Saúde

Pesquisa investiga tempo de duração de vírus e anticorpos

Estudo da Faculdade de Enfermagem da UFG integra Programa da CAPES de Combate a Epidemias.

Qual o período de persistência do vírus da COVID-19 em nosso organismo? E o tempo de permanência dos anticorpos nos humanos após a infecção ou a vacina? A busca por essas respostas atiça cientistas do mundo e é investigada também por pesquisadores da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás (UFG), que há mais de um ano acompanham o comportamento do novo coronavírus em profissionais de saúde e da área de segurança.

O estudo avalia a persistência viral e a resposta imunológica. Ao longo de dois anos, tempo de duração da pesquisa, 140 voluntários terão, a cada três meses, o sangue coletado e armazenado em freezers a temperatura de 8 graus negativos. O objetivo é monitorar o nível de anticorpos da COVID-19 no organismo, adquirido por meio do contágio ou da vacina.

A professora Sheila Araújo Teles, que coordena o projeto, explica que a pesquisa faz um acompanhamento para ver em que momento esses agentes de defesa do organismo surgem nos indivíduos infectados. “Como não conhecemos muito bem esse vírus, por ser novo, o trabalho quer saber quando surgem esses anticorpos e por quanto tempo eles ficarão presentes”, argumenta.

Paralelo aos exames sanguíneos, que verificarão a redução e aumento da carga viral, o estudo fará comparações com dados sociodemográficos e os sintomas dos pacientes. “São várias possibilidades de análise para que a gente possa entender um pouco mais sobre a dinâmica desse vírus e subsidiar políticas públicas para melhor atender a população e enfrentar esse inimigo”, afirma a coordenadora do projeto, que integra o Programa da CAPES de Combate a Epidemias, lançado em 2020.

O ganho da pesquisa, na visão de Grazielle Costa e Silva, bolsista da CAPES no doutorado em Enfermagem da UFG, é municiar o País com dados sobre a imunidade em relação à COVID-19. “Nosso trabalho vem para suprir essa falta de informação, contribuindo com conhecimento sobre a vacina e a história natural da doença”, ressalta.

O investimento da CAPES é destacado pela bolsista, que participa do projeto desde o seu início, em julho de 2020. “Esse recurso é essencial e importante nas nossas vidas. Com a bolsa conseguimos participar de todas as etapas com dedicação exclusiva e damos um retorno à sociedade”, avalia.

O Programa de Combate a Epidemias incentiva estudos voltados à prevenção e ao enfrentamento da COVID-19 e outras doenças, com aporte de até R$200 milhões previstos para quatro anos de execução. Sua estruturação é baseada em duas dimensões: Ações Estratégicas Emergenciais Imediatas e Ações Estratégicas Emergenciais Induzidas em Áreas Específicas. Em três editais, 109 projetos de pesquisa e formação de pessoal foram selecionados e contam com a participação de 1.248 pesquisadores.

Fonte: Capes


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Joice Maria Ferreira

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre as atualidades sócio-políticas e econômicas da região.
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