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Capito diz que 8º lugar da Williams não está garantido

Tendo marcado apenas um ponto nos dois anos anteriores, o Grande Prêmio da Hungria viu a Williams finalmente marcar grande, com Nicholas Latifi e George Russell terminando em sétimo e oitavo, somando 10 pontos. Mas, apesar dessa grande movimentação, o chefe da equipe, Jost Capito, acredita que o recém-conquistado oitavo lugar entre os construtores da Williams está longe de ser seguro.

Foi Valtteri Bottas – um piloto fortemente ligado a uma mudança para a Williams no próximo ano se a Mercedes optar por substituí-lo pelo atual piloto da Williams George Russell, que abriu a oportunidade para a Williams somar seus primeiros pontos desde o Grande Prêmio da Alemanha de 2019, com um erro de Bottas causando uma carnificina na primeira volta em Hungaroring que tanto Latifi quanto Russell se beneficiaram, já que terminaram a corrida em sétimo e oitavo.

Os 10 pontos resultantes deram à Williams o oitavo lugar nos construtores, à frente da Alfa Romeo (com três pontos) e da Haas (ainda sem pontuar). Mas Capito se recusou a descansar sobre os louros pelo resto da temporada.

“Dez pontos não é enorme”, disse Capito. “Não acabou; esse tipo de corrida pode voltar, e então há a chance de Haas e Alfa Romeo fazerem um resultado como esse. Portanto, não podemos dar um passo para trás e não estar mais focados”.

“Se houver novamente uma oportunidade de somar pontos, temos que estar certos e garantir que conquistamos os pontos. Esse é o foco da Alfa Romeo e da Haas também. Não estamos seguros de ser o oitavo, pois ainda temos metade do campeonato pela frente”.

Capito pode ter soado uma nota cautelosa. Mas ele não podia negar o impulso psicológico – e o potencial financeiro – que os primeiros pontos duplos da Williams desde Monza 2018 deram a eles, enquanto continuam sua luta para restabelecer a Williams como uma força a ser reconhecida na F1 uma vez novamente.

“Há uma diferença financeira entre 10, nove e oito”, disse Capito. “E há uma diferença mental para todos na equipe. Se você é sempre a última equipe no pit lane, o paddock, não é bom para ninguém. Se você passar disso, isso dá um impulso para a equipe”.

“É um alívio para a equipe somar pontos depois de tanto tempo de espera”, acrescentou. “Depois de tanto tempo – estamos falando de dois anos – no início do ano, havia a sensação de se algum dia estaríamos em posição de ganhar pontos com este carro, já que não tínhamos a chance de desenvolver mais o carro significativamente. Não tínhamos certeza se poderíamos ganhar pontos”.

“Nem sempre vamos ganhar pontos, mas queremos pontos. Para somar os pontos, a confirmação de que podemos… é muito importante para a equipe. Seis ou 10 pontos não importam, é a execução da corrida”.

Fonte: Fórmula 1


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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