Tecnologia

Nanotecnologia ajuda a reduzir o uso de químicos na agricultura

Para criar um material alternativo e sustentável, eficiente e eficaz no manejo de pragas agrícolas, Silvana Rempel aplicou nanotecnologia em feromônios agrícolas – substâncias químicas exaladas por insetos. O resultado, além de satisfatório, ajuda a reduzir sensivelmente o uso de agrotóxicos nas plantações. A engenheira de Materiais fez o estudo durante seu mestrado em Engenharia e Ciência de Materiais, na Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Rempel explica que a nanotecnologia é uma alternativa adequada para manejar e controlar as pragas agrícolas, com vantagens específicas: “não impacta no meio ambiente e na saúde, tanto dos agricultores, como dos consumidores dos alimentos”. Ela frisa a importância da redução do uso de agroquímicos, já que estudos apontam a alta contaminação que eles causam nos alimentos.

A tecnologia desenvolvida no trabalho segue as orientações  da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU). Seus resultados são significativos para a agricultura sustentável. A partir de agora, a equipe pretende desenvolver o projeto de pesquisa e validar o material em condições de campo.

Durante a execução do projeto a pesquisadora recebeu bolsa do Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias de Educação Superior (Prosuc), da CAPES. Para ela, a possibilidade de transição entre a academia e a indústria, onde trabalhou durante sua graduação, proporcionou grande aprendizado, “especialmente pelos constantes desafios vivenciados em ambos os ambientes e também por permitir desenvolver uma pesquisa com potencial para solucionar um problema da humanidade”.

Reconhecimento internacional

A pesquisa foi selecionada na primeira edição do programa “25 Mulheres na Ciência – América Latina”, lançado pela multinacional 3M. A premiação identifica e reconhece cientistas emergentes que se destacaram por seu trabalho nas áreas da ciência e inovação. Mil pesquisadores de toda a América Latina participaram da seleção. Entre as premiadas, seis são brasileiras.

Para Silvana Rempel, essa distinção exalta todo o potencial da ciência, representada nas pesquisas feitas por cientistas mulheres na busca por soluções para os grandes desafios da humanidade. Ela comemora e diz se sentir “honrada pelo reconhecimento e motivada a seguir realizando pesquisa de qualidade, transformando a ciência em valor para a sociedade”.

Fonte: Capes


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Joice Maria Ferreira

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre as atualidades sócio-políticas e econômicas da região.
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