Paraná: Queda do consumo e ações emergenciais mantêm abastecimento na RMC

Paraná: Queda do consumo e ações emergenciais mantêm abastecimento na RMC
Levantamento do Simepar apontou que nove cidades, de quase todas as regiões do Estado, tiveram chuvas bem abaixo da média histórica entre os meses de junho de 2019 a março de 2020. Redução média na precipitação foi de 33% nos municípios pesquisados. 08/04/2020 - Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Sanepar agradece empenho da população e alerta para a importância de manter a economia. Cálculos mostram que, sem as medidas adotadas, o sistema entraria em colapso em 29 de novembro, quando os níveis das barragens estariam em torno de 7% e não haveria mais água disponível para o abastecimento público.

Consumidores residenciais da Região Metropolitana de Curitiba reduziram em 20% o consumo de água. A Meta20 – a campanha lançada com esse objetivo – foi atingida em outubro, segundo levantamento da Sanepar. A combinação dessa economia com o rodízio e as captações emergenciais de água permite que a companhia mantenha o abastecimento. Nesta quarta-feira (11) a crise hídrica chegou ao seu pior cenário, com 26,7% de reservação, o mais baixo da história de medição das barragens que compõem o Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana.

A Sanepar também fez uma projeção de como estariam os níveis das barragens sem as ações mitigatórias de rodízio, captações emergenciais e a Meta20. Os cálculos mostram que, sem essas medidas, o sistema entraria em colapso no dia 29 de novembro. Ou seja, a partir dessa data, não haveria mais água disponível para o abastecimento público. Nesta quarta, os níveis que estão em 26,7% estariam em torno de 7%.

“Por isso, agradecemos a colaboração da população que tem compreendido a situação e atendido o nosso apelo, e pedimos que mantenham essa receita do uso racional da água. O rodízio e a Meta20 requerem empenho de todos e são essas ações que vão garantir abastecimento a todos de forma igualitária”, afirma o diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile.

A campanha Meta20 foi lançada em agosto, quando foi alterado o modelo de rodízio para 36 horas de fornecimento de água por 36 horas sem água devido à tendência de queda mais acentuada dos níveis das barragens. Se os níveis de reservação caírem para 25%, a Sanepar poderá implantar modelo mais rígido de 24 horas com água e 48 horas sem água.

O Paraná passou a integrar em agosto o Monitor da Seca, criado devido à estiagem severa do Nordeste do País em 2012. Dados do observatório mostram que 62% do território paranaense estão afetados pela seca e 8%, incluindo a Região Metropolitana de Curitiba, enquadram-se em seca severa.

Dados meteorológicos preveem o prolongamento da estiagem, com chuvas abaixo da média, até o primeiro trimestre de 2021. “Nossos reservatórios dependem essencialmente das chuvas para que seus níveis voltem à normalidade. E isso reforça a importância da colaboração de todos”, destaca o presidente.

Além do rodízio, a Sanepar implementou ações de captações de água em cavas e pedreiras e transposição de rios para incrementar o volume de água das barragens.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

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