Trava a Língua e Controla a Mente

Trava a Língua e Controla a Mente

“Numa agência de checagem tinha sete checadorezinhos. Quem deschecadorizar os checadores bom deschecadorizador será.”

A normatização de agências de checagem (fact-checkings) no debate público nada mais é do que a imposição da narrativa totalitária no discurso contraditório.

Tal como uma interrupção abrupta no discurso de alguém, na prática, os checadores agem apenas para enxertar argumentos opostos no discurso alheio sem a permissão do autor da postagem, descredibilizando e interrompendo qualquer narrativa contrária àquela preferida pelas big techs que, por sua vez, se beneficiam de alguma maneira com esses enxertos.

Um perfil nas redes sociais era antes um espaço libertário sob o domínio retórico e ideológico do seu produtor de conteúdo. Agora, com a atuação das agências de checagem, se tornou mera caixa de ressonância para narrativas totalitárias, onde até mesmo o contraditório serve como reforço da narrativa produzida no jornalismo mainstream.

Longe de uma análise dialética da realidade, a prática da checagem de fatos serve apenas para suprimir o contraditório e oficializar o totalitarismo narrativo.

É, meus caros… Foi-se a época da internet livre. Caem os checadores ou, pouco a pouco, retira-se o megafone da mão dos opositores.

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