Tecnologia

LZ 127 Zeppelin

Continuando a série: “50 Máquinas que mudaram o rumo da história”, vamos falar do dirigível LZ 127 Zeppelin.

Vamos entender o que é dirigível

Ele é mais leve que um avião e para flutuar na atmosfera ele precisa de gás. Possui um motor propulsor e um leme, eis a razão do nome dirigível, pois podem ser dirigidos.

Alguns dirigíveis têm estrutura rígida e outros não. Os de estrutura rígida são para suportar a forma específica da aeronave. Os que não são rígidos dependem do gás para manter sua forma.

O gás que preenche a parte principal do dirigível, é mais leve que o ar. Atualmente o hélio é o gás mais usado. Até a década de 1930, o gás mais usado era o hidrogênio (14 vezes menos denso que o ar), que é muito leve, mas altamente inflamável.

Os compartimentos menores da aeronave são preenchidos com ar normal. Uma cabine, ou gôndola, na parte inferior, leva a tripulação e os passageiros.

Para voar, um dirigível depende de vários fatores. O gás faz a nave levantar voo, os motores a propulsionam e o piloto utiliza o leme para dar direção a ela. O piloto pode fazer a nave subir ou descer ao controlar a quantidade de ar nos compartimentos menores.

Um pouco da história dos enormes balões dirigíveis

No ano de 1782, os irmãos Montgolfier, Joseph-Michel (1740 – 1810) e Jacques-Étienne (1745 – 1799), montaram o primeiro balão destinado ao voo, era um artefato constituído por um grande invólucro de seda, o qual possuía uma abertura em sua parte inferior.

Também no ano de 1782, Jacques Charles (1746 – 1823) usou hidrogênio para encher um balão que projetou e voou a uma distância de 25 Km entre Paris e uma pequena cidade dos arredores.

No ano de 1804, Joseph Gay-Lussac (1778 – 1850) alcançou a altitude de 7 Km.

O primeiro dirigível que foi impulsionado por hélices levantou voo na França em 1852, com motor a vapor, foi inventado por Henri Giffard (1825 – 1882).

Em 1898, o brasileiro Alberto Santos Dumont (1873 – 1932) havia construído em Paris o primeiro dirigível com motor a explosão, o N° 1. Dois anos depois, 1901, Santos Dumont conquistou o Prêmio Deutsch por dar a volta na Torre Eiffel a bordo de um dirigível, em tempo recorde.

O famoso zeppelin, também um dirigível rígido, foi projetado pelo conde alemão Ferdinand Von Zeppelin (1838 – 1917) em 1900.

Ferdinand Von Zeppelin propôs que várias aeronaves fossem ligadas uma a outra em um “trem aéreo”, mas essa ideia nunca foi testada.

No início do século XX surgiram balões destinados ao transporte de passageiros: os grandes Zeppelins, competindo com os mais luxuosos transatlânticos, um destes balões é o LZ 127 Graf Zeppelin.

O LZ 127 Graf Zeppelin e sua volta ao mundo

O LZ 127 Graf Zeppelin foi o aprimoramento do projeto de Ferdinand Von Zeppelin por Ludwin Dür (1878 – 1956). Foi o dirigível que mais destacou em termos de voos realizados e segurança de passageiros e podia chegar a 128 km/h.

Em 1929, o LZ 127 Graf Zeppelin deu a volta ao mundo com um tempo de voo de 12 dias, 12 horas e 13 minutos, e um tempo total de viagens de 21 dias, 5 horas e 31 minutos. Com paradas nas cidades de Friedrichshafen, na Alemanha, Tóquio, no Japão e Los Angeles, na California.

Antes de voltar ao seu ponto de partida em Lakehurst em Nova Jérsei, a viagem rendeu ao seu capitão e diretor da empresa Luftschiffbau Zeppelin a distinção de “Magellan dos Ares” e fama internacional. A viagem foi patrocinada pelo magnata da imprensa William Randolf Hearst (1863 – 1951) e garantiu a sobrevivência da Luftschiffbau Zeppelin.

O fim dos Zeppelins

Os Zeppelins eram dependentes do hidrogênio, o hélio era uma alternativa, por ser um gás inerte e seguro e não ser inflamável como o hidrogênio. Mas na década de 30 as reservas mundiais de hélio eram controladas pelos Estados Unidos, que em 1938 impôs um embargo a Alemanha, tornando impossível os voos transatlânticos entre a Alemanha e os Estados Unidos.

O LZ 127 Graf Zeppelin havia voado por nove anos e completado milhares de voos de passageiros sem nenhum incidente.

Em 1937, o LZ 129 Hindenburg, movido gás hidrogênio, explodiu e provocou um incêndio de grandes proporções.

Mas a verdadeira razão pelo desaparecimento dos Zeppelins não foi apenas por uma questão de segurança e sim pela chegada dos Nazistas ao poder na Alemanha em 1933. Para eles os dirigíveis eram muito vulneráveis para serem usados como armas de guerra e como e por isso eles tinham pouco interesse em desenvolver dirigíveis.

Referências Bibliográficas
CHALINA, Eric. 50 Máquinas que mudaram o Rumo da História. Tradução de Fabiano Morais. Rio de Janeiro. Sextante. 2014. 
Dirigível. Britannica Escola. Acesso em 13 de fev. de 2021.
História dos Balões Dirigíveis. Mundo Educação. Acesso em 13 de fev. de 2021.
O dirigível a vapor de Henri Giffard durante o voo de 24 de setembro de 1852 sobre Paris. ResearchGate. Acesso em 13 de fev. de 2021.

Sua assinatura não só fornecerá notícias precisas, mas também contribuirá para o crescimento do bom jornalismo que ajudará a salvaguardar nossas liberdades e democracia para as gerações futuras.

Torne-se um assinante Prêmio e obtenha 25% de desconto acesse o link abaixo ou escaneie o QRcode abaixo e obtenha o desconto promocional.

LINK ASSINATURA ANUAL PAGAMENTO ÚNICO

Obrigado pelo apoio!

Print Friendly, PDF & Email

Joabson João

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades sócio-políticas e econômicas da região.
Botão Voltar ao topo