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Porque a Anvisa não possui testes clínicos da Auto-Hemoterapia para o tratamento da covid-19 e outras doenças?

A auto-hemoterapia é uma técnica terapêutica simples usada em diversos países desenvolvidos para o tratamento de várias doenças. Por tratar-se de um tratamento que requer apenas o uso do sangue do paciente, em que a mesma não é viável na relação custo-benefício a auto-hemoterapia tornou-se uma técnica proibida no Brasil.

Na web da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, foi descartado rapidamente em abril de 2020 o uso do procedimento para o tratamento da covid-19 por motivos do qual simplesmente alega que esta técnica não possui evidências científicas obtidas por meio de pesquisas e estudos clínicos.

Conheça a História da Autohemoterapia

A autohemoterapia foi definida como um método terapêutico em 1912 pelo médico francês Paul Revaut. Em 1913 ele descreveu sua técnica e indicações pela primeira vez em seu importante artigo, publicado nos Anais da Dermatologia e da Sífiliografia, intitulado “Ensaio sobre autohemoterapia em algumas dermatoses”. Ele também usou autohemoterapia no tratamento de febre tifoide, asma, urticária e estados anafiláticos.

Em outubro de 1924, o médico português Alberto Carlos David concluiu seu doutorado na Faculdade de Medicina do Porto, no qual afirmou que sua tese – A AUTO-HEMOTERAPIA EM DERMATOSES – surgiu do conhecimento de curas brilhantes obtidas na furunculose pela auto-hemoterapia. Clique aqui

Em 1938 já se sabia que a autohemoterapia tinha a capacidade de combater infecções e o médico francês Gaston de Lyon usou a autohemoterapia para evitar a amputação de membros infectados.

Em 1940, o Dr. Jesse Texeira publicou um artigo no American Journal of Surgery sobre o uso da Autohemoterapia em 300 de seus casos cirúrgicos. Nos casos em que ele usou a terapia houve uma taxa de 0% de infecções pulmonares pós-operatórias. Em seu grupo controle onde o ar-de-pálpia não foi aplicado havia uma taxa de 20% de infecções pulmonares pós-operatórias. Isso foi em um momento da história em que o éter de diethyl estava sendo usado como anestésico. O éter causa irritação das membranas mucosas nos pulmões que, por sua vez, podem causar infecção.

Na década de 1940, antibióticos como a penicilina estavam em pleno uso e a autohemoterapia estava perdendo seu apelo com a introdução de novos medicamentos antimicrobianos.

No Brasil, já em 1943, o Dr. Luiz Moura e seu pai Dr. Pedro Moura trataram muitos de seus pacientes com Autohemoterapia.

Em 1976, o Dr. Luiz Moura começou a usar a Autohemoterapia de uma forma muito maior. Ele tratou seus pacientes para muitas doenças como Lúpus, Myasthenias, Artrite Rematóide, Alergias, Asma, Acne, Rinite, Escleroderma. Ele também o usou para medidas preventivas, como evitar acidentes vasculares cerebrais e cardíacos e prevenção do câncer. Ele alegou que não havia limite para seu uso e poderia ser usado para toda a vida. Dr. Luiz Moura foi proibido de exercer medicina em 2007 pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro por sua prática de Autohemoterapia. Ele morreu em 2016. Transcrição do DVD com a entrevista do Dr. Luiz Moura sobre Auto-hemoterapia, Clique Aqui

No Brasil, está implícito que a Autohemoterapia é proibida e não há interesse da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ou do Conselho de Medicina para esclarecer que a auto-hemoterapia não é legalmente proibida, uma vez que não há lei que a cite como atividade prejudicial à sociedade. Ao não esclarecer a lei e dizer que há falta de evidance científica de sua eficácia, criou uma demanda reprimida para o uso contínuo da terapia. Devido à sua relação custo-benefício e sua eficácia satisfatória, a AHT tornou-se um tratamento de escolha para pacientes com doenças crônicas-degenerativas, especialmente doenças autoimunes que têm pouca ou nenhuma melhora em seus ambientes clínicos com métodos tradicionais que são caros e podem causar sérios efeitos adversos. Essas pessoas reivindicam o direito de realizar o AHT ao mesmo tempo que os profissionais de saúde que acreditam nesse método de tratamento.

Outros países que praticam autohemoterapia além do Brasil são principalmente França, Alemanha, Portugal, México, Rússia, Argentina, Estados Unidos, Bélgica, Itália, Suíça, Angola, Cabo Verde, Austrália, Bulgária, Japão e Reino Unido.

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Paulo Fernando De Barros

Colunista e editor para a Noruega em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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