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RJ: Polícia Civil e Procon deflagram ação contra lojas que vendem kit gás ilegal

A Polícia Civil e o Procon Estadual desencadearam nesta quinta-feira (28/01) a Operação Conversão, que tem o objetivo de desarticular uma quadrilha que faz instalação irregular de equipamentos de gás natural veicular (GNV). A ação foi desencadeada pela Delegacia de Defraudações (DDEF), com apoio das delegacias especializadas. O bando utiliza documentação falsa e empresas em nome de laranjas para realizar o serviço e atua em diversos estados. Alguns proprietários de empresas laranjas, segundo investigações, recebiam percentuais pelas vendas sem declarar impostos.

Até o momento, seis pessoas foram presas, e dez estabelecimentos, interditados.

Na ação desta quinta-feira, policiais cumprem mandados de prisão e busca e apreensão na Zona Oeste da capital e Baixada Fluminense. As investigações apontam que muitas dessas empresas são controladas por milicianos. Esse grupo, ainda segundo a polícia, ameaça os responsáveis pela fiscalização. 

Ao todo foram quatro meses de investigação. Policiais descobriram que os equipamentos de gás eram instalados de forma irregular e não apresentavam itens de segurança, expondo, dessa forma, os consumidores a risco. Há relatos de que automóveis explodiram devido ao vazamento e má instalação de gás.

Denúncias feitas ao Procon

As denúncias recebidas pelo Procon-RJ informaram que os estabelecimentos não possuem CRI – Certificado de Registro de Instalador – emitido pelo Inmetro, que permite realizar a instalação, conversão e manutenção do equipamento de GNV. Além disso, relatam que os cilindros usados na instalação seriam oriundos de veículos furtados, roubados ou incendiados, que não possuem nota fiscal de origem, nem inspeção de segurança.

O presidente do Procon-RJ, Cássio Coelho, fez uma advertência:

– O consumidor precisa se atentar ao contratar a instalação do kit gás em seu veículo e consultar se a empresa é credenciada pelo Inmetro para realizar a instalação. Deve escolher um instalador registrado que possua CRI ativo e sempre solicitar a nota fiscal do serviço e dos componentes do GNV. Se possível, preferir cilindros novos, pois assim o comprador terá certeza que o equipamento foi aprovado em testes e não apresentam riscos de terem sofrido sinistros.

Fonte: Governo do Rio de Janeiro

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Wesley Lima

Colunista associada para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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