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RJ: Aplicativo desenvolvido por professoras tornou-se ferramenta na pandemia


As professoras da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) Luciene Vales e Cristina Coimbra desenvolveram um aplicativo que permite a pintura de gravuras feitas pelas próprias crianças dentro da sala de aula da instituição. O app está disponível para sistema operacional android e pode ser baixado gratuitamente.
 

O conceito surgiu a partir de um projeto com a turma Infantil 4, com 14 alunos entre três e quatro anos, sobre os direitos das crianças. Uma ferramenta, criada no final de 2019, mas muito utilizada pelos estudantes, da Educação Infantil do CAp Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ), durante a pandemia, como parte do conteúdo pedagógico. 

Foram desenvolvidas atividades sobre o brincar, trabalhando atividades tradicionais como pião, pipa e amarelinha, além das brincadeiras da atualidade como o slime, os livros de colorir e os jogos digitais. Em seguida, as educadoras tiveram a ideia dos alunos criarem seus próprios autorretratos, que seriam impressos em livros e também disponibilizados para a plataforma digital.

– Consideramos que o brincar é o principal direito das nossas crianças. Trouxemos um pouco das nossas brincadeiras da infância, mas não podemos ignorar que o uso da tecnologia faz parte da vida deles. E eles nos passaram que preferem o uso de celular e tablet do que o computador, pela facilidade do manuseio com a tecnologia “touch screen”, que é a tela sensível ao toque – explicou Luciene Vales, que hoje leciona para o curso superior de pedagogia na unidade.

Para o presidente da Faetec, João Carrilho, a ferramenta mostra o quanto os profissionais da Rede estão atentos com os rumos que a tecnologia e a digitalização estão tomando no âmbito de formar os estudantes.

– As tecnologias digitais não irão substituir o professor, mas podemos buscar uma abordagem mais individualizada no ensino, atendendo os interesses e as necessidades dos nossos alunos? – concluiu Carrilho.

Após a produção do livro impresso para colorir, foi criada a versão digital para android, que foi programada e custeada pela educadora Luciene Vales.

– Trabalhamos as mídias de forma que as crianças fossem autoras, não apenas consumidores. É preciso criar essa relação crítica com a tecnologia. E esse processo de formação deve ser feito desde a primeira infância. Não estou mais com a turminha, mas é satisfatório saber que o nosso projeto ajudou os alunos durante a suspensão das aulas – destacou Luciene.

Para Cintia Venturi, mãe da aluna Melissa, que participou da criação do app à época, o projeto foi estimulador.

– Minha filha pede para jogar sempre e faz questão de mostrar que o desenho dela está no jogo. Achei muito legal, pois além do espaço para colorir, existem pastas em branco para novos desenhos. Ela está usando muito o aplicativo durante a pandemia e ainda diz que vai mostrar para a tia Luciene – afirmou.O aplicativo “Livro de Colorir T.41” ainda está disponível para download gratuito através do link: https://play.google.com/store/apps/details?id=luciene.sousa

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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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