Educação

Habilidades socioemocionais são fundamentais para boa saúde mental, afirma pesquisadora

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Educadora defende que escolas e professores trabalhem para desenvolver tais habilidades dentro das escolas.

Quando, em 2017, o movimento de reforma da Base Nacional Comum Curricular incluiu as competências socioemocionais como parte dos conteúdos a serem trabalhados em sala de aula, não se imaginava que chegaríamos em 2021 atravessando uma pandemia que mudou a história da Educação, e ressaltou ainda mais a necessidade de se valorizar as tais habilidades socioemocionais, não apenas para ajudar no desenvolvimento dos alunos, mas também para garantir a saúde mental de crianças e jovens. 

De acordo com a pesquisadora e professora Adriana Fóz, a autogestão e o autoconhecimento fazem parte de todo aprendizado eficiente. Agora, com as consequências da própria pandemia, as emoções estão mais à flor da pele e sentimentos como raiva, medo e ansiedade acabaram por atingir em cheio não só adultos, como também crianças e adolescentes. “Conversar com nossos alunos sobre isso se faz muito mais necessário, já que os sentimentos impactam profundamente nossa vida e nosso aprendizado. Se antes, o espaço dentro da escola para tratar dessas questões era reduzido, ficaram claras as dificuldades emergentes dos aspectos emocionais e mentais da pandemia, fazendo com que percebêssemos que somos seres emocionais”, afirma Fóz. 

Para a educadora, que também atua na área da Neuropsicologia e Psicopedagogia, hoje, a neurociência mostra evidências muito robustas e já muito consolidadas de que as emoções têm influência decisiva no comportamento de todo e qualquer ser humano. “Percebe-se que os sentimentos são muito úteis para a nossa autorregulação e para todas as conquistas que realizamos. A emoção é como se fosse a conexão entre o cérebro e o corpo, e aprender a lidar com ela nos permite ter bem-estar físico, emocional e mental”, explica a especialista.

Ao analisar todo o contexto que deve garantir que esse tema seja amplamente trabalhado dentro das escolas, com boa aplicação e efeito na Educação, a pesquisadora destaca que a aprendizagem socioemocional é fundamental também na vida e no trabalho do professor. “Se ele não apresenta habilidades socioemocionais, se não tem essa competência, é mais difícil desenvolvê-las junto aos alunos. Ele não se torna um modelo para o estudante. O que também já sabemos é que o professor é um modelo muito importante para o aprendizado, tanto em termos socioemocionais, como em termos cognitivos”, ressalta. 

Como ensinar habilidades socioemocionais?

O primeiro passo está na formação dos profissionais da educação, segundo Adriana Fóz. “A formação continuada dos professores é muito importante, porque eles podem não só aperfeiçoar as habilidades em si próprios, mas também praticá-las para que sejam desenvolvidas nos alunos. Uma outra dica é que as escolas e pais precisam entender que não basta apenas uma aula de habilidades socioemocionais para que isso ocorra. Essas habilidades têm que fazer parte de todas as disciplinas, pois, seja em História, Física ou Matemática, há como criar situações em que a tomada de decisão responsável faz parte do aprendizado, em que a empatia é necessária e o autoconhecimento, importante”.

Fonte: Central Press


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Joice Maria Ferreira

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre as atualidades sócio-políticas e econômicas da região.
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