Opinião

Preto, para a esquerda brasileira, é só número

Se o caro leitor achar que tal título é racista, negrofóbico, genocida, fascista ou outro desses “Minimismos” usados para tentar impor ao povo brasileiro um ar de “tadinho” aos pretos. Vamos analisar.

Afrodescendente é todo aquele que possui descendência vinda da África? Então isso é uma imbecilidade completa, pois, os primeiros povos pré-históricos vieram da África, então o mundo é afrodescendente. Tá bom… vamos deixar passar essa.

“O preto é um pobre coitado que foi escravizado pelos brancos e oprimidos no novo mundo como escravos”. Pííííííí. Mais uma incoerência histórica! A Bíblia, que é muito mais velha que as Grandes Navegações, relata a escravização dos hebreus pelos egípcios, que são africanos e preto. Então temos de defender o sentimento de coitadinho de nossos irmãos judeus, que foram escravizados por vários povos e até hoje sofrem Bullying político na região. Ok, não convenceu ainda? Vamos para outra vertente, ainda sobre escravidão.

Quem escravizava quem na África? Brancos escravizavam pretos? Mas lá não tinham apenas pretos? Entãoooooo… o preto já escravizava o preto na África, e os pretos que vinham para a América, queriam voltar para a África para que? Ser escravizado de novo? Visto que tal situação era uma consequência do mais forte sobre o mais fraco. As tribos de pretos mais fortes venciam os mais fracos e ao derrotá-los, os escravizavam e trocavam esses escravos com traficantes brancos, em troca de… Dólares? Euros? Não… Em troca de quinquilharias como aguardente, ferramentas de metal etc.

Porque toda essa volta, porque a esquerda lacradora do Brasil, tenta a todo custo criar uma narrativa imbecil de “preto coitadinho”, foi retirado de sua terra, trazido pelo mar, em navios sub-humanos, e por isso devem ser agraciados com Cotas, privilégios, vantagens e ainda a pecha de… Tadinhos oprimidos.

Daí, em 22 de agosto de 1988, é criada a Fundação Cultural Palmares (FCP), a primeira instituição pública voltada para promoção e preservação dos valores culturais, históricos, sociais e econômicos decorrentes da influência negra na formação da sociedade brasileira, entidade vinculada ao Ministério da Cidadania. Retiro do próprio site da Palmares a informação abaixo:

“Ademais, a FCP é referência na promoção, fomento e preservação das manifestações culturais negras e no apoio e difusão da Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da História da África e Afro-Brasileira nas escolas. A Fundação Palmares já distribuiu publicações que promovem, discutem e incentivam a preservação da cultura afro-brasileira e auxiliam professores e escolas na aplicação da Lei.

  • Comprometimento com o combate ao racismo, a promoção da igualdade, a valorização, difusão e preservação da cultura dos pretos;
    • Cidadania no exercício dos direitos e garantias individuais e coletivas da população negra em suas manifestações culturais;
    • Diversidade no reconhecimento e respeito às identidades culturais do povo brasileiro.”

Vamos falar como professor? Onde estão os livros para ensino da História da África e Afro-Brasileira? Não existem livros didáticos, apenas alguns apêndices nos livros de história e isso se repete também na própria História do Brasil, que é mal ensinada, dando-se mais prioridades a História Mundial que a História Regional ou Nacional, o que a meu ver é um erro brutal, no sentido educacional. Mas no sentido doutrinário, é maravilhoso para ensinar do jeito marxista cultural e gramscista, as “grandes Revoluções Comunistas do mundo”, China, Rússia, Cuba etc.

Não vejo interesse em divulgar a cultura africana no Brasil, a não ser a cultura do “Tadismo dos pretos”, ou seja, que o preto é um “tadinho” na sociedade.

Como Historiador eu renego totalmente essa visão minimalista e hipócrita. Se querem dar valor ao preto? Simples, dê educação de qualidade a eles, não cotas, pois, ao dar cotas, formamos uma casta de encostados e não de pensadores, mas, esta é a ideia política da coisa.

Como Jornalista, bom, basta ler a matéria toda.

Porém, o mais revoltante de tudo, e voltado a essa grande fundação, hoje nas mãos de um “Preto de Valor” que realmente quer expor ao Brasil aquilo para o qual a FCP foi criada, como citado em seu próprio site – http://www.palmares.gov.br/ – “promoção e preservação dos valores culturais, históricos, sociais e econômicos decorrentes da influência dos pretos na formação da sociedade brasileira”, porém, um fato que começo a analisar a partir de agora me leva ao título da matéria.

Vem a pergunta de Um Milhão de barras de ouro; onde? Políticos e malandros criminosos geram o tipo de ação oriunda da FCP? Por que da pergunta? Simples. Foi criada uma portaria onde, de certa forma, disciplinava uma das ferramentas que, a meu ver, e algo de grande significado na FCP – Lista de Personalidades de pretos.

