Agricultura

Capim Marandu pode aumentar renda do produtor

Com um trabalho sobre o capim marandu (Brachiaria brizantha), conhecido  popularmente como braquiára ou braquiarão, e sua versatilidade em sistemas de produção integrados, Fagner Júnior Gomes foi agraciado com o Prêmio CAPES de Tese 2020, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A pesquisa, inédita no País, conseguiu estabelecer uma medida de adaptabilidade e versatilidade da planta, a pastagem mais usada em terras brasileiras, em um sistema silvipastoril – que integra pasto e floresta – na região Norte do Brasil.

Vencedor na categoria Zootecnia e Recursos Pesqueiros, o estudante estabeleceu, em sua tese, os parâmetros de um modelo que simula o crescimento do capim, continuamente pastejado por bovinos e com vários níveis de sombreamento por eucalipto. Além disso, ele apresentou a relação de influência do microclima, criado pelo sombreamento em diversos níveis, com as respostas da forrageira. Dentro deste sistema silvipastoril, que combina a criação de gado com o cultivo de árvores nativas ou cultivadas, pode-se produzir carne e madeira, tendo como consequência o aumento da renda do produtor rural.

“Na minha pesquisa, conseguimos explicar que, com o manejo adequado, podemos obter resultados equivalentes no cultivo do marandu tanto no sistema tradicional de pasto solteiro quanto no sistema silvipastoril”, ponderou o pesquisador. Ele observa que a modalidade que integra pasto e floresta permite ainda a  redução nos custos de produção. Isto se dá por causa da ocupação permanente do pasto, sem necessidade de replantio, além de gerar uma nova renda para o produtor com a futura venda da madeira das árvores. “Multiplica-se a renda, promove-se o conforto animal e aumenta-se a sustentabilidade na produção de alimentos e fibra.  E nós explicamos o fundamento biológico desse processo”, declarou.

A tese foi desenvolvida no programa de pós-graduação em Ciência Animal e Pastagens, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Os resultados foram publicados em três revistas internacionais na área de Ciências Agrárias:  European Journal of Agronomy,  Agricultural Systems e Grass and Forage Science.

As gramíneas forrageiras do gênero Brachiaria são as mais usadas para alimentação de bovinos no Brasil. Elas ocupam, aproximadamente, 85% das áreas de pastagens cultivadas. Deste total, o capim marandu ocupa 50%, sendo considerado como excelente opção para formação de pastos nos biomas do Norte do país.  

“Sinceramente, foi uma grande alegria receber o prêmio porque estávamos concorrendo com excelentes trabalhos de todos os cursos de pós-graduação na área de Zootecnia e Recursos Pesqueiros do Brasil, e dentre esses cursos, com muitas outras subáreas da Zootecnia, como biotecnologia, melhoramento genético, e nutrição animal, que são muito fortes na pesquisa”, afirma Fagner.

Brasília – Redação CCS/CAPES)
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Imagem destacada: Pixabay

Fonte: gov.br/capes

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Joice Maria Ferreira

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre as atualidades sócio-políticas e econômicas da região.
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