História

BRASIL – GIGANTE PELA PRÓPRIA NATUREZA

PARABÉNS, BRASIL!

CONSTITUIÇÃO LIBERTADORA

INDEPENDÊNCIA PROCLAMADA: 7 DE SETEMBRO DE 1822

INDEPENDÊNCIA CONSUMADA: 2 DE JULHO DE 1823

Coisas de Brasil – Histórias do Brasil, que ainda impactam o mundo!

Desta feita, nosso tema é PROCLAMAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA EM 7 DE SETEMBRO DE 1822 – CONSUMAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA EM 2 DE JULHO DE 1823 – A NECESSIDADE DE NOVA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Pauta de jornalismo é semelhante a cheque emitido. Contém informação com premissa de ser verdade. A opinião anteposta, distorcida ou desprovida do fato corresponde ao cheque sem fundos devolvido pelo banco. Resultado: crédito comprometido!

Dan Berg
BRASIL – DESFILE – CANHÃO LEOPARD

Nossa comemoração já se inicia a cada 2 de setembro!

Conforme o brilhante professor Luiz Gustavo Chrispino nos lembra: A História se repete, cento e noventa e nove anos depois. Em 2 de setembro de 1822, nossa Princesa Leopoldina assinava os documentos que dariam início à nossa Independência.

Esse fato se desenrola até 7 de setembro de 1822, quando Dom Pedro I separa definitivamente o Brasil da opressão de Portugal.

Praticamente dois séculos depois, precisamos de uma Nova Constituição, como marco de nossa nova libertação.

Ao final desta matéria, vídeo sobre proposta de nova CONSTITUIÇÃO – A LIBERTADORA.

Agora, trata-se da opressão e da tirania dos antipatriotas, com o movimento democrático popular nas ruas, na Semana da Pátria.

Sim, faremos parte da História de nosso país!

Vamos aos fatos e compreender a relação entre Proclamação da Independência em 07/09/1822 e Consumação da Independência em 02/07/1823.

Incrivelmente, nossa matéria sobre 7 de setembro e Independência, será baseada no profícuo artigo das FFAA, mais especificamente da Folha Militar Online – Ministério da Defesa – Entenda o significado histórico do 2 de julho, et al.

Repetindo, propositadamente: O anúncio da independência – Proclamação – se inicia em 07/09/1822, em paz, às margens do Ipiranga, São Paulo – SP, e se estende até culminar na paz e liberdade – Consumação – em 02/07/1823, após lamentáveis guerras, Salvador – BA.

Voltando ao tempo, em 1798, na Bahia, o fim do domínio lusitano já se faz presente, quando ocorrem as lutas da Conjuração Baiana.

No ano de 1821, as notícias da Revolução do Porto reavivaram as esperanças autonomistas em Salvador. Os grupos favoráveis ao fim da colonização enxergam na transformação liberal lusitana um importante passo para que o Brasil atinja sua independência.

As relações entre portugueses e brasileiros começa se acirrar, promovendo verdadeira cisão entre ambos, em Salvador.

Meses antes da independência, grupos políticos se articulam pró e contra essa mesma questão.

Em 11 de fevereiro de 1822, uma nova junta de governo administrada pelo Brigadeiro Inácio Luís Madeira de Melo deu vazão às disputas, já que o novo governador da cidade se declarava fiel a Portugal.

Utilizando autoritariamente as tropas a seu dispor (coisa que nenhum político faz hoje), MADEIRA DE MELO resolve inspecionar as infantarias, de maioria brasileira, no intuito de reafirmar sua autoridade.

BRASIL – ESQUADRILHA DA FUMAÇA

A atitude tomada dá início aos primeiros conflitos, que se iniciam em 19 de fevereiro de 1822, nas proximidades do Forte de São Pedro. Em pouco tempo, as lutas se alastram para as imediações da cidade de Salvador.

Mercês, Praça da Piedade e Campo da Pólvora se tornam os principais palcos da guerra.

Durante as festividades ocorridas na procissão de São José, em 21 de março de 1822, grupos nativistas atiraram pedras contra os representantes do poderio português. Além disso, um jornal chamado “Constitucional” pregava oposição sistemática ao pacto colonial e defendia a total soberania política local.

Em contrapartida, novas forças subordinadas a MADEIRA DE MELO chegavam a Salvador, instigando a debandada de parte da população local.

O apoio popular a DOM PEDRO I significa afronta à autoridade de MADEIRA DE MELO, que mais uma vez responde com armas ao desejo da população local.

Os brasileiros, inconformados com a violência do governador, proclamam a formação de uma JUNTA CONCILIATÓRIA E DE DEFESA instituída com o objetivo de lutar contra o poderio lusitano.

Os conflitos se iniciam em Cachoeira, tomam outras cidades do Recôncavo Baiano e também atingem a capital, Salvador.

Em sete de setembro de 1822, ocorre a PROCLAMAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL, das mãos de Portugal, às margens do Ipiranga, São Paulo – SP.

