapassa os 50% na faixa etária de 25 a 39 anos de idades. Nessa faixa de idades, a proporção de sobrepeso é um pouco mais elevada no sexo masculino (58,3%) do que no feminino (57,0%). No entanto, nos demais grupos etários, os percentuais de excesso de peso eram maiores entre as mulheres.

É considerado como excesso de peso o índice de massa corporal (IMC) maior do que 25. A pessoa obesa tem IMC maior do que 30. O IMC é calculado pelo peso em quilograma dividido pelo quadrado da altura em metro.

De acordo com a responsável pela pesquisa, a técnica do IBGE, Flávia Vinhaes, para melhorar esse cenário, é preciso ampliar as políticas voltadas para a prevenção e combate à obesidade. “Faltam políticas públicas estruturadas de combate à obesidade e ao excesso de peso, como o incentivo à ingestão de alimentos saudáveis e à prática esportiva”, avaliou.

Desnutrição

Em relação a prevalência de déficit de peso em adultos com 18 ou mais anos de idade, a taxa foi de 1,6%, sendo 1,7% para homens e 1,5% para mulheres. O valor ficou bem abaixo do limite de 5% fixado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como indicativo de exposição da população adulta à desnutrição.

Atendimento na atenção primária

Pela primeira vez, os estudos trazem informações sobre a Atenção Primária em Saúde e visitas de agentes de saúde aos domicílios. Segundo a pesquisa, em 2019, 17,3 milhões de pessoas procuraram algum serviço da atenção primária à saúde. Desse total, 69,9% eram mulheres, 60,9% das pessoas eram pretas ou pardas, 65,0% tinham cônjuges, e 35,8% tinha idade entre 40 e 59 anos.

Outro dado revela que 94,4% das pessoas entrevistadas não tinham plano de saúde. Os dados mostram ainda que 53,8% dos usuários da atenção primária não tinham um trabalho, sendo que 64,7% tinham renda domiciliar per capita inferior a um salário mínimo e 32,3%, inseriam-se na faixa de 1 a 3 salários mínimos.

Qualidade da Atenção Primária

Por meio de um questionário aplicado aos moradores com 18 anos ou mais de idade que tiveram pelo menos dois atendimentos com o mesmo médico em Unidades Básicas de Saúde ou Unidades de Saúde da Família, foram verificadas informações sobre a Atenção Primária em Saúde.

Os questionários receberam valores que foram usados para calcular o escore geral da Atenção Primária em Saúde que varia de 0 a 10. O escore geral obtido na pesquisa no Brasil foi de 5,9, determinando a qualidade no atendimento. Foi estipulado que um escore igual ou superior a 6,6 aponta excelente qualidade de atenção primária à saúde. 

Os homens pontuaram a atenção primária em saúde com 5,9 e as mulheres com 5,8. Na faixa etária de 18 a 39 anos, o escore ficou em 5,6. Entre as pessoas com 60 anos ou mais de idade, em 6,1. Já as pessoas que não trabalham pontuaram 5,9 e as ocupadas, 5,8.

Segundo a responsável pela pesquisa, Flávia Vinhaes ainda não há parâmetros para definir se o resultado é positivo. “Como é a primeira vez que o IBGE faz esse tipo de avaliação, a gente ainda não tem uma forma de avaliar se houve evolução ou não nessa pontuação. A gente, agora está trabalhando numa linha de base que é esse 5,9”, explicou.

Fonte Gov.br

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