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Brasil vence Rússia por 4 a 2 e fecha Mundial com bronze por equipes

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Beatriz Souza, Maria Portela, David Moura e Ketelyn Nascimento venceram suas lutas e garantiram o terceiro pódio para o Brasil em Budapeste, neste domingo.

O judô brasileiro fechou o Campeonato Mundial com uma vitória emocionante, de virada, contra a forte equipe da Rússia na disputa pelo bronze da competição por equipes mistas. Beatriz Souza (+70kg), Maria Portela (70kg), David Moura (+90kg) e Ketelyn Nascimento (57kg) venceram suas lutas e garantiram o terceiro pódio para o Brasil em Budapeste, neste domingo, 13, último dia de disputas. Com os bronzes de Maria Suelen Altheman e de Beatriz Souza, no individual, a equipe nacional iguala o desempenho do último Mundial (2019), com três bronzes.  

Na primeira rodada deste domingo, a equipe composta por Ketelyn Nascimento (57kg), Maria Portela (70kg), Maria Suelen Altheman (+70kg), Beatriz Souza (+70kg), Eduardo Katsuhiro (73kg), Eduardo Yudy (90kg), Rafael Macedo (90kg) e David Moura (+90kg) venceu o Cazaquistão por 4 a 3 nas oitavas de final. As vitórias neste confronto foram garantidas por David Moura, Maria Suelen, Ketelyn Nascimento e por Maria Portela, que venceu na luta de desempate.  

Nas quartas, o Brasil não conseguiu passar pelo Uzbequistão, e perdeu as quatro primeiras lutas, caindo para a repescagem.  

Seria preciso vencer a forte seleção da Geórgia para avançar à disputa pelo bronze e o time brasileiro não decepcionou. Ketelyn bateu Eteri Liparteliani por waza-ari no Golden score; Tatalashvili empatou para a Geórgia com vitória sobre Eduardo Katsuhiro; Portela recuperou a vantagem brasileira, batendo Tchanturia nas punições; Rafael Macedo venceu o campeão mundial Avtandili Tchrikshvili com um belo ippon no golden; e Bia Souza não deu chances para Somkhishvili, jogando e imobilizando a adversá para marcar o quarto e definitivo ponto do Brasil.  

Na luta pela medalha, a Rússia começou melhor, com vitória de Denis Iartcev (73kg) nas punições sobre Eduardo Katsuhiro Barbosa. Em seguida, Maria Portela (70kg) jogou Liluashvili, por ippon, no golden score, e deixou tudo igual, 1 a 1. No terceiro combate, Rafael Macedo (90kg) não conseguiu passar por Khusen Khalmurzaev e a Rússia retomou a vantagem no placar. Daí para frente, só deu Brasil.  

Beatriz Souza (+70kg) jogou e imobilizou Daria Vladimirova até o ippon para fazer o 2 a 2. Na sequência, David Moura escapou de uma imobilização e jogou Alen Tskhovrebov para depois imobilizá-lo e garantir a virada para o Brasil.  

“A vontade da gente sair com essa medalha. Acho que o Brasil merecia sair com essa medalha desse Mundial. Eu queria muito sair com uma memória boa desse Mundial e dei meu máximo. Quando estava dois a dois eu só queria dar o meu melhor e foi o que me possibilitou sair dali. E quando a gente sai de uma imobilização agente pensa `agora não perco mais essa luta`. E, provavelmente, o cara pensa `perdi a chance de ganhar essa luta`. Então, acho que dá uma guinada na luta e deu uma energia para a equipe inteira”, descreveu David.  

Novata em Mundiais, Ketelyn Nascimento foi quem ficou com a responsabilidade de definir o confronto. No tatame, ela demonstrou frieza e agressividade para dominar Anastasiia Konkina no chão e segurar a adversária na imobilização até o ippon que garantiu o pódio para o Brasil.  

“Foi puro nervosismo que eu entrei. E saí muito feliz, muito alegre. É muito difícil você definir uma pontuação e foi justamente o que caiu ali para mim. Depois que o David venceu, sobrou para mim decidir se a gente ia empatar ou ganhar. Foi uma adversária que eu nunca tinha enfrentado. Entramos com uma estratégia já montada e consegui, felizmente, a passagem de chão. Parece que tudo calhou para acontecer naquele momento. Ela virou certinho, eu consegui segurar até o fim. Dava para escutar o pessoal gritando “segura, segura”. Foi totalmente emoção como é uma competição por equipes”, descreveu Ketelyn após a conquista. 

Essa foi a terceira medalha do Brasil em Mundiais por equipe. Na primeira edição, em 2017, a seleção foi prata, depois bronze, 2019, e agora bronze de novo, em 2021. Em 2020, não houve Mundial. Essa será também a nova prova do Judô em Tóquio daqui a pouco mais de 40 dias. Com o histórico de resultado, o Brasil se coloca entre os principais postulantes à inédita medalha olímpica por equipes. 

Fonte: CBJ


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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