Não havia imprensa, correios, veículos, aviões, Internet, televisão, rádio, telefones fixos, telefones celulares, como temos hoje. Portanto, em muitos lugares, a notícia da independência e tudo que isso significava, demorou muito tempo para chegar.

Uma enorme parte do país ainda não era independente!

De fevereiro de 1822 (antes da Proclamação) a julho de 1823, brasileiros estão em guerra, na então província da Bahia, contra as tropas portuguesas.

A declaração de independência feita por DOM PEDRO I, em sete de setembro de 1822, inaugurou uma série de combates entre os governos e tropas de cada local, ainda fiéis ao governo português, e as forças que apoiavam o novo Imperador.

A Bahia sempre foi estratégica, até geograficamente, por ser o estado brasileiro que mais faz divisas, a mais extensa costa litorânea de todos os estados, e incontáveis outros elementos. É o maior estado do Nordeste.

Eu tenho ouvido: ‘Não traga a religião para a política’. É precisamente para este lugar que ela deveria ser trazida e colocada ali na frente de todos os homens como um candelabro.

Charles Hadon Spurgeon

Se tudo isso era tão desconhecido do baiano, do nordestino e do próprio brasileiro, eis aqui um registro histórico como verdadeiro memorial para a posteridade nunca mais alegar desconhecimento de tamanha participação da Bahia na Independência do Brasil.

O período entre fevereiro de 1822 e julho de 1823 é marcado por grande violência na Bahia.

Tropas de Portugal invadiram quartéis e cidades, ocupando militarmente Salvador. O Forte de São Pedro e o Convento da Lapa, onde havia alguns soldados brasileiros, foram tomados.

MARIA QUITÉRIA DE JESUS MEDEIROS (Domenico Failutti)

Voluntários surgem de várias partes. Civis e militares se destacaram pela bravura. MARIA QUITÉRIA recebe o título de Cadete e torna-se Patrono do Quadro Complementar de Oficiais do Exército.

QUITÉRIA vestiu-se de homem e lutou como soldado contra o domínio português. Em Itaparica, a defesa é feita por pescadores com facões e garruchas.

A declaração de Independência às margens do riacho do Ipiranga (SP) era negada pela ocupação e domínio português na Bahia.

BRASIL – MULHERES VALOROSAS QUE AINDA DEFENDEM A PÁTRIA AMADA, SEJA DE FARDA, EM CASA, EM TODOS OS SEGMENTOS DA SOCIEDADE

O Príncipe Regente DOM PEDRO I contrata o general francês Pierre LABATUT, e lhe entrega armamento e tropas.

Nas águas, o bloqueio naval de Salvador era imposto pela esquadra imperial sob o comando do escocês LORD Thomas COCHRANE.

Sob as ordens do Coronel José Joaquim de LIMA E SILVA, o Exército e a Marinha, disponíveis, cercaram a cidade.

A maioria dos nomes aqui mencionados tornaram-se nomes de logradouros (vias públicas) de várias partes do país, principalmente do Bairro do Ipiranga, São Paulo – SP.

Grande parte dos leitores deste texto irá se lembrar de já ter passado por algumas ruas e avenidas com esse fantásticos nomes históricos (Labatut, Lord Cochrane, Lima e Silva, 1822, Dom Pedro I, Dois de Julho, Grito, e incontáveis outras).

Quiçá, com mais tempo, e conforme seja a receptividade deste simples artigo, eu me sinta encorajado a escrever sobre os nomes das vias públicas de alguns lugares. Certamente será reviver registros históricos, elementos, no mínimo, emocionantes.

Retomando: Por conta dessa estratégia (Lord Cochrane, Lima e Silva e Labatut), na madrugada de 2 de julho de 1823 (tão madrugada quanto essa em que rediji o esboço desta matéria baseado nos relatos do ocorrido), os portugueses, finalmente, se evadiram para o mar.

O Exército (FFAA da época) entrou em Salvador, consolidou a retomada da cidade e pôs fim à ocupação portuguesa no Brasil.

O dia 2 de julho ficou registrado no conceito patriótico dos baianos. Tornou-se feriado estadual, como Independência da Bahia: parte da própria Independência do Brasil.

Desde então, estabeleceram a tradição de comemorar esse dia, anualmente, com a repetição da entrada do Exército Pacificador na cidade de Salvador.

O nome gentílico para quem mora em Salvador é soteropolitano, do grego “σωτέρο”, latinizado, “soteros”, salvação, e “πόλη”, latinizado, ”polis”, cidade. Ou seja, a cidade da salvação.

Que essa memória reconduza ao Salvador, em quem tanto confiaram para as demandas, responsabilidades sociais e necessidade de salvação terrena, parte da vida dos grandes heróis.

A História é tão importante, que o Hino do Estado da Bahia também é chamado de Hino ao Dois de Julho, com Letra de Ladislau dos Santos Titara, e melodia de José dos Santos Barreto.