Nesta lista, antes da atual gestão, constavam nomes de grande importância da música, cultura, esporte, ciências e política até internacional. Mas, vem aí a nossa grande crítica, de personalidades da política vivos? E vamos fazer um exercício comparativo: a uns 20 anos atrás, alguém poderia criminalizar o ex-governador do Rio, Sergio Cabral? Não, mas, no decorrer de sua vida acabou chegando aos escândalos que hoje o país conhece. Então por que pessoas vivas deveriam estar nessa lista?

Pessoas vivas são passivas de erros graves, e lembremos que uma das “homenageadas” na referida lista é talvez a única ex-ocupante da cadeira do Governo do Rio de Janeiro que não viu o passarinho cantar, por trás das grades. Algo que ronda uma grande parcela de nosso “estimados políticos.” Não entrando, com relação ao mérito de se é boa política ou não, assim como a sazonal Ex-ministra, Ex-candidata, que sempre aparece apenas nas épocas de eleição, eu até relevava, meio revoltado, o retorno de seus nomes a tal lista, mas claro que a memória dos grandes que estão lá acabariam diminuídas pois, comparar nossas duas políticas com Aleijadinho, João Cândido, André Rebouças, Luiz Gama e Luiz Paulo Costa, sem contar Dona Ivone Lara, Mãe Menininha, Ruth de Souza, é no mínimo brincadeira.

Porém, indago? Por que estas duas figuras públicas, foi imposto voltar a constar na referida lista por uma ordem judicial? E aí volto a indagar? Então por que não a exigência de trazer de volta: Paulo Paim, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Martinho da Vila, Sandra de Sá e outros? Estes não representam os pretos, apenas Marina e Benedita? Essa é uma pergunta que fica para a autoridade jurídica que fez tal decisão ocorrer.

Porém, em se relevando as figuras, nem um pouco expressivas, a nível de valores culturais, históricos, sociais e econômicos das duas citadas acima, vem a maior das vergonhas possíveis. Querer colocar figuras de importância para tais aspectos, acima já citados, como Pixinguinha, Simonal, João do Pulo, Mussum, Luiz Melodia, José do Patrocínio, Ganga Zumba, e outros (Bem, o último da lista oficial de personalidades, a meu ver, não se encaixa nestes perfis… Quem é? Vai lá conferir), juntos com MADAME SATÃ, uma das figuras mais controversas do Rio de Janeiro.

Retiramos da biografia que acompanha o tal personagem na página da Palmares (lembramos que tal biografia vem de tempos atras), algumas citações: “arquétipo da malandragem carioca”; “figura emblemática da vida noturna e marginal do Rio de Janeiro”; Em entrevista concedida ao jornal O Pasquim, no ano de 1971, justificou sua predileção por brigas com agentes da polícia: não tolerava o tratamento que davam às pessoas, principalmente quando eram consideradas suspeitas, tornando-se ainda mais violentos, como ainda hoje costumam ser, quando se tratavam de pobres, pretos e homossexuais, três identidades que Madame Satã acumulava. Somado a esses três marcadores identitários, o fato de ser analfabeto o limitou a subempregos e à vida marginal;

Retirando ainda do verbete da Wikipedia sobre o personagem a vida do transformista foi marcada por outros 29 processos – 3 homicídios, 13 agressões, 2 furtos, 3 desacatos, 4 resistências a prisão, 1 ultraje ao pudor e 1 porte de arma, entre outros. Nos processos os quais foi indiciado, João foi condenado em dez e ao longo de seus 76 passou 27 anos e oito meses preso,”

Como podemos aceitar que uma figura como esta, esteja fincada numa lista de personalidades que tiveram grande valor histórico para a população de pretos, brasileira e mundial (lembramos Martin Luther King que consta da referida lista). Essa atitude impensada e mal raciocinada com fins meramente politiqueiros do retorno dessas três personagens à lista de Personalidades Pretos da FCP, no caso das duas primeiras, vemos claramente a Jogada Política mandando na decisão. Mas, em tratando-se da terceira personalidade, é esbofetear, cuspir e pisar em cima da dignidade e valor de toda a raça preta brasileira, é colocar para todo preto que ele se iguala a criminosos, homossexuais transformistas, malandros, analfabetos, subempregados.

É um total absurdo o que foi feito com essa decisão, que deveria ser revisada e retirada totalmente dos anais jurídicos do Brasil, pois, como pardo que sou, logo, dentro da visão “mimimista política”, afrodescendente, comparar a mim e aos milhões de pretos, mulatos e pardos do Brasil, a Madame Satã? É, no mínimo, caso de polícia.

Print Friendly, PDF & Email

Luiz Gustavo Chrispino

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades sócio-políticas e econômicas da região.
Botão Voltar ao topo