Educação

Educação: da interrupção à recuperação

-UNESCO reúne organizações internacionais, sociedade civil e parceiros do setor privado em uma ampla coalizão para garantir a #AprendizagemNuncaPara.

O ensino de alta qualidade já está ao alcance de todos e em qualquer lugar. Educação de Ensino em Casa, Jardins de Infância e Escolas, com cursos educacionais pré escolar, ensino básico, fundamental e médio!, estes recursos educacionais visam ajudar pais, professores, escolas e administradores escolares a facilitar a aprendizagem dos alunos e fornecer assistência social e interação durante os períodos de fechamentos das escolas e além. clique para começar!.

Um ano após o início da pandemia COVID-19, quase metade dos alunos do mundo ainda estão sendo afetados pelo fechamento parcial ou total das escolas, e mais de 100 milhões de crianças adicionais cairão abaixo do nível mínimo de proficiência em leitura como resultado da crise de saúde. Priorizar a recuperação da educação é crucial para evitar uma catástrofe geracional, conforme destacado em uma reunião ministerial de alto nível  em março de 2021.

A UNESCO está apoiando os países em seus esforços para mitigar o impacto do fechamento de escolas, lidar com as perdas de aprendizagem e adaptar os sistemas de educação, especialmente para comunidades vulneráveis ​​e desfavorecidas. 

Para mobilizar e apoiar a continuidade do aprendizado, a UNESCO estabeleceu a  Coalizão de Educação Global,  que hoje conta com 160 membros trabalhando em torno de temas centrais.

Em um momento no qual 87% da população mundial de estudantes é impactada pelo fechamento de escolas devido à Covid-19, a UNESCO está lançando uma coalizão global de educação para apoiar os países a ampliar suas melhores práticas de aprendizagem a distância e atingir crianças e jovens em maior risco. 

Mais de 1,5 bilhão de estudantes em 165 países foram afetados pelo fechamento de escolas devido à Covid-19.

“Nós nunca antes havíamos testemunhado a interrupção educacional em uma escala como esta”, disse a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay. “A parceria é o único caminho a seguir. Esta Coalizão é um apelo para a ação coordenada e inovadora, para desbloquear soluções que não apenas darão suporte imediato a estudantes e professores, como também por meio do processo de recuperação com o principal foco na inclusão e na equidade”.

Desde o fechamento de escolas para conter a pandemia de Covid-19, os governos têm implementado soluções de educação a distância e lidado com a complexidade para oferecer educação de forma remota, desde o fornecimento de conteúdo e apoio a professores, até orientar as famílias e a enfrentar os desafios da conectividade. A equidade é a preocupação suprema, porque os fechamentos prejudicam de forma desproporcional os estudantes vulneráveis e desfavorecidos, que dependem das escolas para receber uma gama de serviços sociais, incluindo saúde e nutrição.

“Nós devemos agilizar as formas de compartilhar experiências e ajudar os mais vulneráveis, quer eles tenham acesso à internet ou não”, disse Angelina Jolie, enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, que fez parceria com a UNESCO no estabelecimento da Coalizão. 

A vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina Mohamed, expressou o pleno comprometimento da ONU com a Coalizão e alertou que “para milhões de crianças e jovens de origens desfavorecidas, o fechamento de escolas pode significar a perda de uma rede de segurança vital – de nutrição, proteção e apoio emocional”. Ela acrescentou que: “Este não é o momento para aprofundar as desigualdades. É tempo de investir no poder transformador da educação. Na medida em que entramos na década de ação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, nossa responsabilidade como uma comunidade global consiste em não deixar absolutamente ninguém para trás”. 

Os parceiros multilaterais, incluindo a Organização Internacional do Trabalho, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, a Organização Mundial da Saúde, o Programa Mundial de Alimentos e a União Internacional de Telecomunicações, bem como a Parceria Global para a Educação, a Education Cannot Wait, a Organização Internacional da Francofonia, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico e o Banco de Desenvolvimento Asiático se uniram à Coalizão, destacando a necessidade de apoio rápido e coordenado aos países, a fim de mitigar os impactos adversos do fechamento de escolas, em particular para os mais desfavorecidos.

O setor privado, incluindo, Microsoft, GSMA, Weidong, Google, Facebook, Zoom, KPMG e Coursera também se uniu à Coalizão, contribuindo com recursos e sua expertise em tecnologia, sobretudo em conectividade e no fortalecimento de capacidades. As empresas que usam dados educacionais e de estudantes se comprometeram a manter os padrões éticos. 

Organizações filantrópicas e sem fins lucrativos, como Khan Academy, Dubai Cares, Profuturo e Sesame Street também já fazem parte da Coalizão, e estão mobilizando seus recursos e serviços para apoiar escolas, professores, familiares e estudantes durante este período inédito de interrupção educacional.

As agências de mídia também estão convidadas a se unirem à Coalizão, como fez a BBC World Service, que se comprometeu a apoiar os jovens em isolamento em todo o mundo. A BBC irá produzir recomendações, histórias e materiais de educação midiática para ajudar os jovens isolados a compreender como o coronavírus pode afetá-los.

Com ênfase na equidade e na igualdade entre homens e mulheres, a Coalizão Global de Educação atenderá às necessidades específicas dos países, conforme previsto durante as reuniões de ministros da Educação convocadas pela UNESCO. A Coalizão se esforçará para atender às necessidades com soluções gratuitas e seguras, unindo parceiros para tratar dos desafios da conectividade e de conteúdos, entre outros. Irá fornecer ferramentas digitais e soluções de gestão da aprendizagem para colocar online recursos educacionais nacionais digitalizados, além de selecionar recursos para o ensino a distância e fortalecer a expertise técnica, ao usar uma combinação de abordagens tecnológicas e comunitárias, dependendo dos contextos locais. Em todas as intervenções, será dada atenção especial para garantir a segurança dos dados e a proteção da privacidade de estudantes e professores. 

Em especial, a Coalizão visa a:

  • ajudar os países na mobilização de recursos e na implementação de soluções inovadoras e adequadas ao contexto para fornecer educação a distância, utilizando abordagens de baixa e alta tecnologia, ou mesmo sem nenhuma tecnologia;
  • buscar soluções equitativas e acesso universal;
  • assegurar respostas coordenadas e evitar a duplicação de esforços;
  • facilitar o retorno de estudantes às escolas quando estas reabrirem, para evitar um aumento nas taxas de abandono. 

Contato para a imprensa: Clare O’Hagan, UNESCO Press Service, c.o-hagan@unesco.org, +33 01456 81729


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Paulo Fernando De Barros

Colunista e editor para a Noruega em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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