Sua primeira estrofe já indica o casamento perfeito entre 02/07/1823 e 07/09/1822, em franco jogo de palavras, beleza poética e profundidade histórica, emocionante, do segundo brilho do Sol. Em seu estribilho, o destemido grito de “nunca mais” a qualquer tipo de déspota, ditador ou governo de ideologia centralizadora ou totalitária:

Nasce o sol ao 2 de Julho,
Brilha mais que no primeiro!
É sinal que neste dia
Até o sol, até o sol é brasileiro.
-
Nunca mais, nunca mais o despotismo
Regerá, regerá nossas ações!
Com tiranos não combinam
Brasileiros, brasileiros corações!

Histórias totalmente entrelaçadas e uma dependente da outra. No mesmo exemplo, demais estados nordestinos tiveram cenas semelhantes.

Isso prova que O NORDESTE TEM ENORME PARTICIPAÇÃO NA PRÓPRIA HISTÓRIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL!

Se em 15 de novembro o brasileiro tem nada ou quase isso a comemorar de efetivo, além do questionável feriado em si, por se tratar de golpe admitido por honestos militares e historiadores (devidamente arrependidos pelo que fizeram à cada de Dom Pedro II – mormente alguns ascendentes de políticos atuais, cuja sugestão foi, inclusive, de fuzilar a Família Imperial, caso não se submetessem sair do Brasil), por outro lado, deveria haver festa nacional, com feriado, pompa e circunstância, pela Proclamação da Independência, no riacho do Ipiranga – São Paulo – SP, em 7 de setembro de 1822, bem como pela Consumação da Independência, em 2 de julho de 1823, em Salvador – BA.

Dom Pedro I compondo o Hino da Independência, em 1822. Óleo em Tela – Augusto Bracet.

Eis porque nosso hino nos conclama a ficarmos de pé, com mão na altura do coração – e, se quisermos aplaudir, uma vez que emoções e sentimentos não devem ser regidos por lei, mas espontâneos, com honra e, euforia livre e natural -, olhos ao pavilhão real, e entoar em verdadeiro brado, nos dias atuais, exatamente como os bravos guerreiros fizeram, ainda que ao custo das próprias vidas:

Brava Gente Brasileira
Longe vá, temor servil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

(Hino da Independência do Brasil, 1822 – Primeiro Hino Nacional Brasileiro. Melodia: Dom Pedro I; Letra: Evaristo da Veiga)


PELO FIM DE PROJETOS DE LEIS DE MORDAÇA, DESRESPEITO À CONSTITUIÇÃO E LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

PELO FIM DA CENSURA AO BRASILEIRO, QUANDO, PELO BEM DO BRASIL, PRECISE CRITICAR POLÍTICO E AGENTE PÚBLICO QUE NÃO ANDE DIREITO.

PELO FIM DE SISTEMAS DE GOVERNO E REGIMES NASCIDOS EM BERÇOS DO MAL, EM QUE MILHÕES DE PESSOAS FORAM ASSASSINADAS POR NÃO SE DOBRAREM AO “DEUS-ESTADO”. NÃO SEREMOS CÚMPLICE DISSO!.

PELO DIREITO QUE O INDIVÍDUO TEM DE PENSAR, CRER E SE EXPRESSAR, IR E VIR, LIVREMENTE, SEM PERSEGUIÇÕES, DE NENHUMA NATUREZA, SEQUER DE GOVERNANTES, AGENTES PÚBLICOS E POLÍTICOS.

Como até mesmo grandes pensadores católicos e protestantes se unem pela mesma cruz, lembrando-se da máxima de Lutero:

Friede wenn möglich, aber Wahrheit auf jeden Fall (Paz se possível, mas verdade com certeza.

Martin Luther

De gaúchos a manauaras, de mato-grossenses a capixabas, baianos e nordestinos, novamente, o Brasil precisa de vocês! Não há como negar: vocês fazem diferença na História. Mais do que isso, CONSTRUÍMOS A HISTÓRIA!

Que neste exato momento, a nação possa contar, TAMBÉM, com o precioso Nordeste, para NOVA INDEPENDÊNCIA DOS GRILHÕES QUE NOS FORJAVAM!

BRASIL É BRASIL, DE NORTE A SUL, DE LESTE A OESTE! OS NORDESTINOS QUE PUSERAM INIMIGOS PARA CORRER QUANDO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL, SÃO OS MESMOS QUE PODEM EXPULSAR QUALQUER PODER QUE QUEIRA VILIPENDIAR A LIBERDADE DOS VERDADEIROS PATRIOTAS!

SOMOS DA PAZ E PELA PAZ!

VIVA A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL!

DEUS ABENÇOE, DÊ PAZ E TRAGA PROSPERIDADE AO BRASIL!

HEVENU SHALOM ALECHEM!

הבאנו שלום עליכם


Fonte: Folha Militar Online – Ministério da Defesa – Entenda o significado histórico do 2 de julho, et al.:

http://folhamilitaronline.com.br/entenda-o-significado-historico-do-2-de-julho

Imagens: reprodução.

֍


Carpe diem. Frui nocte!

Envie para quem você ama!

Há algo que você gostaria de sugerir para esta matéria? Fale com nosso editorial.

⁞Ð.β.⁞


Print Friendly, PDF & Email

Dan Berg

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades sócio-políticas e econômicas da região.
Botão Voltar ao topo