Esportes

Meeting de atletismo e natação em Curitiba marca “recomeço” para medalhistas e atletas do Paraná

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Evento na capital paranaense contou com cerca de 70 atletas com deficiência que participaram das provas de atletismo e outros 80 que disputaram as provas de natação.

A nadadora Tisbe Andrade, da classe S5, foi uma das atletas para quem o Meeting foi um importante recomeço. Medalhista de bronze nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019 e atual recordista nacional nos 50m costas, a gaúcha radicada em Curitiba ficou afastada das competições oficiais desde o início da pandemia.

“É uma sensação muito boa voltar a competir e ter a noção de como estamos [fisicamente]. Foram quase dois anos sem competir, essa é a minha primeira competição desde a pandemia. Para mim, foi uma quebra de gelo, é como se fosse a primeira competição da vida de novo. Ainda não estou no ideal, mas é bom poder voltar”, afirmou Tisbe Andrade, que nasceu com artrogripose múltipla congênita, doença que afeta as articulações.

Já para o lançador e arremessador Trajano Ferreira Caldas Neto, da classe F11, a possiblidade de disputar uma competição oficial do paradesporto na sua região vai além dos resultados do campo. “É uma ótima oportunidade. Estávamos acostumados a competir. Estamos animados com a volta das competições e, com certeza, a autoestima dos atletas vai se elevar bastante”, apontou o atleta de 35 anos, de Guarapuava e radicado em Ponta Grossa.

No evento, estavam presentes medalhistas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, caso de Eric Tobera, da S4 (para atletas com limitações físico-motoras), que ganhou a medalha de bronze na prova de revezamento 4×50 livre misto – 20 pontos, além das gêmeas Beatriz Carneiro (S14, para atletas com deficiência intelectual), bronze na prova dos 100m peito, e Débora Carneiro, que também faturou o terceiro lugar no pódio no revezamento 4x100m misto S14.

“Estou muito orgulhoso de poder estar aqui em Curitiba podendo motivar outras pessoas com deficiência iguais a minha ou não”, apontou Tobera, de Telêmaco Borba (PR), nadador com paralisia cerebral. O nadador também disputou sua primeira prova após os Jogos de Tóquio e agora vai iniciar um novo ciclo visando Paris 2024.

Para participar do Meeting, o atleta precisa ter no mínimo 14 anos (nascidos até 2007), representar um clube e ter deficiência física, visual e/ou intelectual com elegibilidade ao esporte.

A etapa de Curitiba foi a terceira do Meeting. Anteriormente, já havia sido realizada nas cidades de Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC). A próxima será no Rio de Janeiro, no sábado, 16 de outubro.

Até dezembro, 16 cidades brasileiras receberão ao menos uma etapa do evento com provas de atletismo, halterofilismo e/ou natação, que serão realizadas de acordo com todos os protocolos sanitários estabelecidos pelo CPB.

Fonte: Comitê Paralímpico Brasileiro


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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