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Escola Agrícola Ladeirinhas desenvolve iniciativa pioneira de sistema agroflorestal e produção agroecológica

São 2,5hec de plantio sustentável e respeito ao meio ambiente, com técnicas que servirão de conhecimento e estudo.

A Escola Família Agrícola de Ladeirinhas (EFAL), localizada na zona rural do município de Japoatã e jurisdicionada à Diretoria Regional de Educação do Baixo São Francisco (DRE 6), está implantando um sistema pioneiro agroflorestal e de produção agroecológica em mais de 2,5 hectares no entorno da escola. A proposta do projeto em andamento é levar desenvolvimento rural sustentável por meio da sistematização e disseminação de conhecimentos, garantindo a sustentabilidade socioambiental e de inovações tecnológicas que promovam a resiliência do bioma às mudanças climáticas, envolvendo a comunidade e a Pedagogia da Alternância.

As atividades estão sendo desenvolvidas desde abril de  2020 e prosseguem até setembro de 2021, por quatro alunos bolsistas da EFAL, colaboradores envolvidos no projeto e professores das escolas que compõem o Programa Educativo de Sistemas Agroflorestais (SAFs) nas Escolas Famílias Agrícolas e Comunidades Rurais.

De acordo com Itamara de Paula Andrade Araújo, professora de Geografia da Escola Família Agrícola de Ladeirinhas “A”,  e que monitora o projeto desenvolvido em Sergipe, o Sistema Agroflorestal (SAF) consiste num modo de fazer agrícola em que se plantam alimentos, floresta, pomar, solidariedade, dignidade e respeito ao humano e a todo o meio ambiente. “A ideia que rege a atividade em um SAF é aprender com a natureza, copiar seus modelos e replicá-los, respeitando seus ciclos. É um fazer agrícola regenerativo que promove a recuperação e conservação de áreas degradadas”, ressaltou.

Ela ainda explica que o projeto utiliza uma variedade de sementes crioulas, que, ao longo do florestamento, futuramente servirão de abrigo e refúgio da fauna, além de serem espaços e intercâmbios de conhecimento e formação com outras escolas.

O diretor da Escola Agrícola Ladeirinhas, Carlos Wagner dos Santos, lembra que o processo é pioneiro, demonstrando que, mesmo em período de pandemia, a escola pública do campo, a EFAL, permanece viva, prática e reflexiva a respeito da complexidade da vida moderna e da produção de alimentos de uma forma que regenere a vida, em vez de destruí-la. “É de fundamental importância estabelecer parcerias, a fim de minimizar os impactos da crise atual por que todo o planeta Terra vem passando”, destacou.

União de forças

O projeto de Intercâmbio de Conhecimento das Escolas Famílias Agrícolas sobre Educação Ambiental, Sistemas Agroflorestais e Produção Agroecológica é coordenado pela Rede das Escolas Famílias Agrícolas Integradas do Semiárido (REFAISA) e financiado pelo Adaptando Conhecimento para a Agricultura Sustentável e o Acesso a Mercados (AKSAAM), investindo nas populações rurais (FIDA), Universidade Federal de Viçosa/MG (UFV), Fundação Arthur Bernardes (FUNARBE) e o Instituto de Políticas Públicas e Desenvolvimento Sustentável (IPPDS).

O projeto inicialmente está sendo desenvolvido nos estados da Bahia e Sergipe, diretamente em cinco escolas famílias agrícolas, com quatro núcleos localizados, respectivamente, em Sobradinho/BA (Sertão do São Francisco) e Antônio Gonçalves/BA (Piemontês Norte do Itapicuru); Monte Santo/BA (Sisal); Inhambupe/BA (Litoral Norte e Agreste Baiano); e Ladeirinhas/Japoatã/SE (Bacia do São Francisco Sergipano). Tem a parceria da Associação Mantenedora da Escola Família Agrícola de Ladeirinhas (AMEFAL); Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), por meio da Diretoria Regional de Educação 6 (DRE 6) e do Núcleo de Educação do Campo (Necam) e Serviço de Educação Profissional (Sepro); da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Pesca (SEAGRI), alunos e alunas, ex-alunos e ex-alunas, profissionais da área de agroflorestal, mães e pais.

A diretora de Educação da Seduc (DED/Seduc), professora Ana Lúcia Lima, destaca a importância de iniciativas como essa na promoção da conscientização e desenvolvimento da sustentabilidade, um dos princípios do Currículo de Sergipe. “Iniciativas como essa promovem na comunidade escolar a conscientização de que não é mais possível a compreensão de que os recursos naturais são infinitos. O cuidado com o ambiente e a utilização sustentável dos recursos são medidas essenciais para o desenvolvimento e sobrevivência da própria sociedade”, afirmou.

Max Cardoso, diretor de Educação da Regional do Baixo São Francisco (DRE 6), afirma que práticas como essas serão bem-vindas e, quando trabalhadas no âmbito escolar, serão mais ainda evidenciadas.

A professora Acácia Daniel, chefe do Núcleo de Educação do Campo da Seduc (Necam/Seduc), ressalta que a prática resgata um trabalho de sustentabilidade na região do Baixo São Francisco e é referência na construção de novas relações do ser humano com a natureza de forma digna e sustentável.

Fonte: Governo de Sergipe


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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